Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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19.12.2017
Tempo de leitura: 4 minutos

Jogo promove encontro de gerações de meninas e mulheres

A iniciativa é do projeto As Empatilhaças, que criou um jogo colaborativo entre meninas de 7 e 8 anos e mulheres de mais de 50 que aborda questões existenciais como o protagonismo feminino e a empatia

Ciclo de dinâmicas colaborativas entre meninas e mulheres de mais de 50 anos incentiva o protagonismo feminino

Em 2050, a população com mais de 60 anos deverá ultrapassar a marca de 66,5 milhões de pessoas no país, segundo projeção do IBGE, e representará quase 30% da população brasileira. Nesse novo cenário, as mulheres serão maioria.  Mas será que as meninas de hoje estão preparadas para se tornarem as líderes de amanhã?

De olho nesse desafio, três organizações sociais resolveram unir seus conhecimentos e metodologias para criar o projeto As empatilhaças, um jogo colaborativo entre meninas de 7 e 8 anos e mulheres com mais de 50 que aborda questões existenciais como o protagonismo feminino e a empatia.

Meninas e mulheres interagem durante os encontros

“Selecionamos algumas habilidades socioemocionais e levamos para estes encontros como forma de brincadeira para promover a troca intergeracional em um momento em que as meninas estão se descobrindo e as mulheres estão se ressignificando”, explica Renata Mendes, fundadora da  Actveda.

A instituição, focada em autoconhecimento, foi uma das três idealizadoras do projeto, em parceria com o Teatro do Sopro e a organização Carlotas.

Meninas e mulheres interagem durante os encontros

Participação e Engajamento

Fruto de um edital promovido pela Brazil Foundation, e da parceria entre Disney, Movimento Lab60+ e da rede Ashoka,  As empatilhaças teve seu piloto realizado na Escola Estadual Henrique Dumont Villares, localizada no bairro do Jaguaré, em São Paulo.

Ao todo, foram duas turmas e seis encontros mediados por facilitadores, que aconteceram entre 15 de setembro e 27 de outubro de 2017, durante o contraturno escolar.

Cada encontro abordava um tema específico como autoconexão, interdependência e imperfeições e, posteriormente, as meninas puderam replicar a dinâmica e as brincadeiras realizadas com os colegas de classe.

Meninas e mulheres interagem durante os encontros

Sylvette Laniado, de 74 anos, que participou dos encontros

“O projeto era o que procurava secretamente dentro de mim: interagir com crianças de uma maneira divertida e leve, entrevendo a possibilidade de me comunicar e contar experiências. No meu primeiro encontro, estava toda emocionada. Notei mulheres maravilhosas com o dom de brincar de forma simples e contagiante e meninas lindas com olhos brilhantes de emoção pelas novidades que iriam viver. E o que posso dizer é que todos os nossos encontros foram sempre assim. Muita emoção em ter um feliz contato com estas meninas que trazem o frescor de um início de vida e que talvez, de forma sutil, poderão ter usufruído de alguma sabedoria adquirida nessa minha longa jornada.” Sylvette Laniado, de 74 anos que participou das dinâmicas.

“Foi emocionante ver o resgate da autoestima no interior destas mulheres, além de termos a chance de trabalhar a questão do vínculo, engajamento e o vocabulário emocional das meninas, que depois levaram esse aprendizado para a sala de aula em um modelo colaborativo”, explica Renata.

As empatilhaças na prática

O sucesso do projeto superou as expectativas dos idealizadores e o retorno positivo foi medido não apenas na satisfação das participantes, mas também na sinergia entre os idealizadores. “Foi bonito ver a integração e saber que é possível unir metodologias e saberes de diferentes organizações para um propósito maior”, acredita Renata.

A fundadora da Actveda conta a sinergia entre o trabalho das três organizações promete novos frutos em 2018. A intenção é testar o projeto em maior escala para futuramente criar uma plataforma e jogos colaborativos.

“Queremos replicar o modelo em outros contextos e permitir que novos grupos e escolas tenham acesso a esta metodologia voltada para habilidades emocionais e liderança colaborativa. Há um leque de possibilidades e estamos ansiosas para ver o que irá acontecer”, conclui animada.

Meninas e mulheres interagem durante os encontros


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