Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artifical: Caminhos para a BNCC Computação"

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28.12.2015
Tempo de leitura: 3 minutos

Jovens protagonizam campanhas para mudar a escola e aproximá-la da comunidade

Conheça três iniciativas lideradas por estudantes que, coletivamente, buscam ser ouvidos para aprimorar o ambiente escolar e trazer a comunidade para o debate.

O aluno mudou. E não se contenta mais com os modelos tradicionais de ensino. Hoje, ele ocupa um lugar mais próximo ao educador. Tornou-se protagonista ao entender que tem em mãos o poder de mudar estruturas antigas e ser capaz de se tornar agente político de sua realidade.

O que esse aluno do século XXI, rodeado de todas as ferramentas digitais, descontente com a organização tradicional das escolas, quer dentro de espaços pedagógicos? Quer uma voz. Se existe algo que as movimentações de ocupação contra a reorganização das escolas feitas pelos jovens estudantes de São Paulo evidencia é: eles desejam se sentir representados pelos espaços educativos onde estão inseridos.

“A escola se ateve a um modelo muito tradicional e que apresenta massivamente o conteúdo para os alunos. Mas essas meninas e meninos têm outros interesses além dos disciplinares e esses o poder público nem sempre pode prover. É onde o protagonismo jovem se faz necessário”, explica Tatiana Klix.

Tatiana é uma das idealizadoras do projeto Quero na Escola, plataforma online que nasceu de uma experiência em laboratório, junto com Cinthia Rodrigues, Luciana Alvarez e Luísa Pécora. Elas reconheceram uma demanda, tanto de alunos como educadores, para que exista uma transformação dentro da escola.

O projeto Quero na Escola é uma plataforma colaborativa que une escolas públicas e quem quer se voluntariar para dar aulas. Funciona de uma maneira bem simples: estudantes solicitam o que eles gostariam de aprender. Os desejos vão desde aulas sobre línguas asiáticas até oficinas de grafite. O voluntário cadastra o que gostaria de ensinar – e o Quero na Escola faz a conexão.

“Os próprios alunos são protagonistas e dizem o que querem aprender”, explica Tatiana. E a atuação juvenil acaba por inspirar uma maior participação da comunidade dentro da escola. “Todo mundo sempre diz ‘A educação é muito importante’, mas não tem ideia de como participar e se sente distante. Iniciativas como a Quero na Escola tornam essa aproximação possível”. O projeto, que já alcançou a meta de arrecadação no Catarse, quer atingir 100 novas escolas.

Direto de Santa Catarina, a plataforma Politize! utiliza a gamificação como recurso para fazer com o que o jovem se interesse pela política e possa usá-la para identificar problemas na escola e na comunidade, levantar ideias e criar soluções dentro da cidadania. Os estudantes podem trocar experiências favoráveis e postar seus resultados, criando, assim, uma rede dinâmica – além de atuar fisicamente dentro de seus espaços educativos, dispondo apenas da vontade de aprender coletivamente.

Em Santos, litoral de São Paulo, a Escola Estadual Dr. Antônio Ablas Filho abriu espaço para que seus alunos criassem a iniciativa Clubes Juvenis, onde grupos autônomos se unem em um projeto para aprender algo que querem. Música, cinema e brincadeiras infantis estão entre algumas das temáticas escolhidas pelos clubes, todas com metodologia e objetivos aprovados pela direção escolar. O protagonismo jovem cumpre seu papel – e é preciso, sempre, dar voz aos estudantes.


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