No Dia Internacional da Educação, celebrado em 28 de abril, um dos debates centrais para o presente e o futuro da educação pública brasileira ganha destaque: a implementação da BNCC Computação nas escolas. Em 2026, após o encerramento do prazo para atualização dos currículos e dos planos de formação docente, redes de ensino de todo o país avançam no desafio de transformar diretrizes em prática pedagógica, fortalecendo a educação digital como parte essencial do processo educativo.
A implementação da BNCC Computação representa um marco na adequação da educação pública às demandas do século XXI. Mais do que uma atualização curricular, trata-se de um movimento estruturante que reconhece a educação digital como elemento fundamental para a formação integral de crianças e jovens.
A data é também uma oportunidade para reconhecer o esforço de gestores, professores e instituições que vêm atuando para tornar essa mudança possível nas redes públicas.
A BNCC Computação é um complemento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que estabelece as diretrizes para incorporar a computação aos currículos escolares. Não se trata apenas de ensinar a usar computadores, a proposta é muito mais ampla. Organizada em torno de três eixos — Pensamento Computacional, Cultura Digital e Mundo Digital —, ela orienta o desenvolvimento de competências relacionadas ao uso crítico, ético e cidadão das tecnologias. Isso inclui aprender a resolver problemas de forma lógica, identificar desinformação, proteger dados pessoais, agir com responsabilidade no ambiente digital e compreender o impacto das tecnologias na sociedade.
Em um mundo cada vez mais digitalizado, essas competências deixaram de ser diferenciais para se tornarem essenciais. Elas impactam diretamente o exercício da cidadania e a inserção qualificada no mundo do trabalho. Nesse contexto, a escola ocupa um papel central, especialmente quando se fala em equidade, já que muitos estudantes só têm acesso a essas aprendizagens no espaço público da educação.
Para muitos professores e gestores, a BNCC Computação representa não apenas uma atualização curricular, mas um território completamente novo. Sua implementação nas redes públicas exige investimento em formação docente, atualização curricular, infraestrutura adequada e acesso a materiais de qualidade. É um desafio coletivo, que envolve governos, secretarias de educação, educadores e organizações da sociedade civil.
É nesse contexto que a Fundação Telefônica Vivo vem ampliando e diversificando suas ações ao longo dos últimos meses para apoiar a implementação da BNCC Computação. A atuação inclui desde notas técnicas com orientações práticas para técnicos de secretarias de educação até pesquisas sobre experiências nacionais e internacionais, passando por cursos gratuitos e certificados para professores e webinários que conectam especialistas diretamente com educadores das redes públicas.
O resultado é um ecossistema completo de apoio, com materiais, formações e referências pensados especificamente para ajudar gestores e professores a atravessarem esse momento de transição com mais segurança e confiança. O movimento está em curso, e quem está à frente de uma escola, de uma secretaria ou de uma sala de aula não precisa caminhar sozinho.
A seguir, conheça as iniciativas mais recentes da Fundação Telefônica Vivo nesse processo e descubra como cada uma delas pode ser uma oportunidade real de formação e apoio para o seu trabalho.
LISTA DE INICIATIVAS
01) Nota Técnica “Educar na Era da Inteligência Artificial — Caminhos para a BNCC Computação”
Desenvolvida com o Instituto IA.Edu e a Cátedra UNESCO de IA Desplugada na Educação, esta nota técnica é um guia estratégico para apoiar redes de ensino na integração da IA aos referenciais curriculares, em alinhamento à BNCC Computação. Direcionada às secretarias de educação, ela detalha como trabalhar competências como pensamento computacional, ética digital e proteção de dados, com exemplos práticos, modelos de implementação, caminhos de formação docente e orientações sobre LGPD.
02) Nota Técnica “Recomendações para Formação Docente em Inteligência Artificial na Educação Básica”
Reúne diretrizes baseadas em evidências coletadas junto a professores da Educação Básica por meio de grupos focais e levantamento nacional, apoiando redes de ensino e instituições formadoras na construção de percursos formativos sobre IA que sejam éticos, críticos e contextualizados. Alinhada à BNCC Computação, a publicação reforça a formação docente como eixo central para o uso pedagógico qualificado da IA e destaca a necessidade de programas contínuos que fortaleçam as competências digitais dos professores.
