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28.12.2018
Tempo de leitura: 5 minutos

Como estimular engajamento em um mundo hiperconectado?

Evento contou com a participação da Fundação Telefônica Vivo para discutir maneiras de estimular o engajamento empresarial

Participantes da roda de conversa sobre engajamento no evento Mobilizaí estão em pé formando roda e aplaudindo.

Nosso padrão de comunicação no mundo está mudando. Só com um celular na mão, uma pessoa faz em média 1.500 interações por dia, seja com marcas, empresas ou pessoas de sua rede social. Um estudo da Seagate estima que, em 2025, cada pessoa conectada terá pelo menos uma interação com dados a cada 18 segundos. Diante dessa nova realidade, como estimular o engajamento do usuário?

O assunto foi tema do evento Mobilizaí, que aconteceu na última quarta-feira (19/12), na sede da Vox Capital, uma das principais gestoras de investimentos de impacto do Brasil. Entre os palestrantes convidados estava Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

As discussões giraram em torno de estratégias para que os produtores de conteúdo, sejam eles marcas, veículos ou pessoas, consigam mobilizar os usuários. “Se a gente é exposto a uma quantidade quase infinita de mensagem e interações, a tendência é ficar cada vez mais estafado, e isso é o maior desafio para quem produz conteúdo”, descreve Renato Guimarães, organizador do evento e dono da rede Together, focada na promoção de impacto social.

Para despertar essa reflexão, ele indica o livro O Novo Poder – Como disseminar ideias, engajar pessoas e estar sempre um passo à frente em um mundo hiperconectado, de Jeremy Heimans e Henry Timms. Segundo os autores, o novo poder se dá em oposição ao que eles chamam de velho poder, baseado no paradigma da escassez e na cadeia de comando, controle e hierarquia, no qual a moeda está em evidência.

“O novo poder foi consolidado a partir da internet e está baseado no paradigma da abundância. Parte da ideia de que tem para todo mundo quanto mais as pessoas dividem. Nesse contexto surge a economia compartilhada, a cultura colaborativa e novas formas de trabalho”, explica Renato. Assim, ele aponta que as organizações que vêm de um mundo organizado no sistema do velho poder, precisarão encontrar formas de se conectar com usuários que já atuam nessa nova lógica.

Engajamento é o segredo

Para estreitar a comunicação, o engajamento é a principal saída. O palestrante da Together aponta que é necessário explorar dois tipos de engajamento: aberto, que estimula os usuários a mobilizarem suas respectivas redes; e profundo, que parte da conexão emocional para estimular as pessoas a se envolverem de fato com uma determinada causa.

A gerente de programas sociais Mila Gonçalves contou aos participantes como os programas da Fundação Telefônica Vivo conseguem atingir esses dois níveis de engajamento. “Nós somos uma empresa que fala com os jovens, por isso os chamamos para cocriar projetos com a gente, como o estudo Juventude Conectada e as ações do programa Pense Grande”, diz Mila. “Todas as nossas ações de mobilização só fazem sentido se convocam o público-alvo para participar com a gente. Está no nosso DNA”.

Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo está sentada em uma cadeira com as pernas cruzadas e falando sobre engajamento no evento Mobilizaí.

Outra ação bem-sucedida de engajamento realizado pela Fundação Telefônica Vivo é o Programa de Voluntariado. “É o que fazemos de melhor”, diz Mila, citando diversas atuações, como o Vacaciones Solidárias, que seleciona colaboradores voluntários do Grupo Telefônica Global para doar parte de suas férias e promover transformação com ações sociais e educativas.

Em 2018, o programa aconteceu duas vezes no Brasil, em uma escola especializada no atendimento a crianças e jovens com deficiência, em Curitiba – PR, e em uma escola de educação infantil na periferia de Manaus-AM.

Outro exemplo é o Dia dos Voluntariados, que acontece anualmente e mobiliza muita gente. Na mais recente edição, foram cerca de 7.000 voluntários participando de ações em 58 instituições sociais espalhadas por 47 cidades do Brasil e mais de 75 mil pessoas beneficiadas.

A Fundação Telefônica Vivo está sempre pensando em ações para engajar colaboradores do grupo a se envolver cada vez mais nos projetos sociais e educacionais. “Recentemente, montamos o Kit do Multiplicador do Pense Grande, no qual convocamos os funcionários para fazer formações com jovens de escolas técnicas”, conta Mila.

O evento Mobilizaí também contou com Ivy Frizo, facilitadora e gestora de projetos do Sistema B Brasil, que é parte de um movimento global na luta pela construção de um ecossistema favorável que fortaleça empresas de impacto social e ambiental positivo.

“O Sistema B é uma mudança de cultura e de paradigma, é muito novo. No mundo são 2.600 empresas certificadas como B, em 67 países. No Brasil, são 130”, conta Ivy. Para fortalecer o conceito, a empresa conta com estratégias diferentes de mobilização e engajamento, como estímulos às trocas comerciais entre as empresas certificadas e atuação com comunidades de multiplicadores do conceito de impacto social positivo.

Mulher usando turbante fala ao microfone no em debate sobre engajamento no evento Mobilizaí.

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