Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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29.10.2021
Tempo de leitura: 5 minutos

Exercitando o corpo e a mente em prol da inclusão de alunos com deficiência

Dia do Professor: a professora Soraya Rosa dedicou sua carreira às aulas de educação física para alunos com deficiência. Ela incentiva o potencial de cada estudante, respeitando suas individualidades.

Exercitando o corpo e a mente em prol da inclusão de alunos com deficiência

São mais de 30 anos dedicados à profissão. Desde o primeiro estágio na faculdade de Educação Física, a professora Soraya Rosa tem se dedicado a incentivar o potencial dos seus alunos com deficiência. Natural de Belo Horizonte, porém criada no Rio de Janeiro e formada na UFRJ, foi na Escolinha de Basquete do Maracanãzinho que a educadora teve seu primeiro contato com um aluno deficiente: Carlão, um jovem com deficiência intelectual, a motivou a seguir atuando com projetos de inclusão.

Já em seu primeiro emprego formal, na década de 1990, a educadora lecionou em colégio particular no bairro de Realengo (RJ) que, já naquela época, adotou práticas inclusivas, formando turmas de alunos com deficiência auditiva, transtorno opositor, deficiência visuais, dentre outras.

Faixa preta de karate e pós-graduada em Psicomotricidade, hoje Soraya trabalha a inclusão não só de pessoas com deficiências físicas. Em seu trabalho na Escola Especial Municipal Professora Maria Therezinha de Carvalho Machado, voltada para a educação de alunos com deficiência múltipla, com deficiência intelectual e com transtorno do espectro autista, ela também atende turmas de PEJA (Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos).

Soraya também procura estimular os alunos psicologicamente, de forma que eles se engajem com as atividades e também se sintam capazes. A educadora conta que o sentimento de autonomia faz com que eles se tornem mais participativos e felizes.

É muito bacana poder mostrar que eles são capazes. Aqui, a gente não vê a limitação, a gente vê o potencial. Acho que esse é o grande diferencial, a sociedade é que precisa entender que ninguém é igual. Cada um tem sua individualidade e isso é o bonito da coisa”.

Muito além de exercitar o físico 

Uma das consequências da pandemia foi a suspensão das aulas presenciais, o que afetou diretamente a rotina desses alunos e sua saúde. Nas aulas remotas, Soraya priorizou a manutenção de laços afetivos, em detrimento das atividades físicas em si, e focou suas atividades nos estímulos emocionais.

Já nas aulas presenciais, a educadora promove oportunidades de interação que saiam da rotina desses estudantes.

“Com os alunos com deficiências múltiplas, eu gosto muito de tirá-los da cadeira de rodas e brincar com eles. O meu objetivo é que eles sejam felizes, que se divirtam, que tenham pelo menos alguns momentos de relaxamento, porque é desconfortável ficar na cadeira o dia inteiro. Na minha aula, eu procuro oportunizar situações que eles não veem fora daqui”.

Pesquisas indicam que a regularidade de exercícios físicos ajuda o estudante a ter melhor memória, foco e resistência, o que interfere positivamente nos estudos. Além de manter o corpo em equilíbrio, reduzem os níveis de estresse e ansiedade, melhoram a capacidade cognitiva e liberam endorfinas no cérebro. Para as pessoas com deficiência, os ganhos são ainda maiores, pois estimulam a socialização e trazem motivação.

Bem-estar emocional

Todos esses efeitos das aulas realizadas pela educadora, acabam gerando também um bem-estar emocional em seus estudantes. É o que garante Rejane, filha de Marina Gomes, aluna de Soraya na PEJA.

“A educação física não é só a parte física em si. É também a integração, o espírito de equipe, a motivação. Ela se sente capaz de fazer coisas que antes não acreditava, então a educação física está abrindo esse mundo pra ela com mais alegria”, relata.

A professora também explica que todo o seu trabalho é desenvolvido respeitando as limitações de cada estudante.

“Eu observo a necessidade de cada aluno, não dá pra ser a mesma coisa pra todo mundo. Mesmo que eu dê uma aula de atletismo com corrida de obstáculos, o obstáculo pra um vai ser mais baixo que pro outro. Um vai pular com uma perna, outro vai dar a volta por não conseguir pular, e assim vai. O importante é desenvolver a autoestima do aluno, a confiança de que ele pode sempre ir além e não ficar preso à limitação”, conclui a educadora.

Toda aula conta uma história…
Somos movidos por diferentes razões. E todas elas carregam histórias. Na sala de aula, os caminhos se cruzam. A cada encontro, uma nova porta para o conhecimento se abre e conexões acontecem. Cada saber é importante e tem seu valor. Ensinar é incluir e acolher, respeitando e valorizando o papel de cada um. É o professor que nos ensina que todo mundo importa e é nas diferenças que aprendemos….
Em 15 de outubro foi comemorado o Dia do Professor. Ao longo desse mês, homenagearemos as trajetórias por trás de projetos de inclusão que transformam realidades.
Fique de olho em nossos canais e acompanhe nossas ações por meio da hashtag #EducaréIncluir.


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