Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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30.12.2019
Tempo de leitura: 4 minutos

4 maneiras de desenvolver competências cognitivas e emocionais em sala de aula

Habilidades como raciocínio lógico e resolução de problemas fazem parte dos múltiplos aprendizados da nossa rotina e podem contribuir com o desenvolvimento de competências dos estudantes.

Imagem mostra pessoas manuseando bonecas, peças de lego e utensílios de madeira

Os estudantes  século XXI demandam competências específicas para seu desenvolvimento em  sala de aula.Resolver problemas, exercitar a criatividade, tomar decisões, trabalhar em equipe e praticar a empatia são alguns exemplos de ações cotidianas que podem ser trabalhadas no processo de ensino-aprendizagem. Tais habilidades também estão relacionadas ao conceito de pensamento computacional,uma tendência que vem ganhando força em escolas de todo o mundo.

“Trabalhar o pensamento computacional em sala de aula possibilita conhecer a forma de pensar do estudante. Quando este trabalho é realizado em equipes, mediado pelo docente ou mesmo por outros colegas, faz com que ele reflita, aprenda, ensaie, erre e repense em caminhos por conta própria”, reforça a educadora Mary Grace Andrioli.

Há vinte anos trabalhando com tecnologia aliada à educação, Mary Grace considera o pensamento computacional como sendo um processo para resolver problemas de forma inovadora. Essa formulação, no entanto, não está relacionada a dispositivos tecnológicos como os computadores e celulares, mas sim ao desenvolvimento de uma mentalidade voltada para a criação de sistemas de organização da informação.

Conheça algumas maneiras possíveis de desenvolver o pensamento computacional com os estudantes e consequentemente, habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

Dinâmicas organizacionais

Uma das formas de trabalhar o pensamento computacional em sala de aula é montar um teatro, com uma sequência de “modos de agir” pré-estabelecidos por um roteiro. Cada estudante representa um personagem e tem de testar as cenas de acordo com a ação que corresponde a ele, possibilitando testar na prática o que funciona melhor. Essa dinâmica organizacional faz com que o estudante trabalhe dentro das possibilidades de sua ação, mas pensando em formas de reorganizar e repensar o que pode ser feito naquele espaço.

Robôs por um dia

Seguindo a mesma lógica da técnica anterior, a simulação de uma inteligência artificial aprofunda a relação com a tecnologia. O objetivo é “brincar” de robô, convidando os estudantes a elaborarem uma conversa a partir de determinados temas ou situações. Depois de pesquisar sequências de atendimentos feitos por robôs, o próximo passo é pensar em um roteiro (pode ser a apresentação da escola em que estudam, por exemplo), para em seguida trabalhar a reação dessa inteligência a um ser humano.

“A ideia seria discutir com eles uma sequência possível para respostas previsíveis do usuário. Testar posteriormente com pessoas diferentes para ver como melhorar esse processo. Por fim, discutir também os limites desta comunicação e quais os diferenciais humanos importantes que precisamos preservar”, complementa Mary Grace. Esse tipo de atividade pode ser realizado com um roteiro de papel ou com plataformas como o Scratch.

Inteligência Artificial

Outra ideia é trabalhar a partir das dinâmicas citadas acima alguns temas como: os limites e possibilidades da Inteligência Artificial. Como funciona a comunicação de operadoras telefônicas, bancos, lojas on-line? E quais são os desafios dessa troca de informações cada vez mais automatizada? O intuito é envolver os estudantes na lógica por trás dos nossos próprios processos como seres humanos, já que mesmo sem sermos programados adotamos sequências previsíveis.

O futuro do trabalho

É impossível falar em pensamento computacional e inteligência artificial sem falar do futuro do trabalho, impactado pela era digital. A experiência de criar um robô, ou descobrir como ele pode funcionar é tentadora para os estudantes e, na visão de Mary Grace, contribui em aspectos cognitivos, emocionais e sociais que os fazem repensar nos caminhos possíveis e alternativas para o trabalho.

Ainda assim, a educadora reforça. “É preciso ir além, pensando também em uma perspectiva mais transformadora que reflete efetivamente sobre como utilizamos nossos diferenciais humanos para o bem da sociedade”.

Quer saber mais sobre o tema?

No Programaê!,plataforma criada pela Fundação Telefônica Vivo, você conhece ferramentas inspiradoras e acessíveis para planejar aulas relacionadas ao pensamento computacional e realizar práticas pedagógicas que favorecem o protagonismo de crianças e jovens. Além disso, os conteúdos proporcionam uma aprendizagem alinhada com as competências da Base Nacional Comum Curricular e com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas.


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