Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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19.04.2016
Tempo de leitura: 3 minutos

USO DA TECNOLOGIA TRAZ MAIS INDEPENDÊNCIA E MUDANÇAS POSITIVAS NO COTIDIANO DE IDOSOS

Em um mundo em que a tecnologia avança rapidamente e não há mais tempo a se perder, aquela cena antigamente comum de encontrar a avó tricotando no sofá de casa anda ficando para trás… Está nascendo, ou melhor, renascendo, uma nova geração da terceira idade disposta a não ter fronteiras e a quebrar rótulos atribuídos a ela. Isso porque, com a grande facilidade de se comunicar advinda, em grande parte, das redes sociais, muitas vovós vêm trocando o tricô pelo teclado.

De olho nesta tendência, diversos centros comunitários, casas de repouso e grupos de defesa aos idosos vêm apostando na tecnologia, levando inclusão digital de homens e mulheres acima de 65 anos visando promover mais interação social. O resultado deste investimento é animador: ao aprender a usar a internet, estudos mostram que eles têm se comunicado mais com filhos e netos, fazem amigos e se sentem mais estimulados intelectualmente e integrados à sociedade – trazendo benefícios para a mente e a alma, já que a web pode ser uma das armas para evitar o mal de Alzheimer e a solidão.

Segundo uma pesquisa feita com alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade da PUC-SP, 80% dos idosos entrevistados afirmaram que a tecnologia trouxe mudanças positivas para suas vidas. E 87% deles ainda admitiram ter adquirido novas habilidades com a inserção de computadores em suas rotinas.

E ainda que os números mostrem que a lacuna digital está se fechando, ela ainda é grande. Para ajudar a reduzir a diferença é importante que familiares e amigos estimulem e, principalmente, que aprendam a respeitar o tempo de cada um. Afinal, para que a experiência com tablets, notebooks e outros gadgets dê certo é preciso que os primeiros contatos com tantas novidades sejam feitos em ritmo mais lento.

“O jovem cresceu na cultura do mundo digital, está acostumado com um universo de ícones, usa o computador institivamente. O idoso, não. Por isso é uma outra abordagem, senão você provoca frustração e decepção”, explica Vitória Kachar, professora da Universidade Aberta da PUC-SP e pesquisadora do tema.

 

Que tal algumas dicas?

Para aprender a usar o computador, professores garantem que os alunos precisam perder o medo de estragar a máquina – receio frequente entre idosos. Além disso, é legal que eles entendam a utilidade de cada peça, botão, o teclado, o mouse… para ganharem familiaridade e perceberem que o aparelho não é tão frágil assim.

E para facilitar a experiência, a recomendação é configurar o mouse para que o cursor se mova mais lentamente e reduzir a resolução da tela, para que letras e imagens fiquem maiores no monitor.

Fonte: http://goo.gl/WGOnfv


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