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22.09.2009
Tempo de leitura: 5 minutos

Governo do Estado de São Paulo apresenta na Pinacoteca do Estado

A Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Fundação Telefônica do Brasil apresentam a exposição O Cubismo e seus entornos nas Coleções da Telefônica.

O Cubismo e seus entornos nas Coleções da Telefônica será apresentado na Pinacoteca do Estado
A Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Fundação Telefônica do Brasil apresentam a exposição O Cubismo e seus entornos nas Coleções da Telefônica. A mostra apresenta 35 trabalhos, dos quais 11 são de autoria do espanhol Juan Gris (1887 — 1927), alem de obras de artistas como o francês André Lhote (1885 – 1962), do uruguaio Joaquín Torres Garcia (1874 – 1949), do argentino Emilio Pettoruti (1892 – 1971) e o brasileiro Vicente do Rego Monteiro (1899 – 1970). Formada por obras pertencentes à Telefônica da Espanha, a mostra itinerou pelo Chile, Argentina e Peru, e agora chega ao Brasil com uma montagem especial incluindo fotografias do peruano Martín Chambi (1891 – 1973) e do argentino Horacio Coppola (1906), e guaches do chileno Vicente Huidobro (1893 –1948). A curadoria é de Eugenio Carmona, professor da Universidade de Málaga.

Abertura 26 de setembro de 2009
Em cartaz até 1 de novembro

A Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Fundação Telefônica do Brasil apresentam a exposição O Cubismo e seus entornos nas Coleções da Telefônica. Composta por 35 obras, a mostra destaca o trabalho do espanhol Juan Gris e de outros 19 artistas de diferentes nacionalidades como o espanhol Manuel Ángeles Ortiz, o uruguaio Rafael Barradas, a espanhola Maria Blanchard, o francês Albert Gleizes, o argentino Xul Solar, e o brasileiro Vicente do Rego Monteiro. A exposição pretende evidenciar o papel destes artistas na expansão e difusão do Cubismo, movimento artístico que, nas primeiras décadas do século XX, rompe com a estética convencional propondo novas maneiras de representar a realidade, por meio da geometrização das formas, do abandono da perspectiva e do uso limitado da cor, e que teve em Pablo Picasso e Georges Braque seus principais criadores.

Segundo o curador Eugenio Carmona, a exposição não deve ser vista como uma mostra sobre Cubismo, que reúne obras de diferentes acervos, mas sim como a apresentação de uma coleção, cujo foco é o artista espanhol Juan Gris. Para Carmona, o estudo do trabalho de Gris comprova a dimensão da diversidade do Cubismo. “Enquanto Picasso e Braque são mais austeros, e em seus trabalhos buscam a desconstrução da forma, o de Gris prefere a cor, recupera a forma, é sensual, mais humanista”, diz.

Juan Gris passa a fazer parte do movimento Cubista a partir de 1912, justamente quando o cubismo analítico de Picasso e Braque, característico daquele momento inicial, vai se tornando muito mais racional, ordenado e clarificador, transformando-se no cubismo sintético.

No conjunto de peças reunido na exposição, há obras que se situam dentro do padrão da escola cubista, junto a outras que mostram a relação da linguagem cubista com as do futurismo, do classicismo moderno, da abstração geométrica ou da nova figuração. Nessa itinerância latino-americana da coleção, foram acrescentados novos e imprescindíveis referenciais: os poemas visuais de Vicente Huidobro, e fotografias do argentino Horácio Coppola e do peruano Martín Chambi.

A exposição pretende ainda promover uma reflexão sobre a ausência de coleções especificas de Cubismo em escala internacional, aspecto que justifica a exibição destas obras em diferentes países. “É a primeira vez que a Fundação Telefônica do Brasil promove uma mostra de cunho internacional no país, constituindo-se como um marco do início da atuação da instituição na área de artes”, afirma Sérgio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica.

Sobre Juan Gris

Juan Gris, ou Juan José Victoriano González (Madrid, 1887 — Boulogne-sur-Seine, 1927), apesar de ter falecido jovem, aos 40 anos, é um dos mais importantes nomes do cubismo sintético – vertente que buscou recuperar a imagem real do objeto, com ênfase nas cores fortes e formas decorativas. Gris Iniciou a sua formação na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando, em Madri.

No ano de 1906, já em Paris, conhece os artistas Guillaume Apollinaire, André Salmon, Max Jacob, Georges Braque, e sua grande influência, Pablo Picasso. Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista e realiza sua primeira exposição individual na Galeria Sagot. Continuou a expor regularmente até 1927, ano de sua morte.

Na figura de Juan Gris se reconhece a mais pura representação do cubismo. Ele é o pintor que soube “pensar” o cubismo e o que deu a este movimento um caráter clássico, que o converte na forma estética intemporal, comenta o curador Eugenio Carmona.

Sobre as Coleções da Telefônica

Dentro da área de Arte & Tecnologia, a Fundação Telefônica da Espanha tem como principais objetivos conservar, difundir e aumentar, com novas aquisições, o patrimônio artístico da Telefônica, composto por coleções como Cubismo, Fotografia e Telos – coleção formada por 418 obras em papel de 43 artistas espanhóis contemporâneos como Antonio Saura, Hernández Pijuan Josep Guinovart, José Maria Sicilia, entre outros. Tais coleções se estabelecem como uma prolongação do trabalho desempenhado pelos
museus, cobrindo as lacunas existentes nas coleções espanholas. Na volta para a Espanha, a mostra apresentada na Pinacoteca do Estado vai inaugurar novas salas de exibição do museu da Fundação, em Madri.

Sobre a Fundação Telefônica no Brasil

Criada em 1999 com o objetivo de coordenar o investimento social do Grupo Telefônica no Brasil, a Fundação Telefônica completa 10 anos de atuação no País. Nesse período, mais de 500 mil pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente com os projetos de desenvolvimento social, que têm como eixo central a consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Hoje, seus principais programas são o EducaRede e o Pró-Menino, além dos Voluntários Telefônica. A Fundação Telefônica inicia este ano seu programa de Arte & Tecnologia, ao qual essa exposição está ligada.


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