Informe Social 2025: inclusão digital como chave para a equidade na educação pública.

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12.11.2025
Tempo de leitura: 5 minutos

IA na educação: nota técnica inédita traz orientações práticas para integrar a IA aos currículos das redes

Fundação Telefônica Vivo, Cátedra Unesco e Instituto IA.Edu lançam documento com roteiro de implementação e exemplos práticos em diferentes etapas de ensino, em alinhamento com a BNCC Computação

Imagem ilustra a matéria que exemplifica o termo inclusão digital na educação

A Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Instituto IA.Edu e a Cátedra UNITWIN UNESCO de Inteligência Artificial Desplugada na Educação, lançou a nota técnica “Educar na Era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação”, um documento estratégico que apoia redes públicas de ensino na integração da Inteligência Artificial (IA) aos seus referenciais curriculares, em alinhamento com a BNCC Computação.

O conteúdo foi apresentado em um webinário realizado na última sexta-feira (7), destacando estratégias pedagógicas, referências internacionais e caminhos para atualizar os currículos de Computação de forma ética, responsável e acessível, aspecto essencial diante da exigência do Conselho Nacional de Educação (CNE) para que todos os referenciais sejam revisados até o fim de 2025.

 

Parceria estratégica e foco em equidade digital

A parceria com a Cátedra UNITWIN UNESCO, inédita no Brasil, tem como objetivo democratizar o acesso à IA em redes que ainda enfrentam limitações de infraestrutura e conectividade, incorporando metodologias de inteligência artificial desplugada, estudadas pelo Instituto IA.Edu e aplicáveis mesmo em escolas com poucos recursos tecnológicos.

“A Fundação Telefônica Vivo tem um compromisso com a educação pública e um olhar para que nós possamos trabalhar a educação à altura dos novos tempos, contribuindo para o desenvolvimento de competências digitais de professores e estudantes”, afirmou Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo, durante o webinário de lançamento da nota técnica.

A mediação foi feita por Catherine Rojas Merchán, gerente de Parcerias e Estudos da Fundação Telefônica Vivo, que destacou o caráter estratégico do evento. “Esse encontro tem como objetivo apresentar e disponibilizar orientações para integrar a inteligência artificial aos referenciais curriculares alinhados à BNCC Computação”, explicou a mediadora.

 

Cinco dimensões para ensinar IA na Educação Básica

O documento estrutura o ensino de IA em cinco dimensões que se conectam aos eixos da BNCC Computação:

  1. Letramento em IA – compreender o que é, onde está e como funciona a IA.
  2. O Papel dos Dados – entender por que dados são necessários e como influenciam sistemas.
  3. Como a IA Pensa – explorar lógicas, algoritmos e modelos computacionais.
  4. IA em Sociedade – debater ética, cultura digital, impacto social e direitos.
  5. Criando com IA – desenvolver soluções práticas baseadas em problemas reais.

Segundo Camila Wasserman, pesquisadora do Instituto IA.Edu e coautora da nota, essa relação entre os documentos permite que os professores trabalhem o tema de forma transversal e contextualizada, sem precisar reinventar o plano pedagógico. Já o coautor da nota técnica, Tiago Thompsen Primo, ressaltou no evento que o “mapeamento das competências de IA estruturado em cinco dimensões permite que os estudantes desenvolvam habilidades alinhadas aos seus contextos e à intencionalidade pedagógica dos professores”.

 

Cultura tecnológica e responsabilidade social

Na opinião do cofundador do IA.Edu e presidente da Cátedra UNESCO de IA Desplugada na Educação, Seiji Isotani, o Brasil precisa construir uma cultura tecnológica que una inovação e inclusão, a fim de ampliar o acesso e a qualidade da educação. Ele destacou que iniciativas colaborativas colocam o país em posição de liderança no uso responsável da IA.

Já para Maria Alice Carraturi, doutora em Educação pela USP e cofundadora do Instituto IA.Edu, a IA tem potencial para impulsionar a aprendizagem, mas exige políticas de equidade digital. “A BNCC Computação, assim como a IA e a educação digital, midiática e computacional, conversam entre si. Não são currículos apartados”, destacando que a integração deve respeitar o ritmo e o contexto de cada rede de ensino. 

Assim, a nota técnica traz um guia prático da IA na BNCC Computação. Entre eles estão o diagnóstico da infraestrutura das redes, a formação e o engajamento de professores, a definição de modelos pedagógicos, a avaliação e o plano de execução. 

De acordo com Seiji Isotani, essa abordagem formativa garante o impacto social da iniciativa. “A inteligência artificial pode ser utilizada para benefício de todos, para melhoria da qualidade e do acesso à educação”, afirmou. Ou seja, educar na era da inteligência artificial requer uma nova alfabetização digital, ética e cognitiva, em que inovação caminha com inclusão e parcerias.

Exemplos práticos e modelos pedagógicos

Entre as contribuições mais concretas do documento estão atividades aplicáveis em diferentes etapas de ensino:

Educação Infantil
Propostas lúdicas que desenvolvem lógica, organização de ideias, resolução de problemas e consciência digital desde cedo.

Ensino Fundamental – Anos Iniciais
Detetive de Dados: alunos coletam informações sobre a turma, criam tabelas e gráficos e respondem:
“O que uma IA recomendaria para nossa sala com base nesses dados?”
A atividade estimula pensamento analítico e alfabetização digital.

Anos Finais e Ensino Médio
Hackathon na Escola: grupos criam soluções computacionais para problemas reais do ambiente escolar, aplicando princípios de IA e reflexão ética.
Esses exemplos demonstram que é possível trabalhar IA de forma acessível, contextualizada e alinhada à BNCC, mesmo em escolas com pouca tecnologia.
Com essa iniciativa, a Fundação Telefônica Vivo, junto de seus parceiros, reforça seu compromisso com uma educação pública inovadora, ética e inclusiva, apoiando redes e educadores na construção de currículos que preparem crianças e jovens para os desafios da era digital.

Imagem ilustra a matéria que exemplifica o termo inclusão digital na educação

Downloads Disponíveis

  • Acesse a nota técnica completa e explore o roteiro detalhado de implementação:Download
  • Assista ao webinário de lançamento:Download

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