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19.03.2019
Tempo de leitura: 4 minutos

Espaços de coworking público atraem empreendedores em SP

Empreendedores residentes do Acessa Campus encerraram etapa formativa, em parceria com a Fundação Telefonica Vivo, e se encontraram para avaliar a jornada de desenvolvimento de seus negócios sociais.

A imagem mostra pessoas de costas escrevendo em um quadro branco, com destaque para uma mulher, de camisa florida, em primeiro plano.

Em 2018, cerca de 120 empreendedores da cidade de São Paulo ocuparam três espaços públicos de coworking com a vontade de tirar ideias do papel e algumas missões em comum: estimular a criatividade, produzir conhecimento compartilhado, desenvolver negócios sociais e fortalecer a cultura empreendedora.

A ETEC Parque da Juventude, o Memorial da América Latina e o Parque Villa-Lobos foram os primeiros locais na capital paulistana a receber espaços do Acessa Campus, o maior programa do gênero na América Latina, iniciativa da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo com apoio da Prodesp. A Fundação Telefônica Vivo foi convidada a ser parceira no espaço localizado na ETEC Parque da Juventude, juntamente com o Centro Paula Souza, e adaptar a metodologia do Pense Grande Incubação para apoiar 60 empreendedores.

Nos espaços de coworking público, os empreendedores tiveram acesso a estações de trabalho, salas de reunião e wi-fi. No caso do espaço em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, os participantes tiveram eventos gratuitos para formação empreendedora, bate-papos, imersões e assessorias especializadas.

Para a assessora na Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, Melissa Godoy, os espaços, por serem gratuitos, trazem protagonismo aos jovens e são importantes para desenvolver a cultura empreendedora.

“Acreditamos que o empreendedorismo é o futuro e que trabalhar de forma colaborativa é enriquecedor para colocar um projeto em prática. O Acessa Campus tem a missão de atingir a inclusão do empreendedorismo, além de oferecer a inclusão digital.”, afirma.

O evento de encerramento do primeiro ciclo do projeto, realizado na ETEC Parque da Juventude, começou com falas de agradecimento dos anfitriões: Secretaria de Governo, Prodesp, Centro Paula Souza e Fundação Telefônica Vivo. Logo após, jovens empreendedores – de novatos aos mais experientes – trocaram vivências da jornada empreendedora, trabalharam coletivamente suas angústias e avaliaram a experiência de ser um empreendedor apoiado pelo Acessa Campus.

Após a avaliação sobre o programa e da troca de experiências, o psicólogo e criador do prêmio Brasil Criativo, Lucas Foster, inspirou os residentes com uma palestra sobre a importância dos relacionamentos para a caminhada do empreendedor.

Falar e ouvir: a hora das apresentações

O momento mais esperado foi o das apresentações dos empreendimentos sociais desenvolvidos pelos residentes do Memorial da América Latina, Parque Villa-Lobos e ETEC Parque da Juventude.

Em um pitch de três minutos, os empreendedores mais experientes apresentaram seus negócios para uma banca com representantes do Facebook, Sitawi, Fundação Telefônica Vivo,  Dínamo, Creditas, Atados e Aliança Empreendedora. Em seguida, estes especialistas deram feedbacks para aprimoramento das ideias.

Para Guilherme Fernandes, coordenador de projetos da Aliança Empreendedora, parceira executora da Fundação Telefônica Vivo no Acessa Campus, ao entrar no mundo do empreendedorismo, o jovem também amadurece pessoalmente.

“Por meio da metodologia Pense Grande e de conceitos da cultura empreendedora, os jovens tiveram uma grande mudança comportamental: ficaram mais proativos, corajosos e agora sabem lidar melhor com seus medos, erros e com os desafios que a vida impõe. Ao final de um ano, todos os empreendimentos avançaram e colocaram suas ideias em prática, o que demonstra um grande comprometimento”, reflete.

A gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, Mila Gonçalves, acredita que levar o Pense Grande para espaços de coworking público é mais uma das estratégias possíveis para a disseminação da metodologia e ampliação do apoio aos jovens e seus negócios. “A parceria amplia o alcance do projeto e é uma forma de beneficiar cada vez mais jovens. Espaços como esses são essenciais para o fortalecimento da cultura empreendedora e para que os jovens vejam o empreendedorismo como uma opção de carreira”, conclui.


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