Recomendações para Formação Docente em Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica

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05.11.2021
Tempo de leitura: 5 minutos

Como estimular a curiosidade dos alunos com o uso da tecnologia?

Novo curso da plataforma Escolas Conectadas ajuda professores a cultivar a curiosidade dos alunos e promover a autoria de cada um. Saiba mais!

Imagem mostra uma mulher utilizando um tablet. Ela é negra, usa camisa branca e máscara, e está em uma sala com objetos pedagógicos. Ela está sentada e manuseia o tablet em uma mesa

Crianças têm, em sua essência, a curiosidade e a necessidade de aprender sobre o que cerca o seu contexto de vida. Elas têm sede de saber, de conhecer, de descobrir e de aprender. Segundo especialistas, entre os dois e os cinco anos de idade, crianças fazem em torno de 40 mil perguntas.

“A curiosidade torna a troca em sala de aula muito mais ativa e exploratória. Considerar a indagação genuína do aluno, permitir que se expresse, que ele diga o que pensa e favorecer suas criações talvez sejam os elementos mais importantes da aprendizagem”, explica Patrícia Schäfer, supervisora pedagógica da plataforma Escola Conectadas.

Muitos professores têm utilizado as tecnologias para prender a atenção dos alunos em sala de aula. Elas contribuem, principalmente, para a melhor compreensão das disciplinas. Mas também são responsáveis por aumentar o engajamento dos estudantes, que demonstram eficiência nos estudos quando têm acesso a outros tipos de abordagem familiares ao seu cotidiano. Afinal, a tecnologia está cada vez mais presente na vida dos alunos.

“Recursos digitais oportunizam criações e compreensões variadas, possibilitando expor ideias, testar hipóteses, comunicar e compartilhar. Reúnem diversão, desafio, vontade de aprender. Precisamos dar espaço para que esses elementos caminhem juntos”, afirma Patrícia.

BNCC e tecnologias digitais como aliadas da curiosidade 

Mas como usar a tecnologia e estimular a curiosidade e a autoria dos alunos a favor da aprendizagem?

Para compartilhar essas propostas, a plataforma Escolas Conectadas, parte do programa global ProFuturo – criado pela Fundação Telefônica e pela Fundação Bancária “la Caixa”, lança o curso BNCC, autoria e tecnologias digitais: inspirações para criar e aprender.

A formação, que terá início em 8 de novembro, ajuda professores a cultivar a curiosidade dos alunos e a promover a autoria de cada um. Também reúne essas instâncias com o apoio de recursos digitais, com sugestões de metodologias ativas e priorizando o alinhamento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O curso visa ampliar o repertório do professor para mostrar aos estudantes a importância da utilização das tecnologias de forma diversa. Além de estimular a criatividade e o pensamento crítico em busca de soluções para os diferentes desafios que os cercam.

“BNCC, tecnologias digitais e metodologias ativas são temas muito solicitados por professores na Plataforma Escolas Conectadas. Foram mais de 13 mil ocorrências em nossas pesquisas apenas no primeiro semestre de 2021. Além disso, as inspirações que compõem o curso percorrem as diferentes etapas da Educação Básica: todo estudante pode ser autor”, declara Patrícia.

 

Professores poderão acessar o conteúdo também após o curso

Curso: BNCC, autoria e tecnologias digitais: inspirações para criar e aprender
Modalidade:
Autoformativo
Carga horária: 10 horas
Certificadora:
Fundação Telefônica Vivo
Competências gerais da BNCC:
Conhecimento; Pensamento científico, crítico e criativo; Comunicação; Empatia e cooperação; Cultura Digital.
Recomendação de etapas: Educação Infantil; Ensino Fundamental e Médio.
Áreas do conhecimento: Linguagens, Ciência da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Ensino Religioso Transversal/Projetos Interdisciplinares.

A formação destaca, em seu capítulo introdutório, as conexões da BNCC com a autoria e as tecnologias digitais em todas as etapas da Educação Básica.

Os demais módulos propõem a experimentação de diferentes recursos. Dentre eles os construtores de websites, os ambientes virtuais de aprendizagem, as ferramentas para criar jogos e pesquisas, os editores multimídia colaborativos, os editores de vídeos e os aplicativos para criar histórias em quadrinhos.

De acordo com Patrícia, os recursos e materiais poderão ser explorados pelos educadores, inclusive, depois do término da formação.

“Nosso propósito é trazer apoio e inspirações para que educadores trabalhem no seu tempo, conforme as suas necessidades e os interesses da sua turma”, enfatiza.

Todos os módulos são acompanhados de exemplos práticos. Ou seja, por ações desenvolvidas por professores que já participam do Escolas Conectadas e que foram implementadas com seus alunos.

“Nossa preocupação é sempre trazer referências e orientar o educador para que possa, de fato, aplicá-las no seu dia a dia. Ao tratar da conexão da curiosidade e das tecnologias digitais, permitimos ao aluno intrigar quando um resultado não corresponde ao esperado. E também o desejo de percorrer o caminho inverso para entender as razões. Há testagens e experimentações propiciadas pelas tecnologias digitais que outras tecnologias não alcançam”, finaliza a supervisora.


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