Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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27.08.2014
Tempo de leitura: 4 minutos

Acompanhe o RIA Festival 2014 também em LIBRAS

Os painéis do RIA Festival 2014 contaram com tradução simultânea em LIBRAS feita por profissionais da Arte Libras, afim de garantir a acessibilidade do evento.

Acompanhe o RIA Festival 2014 também em LIBRAS

Pouca gente sabe, mas as LIBRAS, ou linguagem brasileira de sinais, é o segundo idioma oficial do Brasil. Segundo o CENSO IBGE de 2000, cerca de 15% dos brasileiros tem problemas auditivos.  Porém, nem todos eles sabem se comunicar através da língua,  que poderia ser mais disseminada caso fosse uma matéria regular nas escolas do país, inclusive para não portadores de deficiência auditiva.
Todos os painéis e mini-painéis do RIA Festival contarão com a tradução simultânea feita pelos profissionais da Arte Libras, uma empresa que busca proporcionar acessibilidade para os surdos em todos os ambientes.
A Rafaella Sessenta, responsável pela equipe de tradução para o RIA Festival nos concedeu uma entrevista falando mais sobre as LIBRAS. Confira!
FTV: O Brasil possui quase 15% da sua população com alguma restrição auditiva grave, você sabe em média quantos por cento dessa população usa as Libras para se comunicar?
Rafaella: Segundo o IBGE no senso 2000, 24,5 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência. Dentre eles, 4,6 milhões possuem deficiência auditiva e 1,1 milhão são surdas, totalizando aproximadamente 5,7 milhões de pessoas. Em São Paulo, 800 mil pessoas usam a Língua de Sinais.
FTV: Ainda há muito preconceito em relação ao uso de Libras? Os jovens se sentem constrangidos em utilizá-las em público?
Rafaella: Preconceito há sim. Infelizmente grande parte da sociedade não entende a Língua de
Sinais e acha seus gestos grosseiros. São atitudes e pensamentos preconceituosos. Contudo, de dez anos para cá o cenário mudou. Hoje a LIBRAS tem ganhado seu espaço nos eventos, mídia, escolas e outros, há uma preocupação das empresas de proporcionar aos seus funcionários e estudantes acesso a comunicação

FTV: Há diferença nas Libras entre os países ou a Linguagem de Sinais é universal?
Rafaella: Cada povo possui sua língua, dialetos, sotaque, gramática, aspectos linguísticos  entre outros aspectos que compõe a comunicação de um povo. Na Língua de Sinais não é diferente. Aqui no Brasil é a LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais. Nos EUA é a Linguagem Americana de Sinais e assim por diante nos demais países. Só acrescento que as Línguas de Sinais possuem gramática própria e se equivale as línguas orais nos aspectos linguísticos.

FTV: Como é o aprendizado de crianças e jovens que são surdos na Linguagem de Sinais?
Rafaella: Um bebê ouvinte aproximadamente 10 meses já falam sua primeira palavra. Antes emitem sons e depois vem a palavra, seja mama, papa, aga (água). Os bebês surdos e filhos de surdos adquirem a Língua de Sinais neste mesmo período. A aquisição da Língua seja ela oral ou gestual sendo estimulada e exposta e visualizada (LIBRAS) ou falada (Português) só há variação de
criança para criança, mas o aprendizado é o mesmo.Tenho exemplo da minha filha, a Melissa, que com menos de 1 ano toca o pai,
surdo, para chamá-lo. Parece que sabe que ele é surdo e precisa do toque para que olhe para ela. Além de sua visão, já olha e movimenta as mãozinhas deste que nasceu. A aquisição da língua é um processo de estímulo e vem da exposição.

Rafaella ainda ressalta que é importante que todos busquem informações, educação e
conhecimento.  “Quando a sociedade conhecer, e tiver uma educação de qualidade tudo ficará mais natural.”. A profissional ainda ressalta que tem o sonho de ver as LIBRAS no currículo escolar tradicional, fazendo com que a barreira da língua seja rompida. Aí sim o preconceito ficara de fora da vida dos surdos de vez. 


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