Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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31.03.2015
Tempo de leitura: 3 minutos

Tecnologia e educação: Edu4.me promove debate sobre novas formas de aprendizado

 

Novas formas de aprender, escola personalizada e ensino do futuro. Esses são alguns conceitos levantados pela Edu4.me, iniciativa que reúne empresários em equipes de trabalho voltadas para soluções tecnológicas na área de educação e que aconteceu em São Paulo nos dias 26, 27 e 28 de março no Wayra, depois de ser lançada em Buenos Aires, em novembro de 2014.

Com a presença de universidades, empresas do setor, investidores e entidades públicas, o encontro trata das principais demandas da educação e premia os melhores projetos com investimento que permite levar a inovação ao mercado. Totalmente alinhado às competências do século XXI – tecnologia, empreendedorismo e educação -, o Edu4.me contou com o apoio da Telefônica Vivo por meio do Wayra Brasil, aceleradora que sustenta o desenvolvimento de startups com ferramentas financeiras, de infraestrutura ou mesmo de consultoria especializada e também com apoio da Fundação Telefônica Vivo, que incentiva iniciativas como essa.

O primeiro dia do evento na capital paulista foi voltado para uma série de painéis expositivos que trataram de dar uma nova visão aos conceitos de educação, trabalhando novas formas de trabalho e organização de todo o ambiente propício para o aprendizado.

“A aprendizagem só acontece quando passamos por experiências”, afirmou Valmir Pereira, da Mind Lab, na mesa Educar Estudantes Modernos, que destacou a necessidade da mudança de postura dos professores (precisam não só falar com, mas instigar os alunos), além de listar três pontos importantes para o bom aprendizado: criatividade, fluência digital e colaboração.

“Ensinando ou apoiando o ensino, você também aprende”, completou Stavros Santhopoylos, da FGV, na sequência da conversa que colocou como desafio uma ponte entre a antiga geração, no caso o professor, com a nova, os estudantes, se utilizando de recursos tecnológicos bastante ligadas e adaptadas à realidade do ensino.

No painel Projeto da Escola do Futuro, a ideia central foi que o aprendizado básico é muito fraco, já que os alunos não alcançam o mínimo para evoluir em pontos mais avançados. Os participantes também se debruçaram sobre a dificuldade em se promover uma maior variação de mídias e se criar um mix entre educação e entretenimento, como estímulo para os estudantes.

“A tecnologia e a internet devem ser usadas para criar conteúdos mais amigáveis para o aprendizado”, disse Haroldo Korte, do Atomico. “O aprendizado não é linear”, acrescentou Jonas Gomes, numa discussão que ressaltou, por exemplo, que aprender programação leva uma nova linguagem aliada a conceitos de matemática e inglês, também com a vantagem de apresentar um aspecto divertido ao público-alvo.

O painel As Quatro Faces de Aprendizagem Personalizada, lembrou que o mercado de tecnologia para educação é recente, fazendo com que ainda sejam necessários muitos investimentos na área; também destacou que os educadores precisam de motivação para trabalhar com essas novas tendências, enxergando um significado real para o uso de tecnologia.


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