03) Pesquisa “Currículos de Computação — Levantamentos e Recomendações”
Realizado pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Movimento pela Base e executado pela Vozes da Educação, o estudo traça um panorama sobre como diferentes países estruturam o ensino de Computação. Há uma série de práticas que podem inspirar a formatação currícular, a formação docente, recursos de apoio e avaliação em larga escala. Além de mapear boas práticas internacionais, o material propõe caminhos para adaptá-las ao contexto brasileiro e oferece recomendações para redes de ensino focadas na implementação da BNCC Computação.
04) Guia de Conectividade e BNCC Computação nos currículos municipais
Desenvolvido colaborativamente pela Undime, Fundação Telefônica Vivo, Cieb, Instituto Natura e MegaEdu, este guia prático orienta gestores e educadores municipais na inclusão da computação nos currículos escolares, seja como componente curricular ou de forma transversal. O material apresenta os passos para integrar a computação à grade e aborda também conectividade, infraestrutura tecnológica e formação docente, oferecendo um caminho acessível para redes que estão começando esse processo.
05) Playlist “Assessoria Técnica para Implementação da BNCC Computação”
Fruto da parceria entre Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, esta playlist reúne cinco vídeos produzidos por especialistas com foco nas diferentes etapas do processo de implementação da BNCC Computação nas redes de ensino. O conteúdo oferece um panorama prático e articulado para inspirar redes e educadores a desenvolverem seus próprios caminhos de implementação a partir dos contextos locais.
06) Webinário “Educar na Era da IA: Caminhos para a BNCC Computação”
Realizado pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Instituto IA.Edu e a Cátedra UNESCO de IA Desplugada na Educação, o webinário apresentou estratégias práticas para incorporar a Inteligência Artificial aos currículos com foco em pensamento computacional, uso crítico de tecnologias, ética digital e proteção de dados. Uma boa oportunidade para quem quer aprofundar o entendimento sobre o tema antes de colocá-lo em prática na rede.
07) Novos cursos da plataforma Escolas Conectadas
São quatro cursos gratuitos e certificados para professores na plataforma Escolas Conectadas, todos alinhados à BNCC Computação: Relações Binárias na Prática Educacional, Fundamentos, Ética e Criatividade da IA Generativa, Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo, e BNCC Computação: Fundamentos e Práticas. Assim como os muitos outros cursos da plataforma, as inscrições podem ser feitas online e sem custo.
08) Curso: “Aprendizagem mão na massa conectada à BNCC Computação”
Com 35 horas de carga horária e sete módulos, este curso gratuito da plataforma Escolas Conectadas prepara professores da Educação Básica para integrar tecnologias digitais e Inteligência Artificial ao currículo de forma intencional, abordando desde os fundamentos da BNCC Computação e cidadania digital até cultura maker, robótica, metodologias ativas e avaliação formativa com IA. O certificado é gratuito e reconhecido pelo MEC, e as turmas seguem abertas até junho de 2026.
09) Educação Digital e Midiática: saiba como aplicar as novas diretrizes do MEC no Ensino Médio
A reportagem analisa os materiais lançados pelo MEC para apoiar a implementação da Educação Digital e Midiática nas escolas, incluindo o guia “Como elaborar e implementar o currículo nas Escolas” e o plano de aula “Equilíbrio Digital: Entre Telas e Emoções”, voltado ao Ensino Médio. O conteúdo traz perspectivas de especialistas e orientações práticas para gestores e professores que precisam colocar essas diretrizes em ação no cotidiano escolar.
10) O que é pensamento computacional e como aplicá-lo em sala de aula?
O texto explica, de forma acessível, o que é o pensamento computacional e seus quatro pilares — decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmos —, mostrando como esse modo de pensar vai muito além da programação e pode ser aplicado em qualquer disciplina. Uma leitura introdutória e prática para professores que estão chegando agora a esse universo e querem entender como estimular essa habilidade desde os anos iniciais até o Ensino Médio.

