Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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11.08.2017
Tempo de leitura: 4 minutos

Como incentivar os estudantes a desenvolverem as múltiplas inteligências?

Volta às aulas é oportunidade de compartilhar experiências e estimular habilidades dos alunos

No dia do Estudante, confira como a volta às aulas pode ser oportunidade para desenvolver as múltiplas inteligências no site da Fundação Telefônica Vivo.

Volta às aulas é oportunidade de compartilhar experiências e estimular habilidades dos alunos
A arte de ensinar e aprender é a grande magia da educação. É consenso entre os profissionais da área que todos nós podemos aprender, cada um à sua maneira. Na volta às aulas, como incentivar os estudantes, despertando e reforçando positivamente suas múltiplas habilidades?
Para a educadora Cybele Meyer, o olhar do educador é fundamental para identificar as múltiplas inteligências. Desenvolvida na década de 1980 por uma equipe da Universidade Harvard, liderada pelo psicólogo Howard Gardner, a teoria classifica as habilidades como intrapessoal, interpessoal, corporal sinestésica, espacial, linguística verbal, musical, naturalista e lógico-matemática.
“Na verdade, todos nós nascemos com todas as inteligências, porém umas mais e outras menos desenvolvidas. Ao longo da vida, independentemente da idade, podemos desenvolvê-las, dependendo justamente do estímulo”, comentou.
Com isso, atento ao perfil do estudante, se o professor tem conhecimento e consegue identificar as habilidades, ele oferece ferramentas para todos se manifestarem.
Normalmente, a inteligência mais fácil de ser identificada é a da linguagem.

“Muitas vezes o aluno que não tem essa inteligência potencializada é deixado de lado. Não devemos reprimir quem tem a inteligência potencializada, mas estimular os outros”,
Cybele Meyer, educadora


Um exemplo é o aluno que tem a habilidade corporal desenvolvida. Segundo Cybele, geralmente ele precisa de atividades mais demonstrativas, que incentivem o toque, pois ver não é o suficiente.

Escola ideal
A educadora acredita que a escola ideal aborda todas as linguagens, de forma interdisciplinar. “Acho que pecamos muito em seccionar os assuntos. A ideia é que as disciplinas conversem. O professor de história, por exemplo, pode relacionar um fato aos escritores, artistas e cientistas da época, situando o aluno no tempo e no espaço.”
Para Cybele, o olhar curioso do professor pode trazer novos fatos à sala de aula, facilitando que os alunos abordem os temas de diversas formas, como o desenho e música, beneficiando a todos.

O papel da família
A participação da família na identificação e no incentivo às múltiplas inteligências também é essencial. Para Cybele, se a criança demonstra habilidades musicais em casa, por exemplo, ela escreve e fala melhor, além de apresentar um bom ritmo.
“Em algumas escolas, os alunos não têm tanta oportunidade de se expressar musicalmente, mas se os pais levarem isso aos educadores e incentivarem a criança em casa, é mais um recurso que o professor ganha”, disse Cybele.
A especialista acredita que esse acompanhamento se torna mais fácil na educação infantil, uma vez que as atividades são mais claras. A dinâmica, no entanto, muitas vezes é perdida no Ensino Fundamental 2 e no Ensino Médio

“Quando um aluno não entende algo, a explicação pode funcionar melhor se o professor mudar a linguagem. A ideia não é obrigar o estudante a refazer o que erra e decorar, mas usar na prática as inteligências dele, para que ele se encontre”
Cybele Meyer, educadora

Boa prática
É o que o Colégio Equipe busca fazer, ao incentivar as múltiplas habilidades dos alunos. A concepção da escola é que todos podem aprender, com mais ou menos facilidade.
“Lógico que vai haver diferenças de interesses e até genéticas, mas todas as linguagens são importantes para o desenvolvimento. Quanto mais recursos expressivos você tiver, melhor”, disse a diretora Luciana Fevorini.
Em sala de aula, a escola orienta os professores a utilizarem variadas formas de ensino, como aula expositiva, laboratório e desenho, contemplando o conteúdo com diversos recursos. “As pessoas não aprendem de forma igual”, disse a diretora.
Para ela, quando o professor varia as estratégias, todos se beneficiam, pois quanto mais tempo um aluno puder utilizar os diversos recursos expressivos na escola, mais bem formado ele será. Compartilhar as experiências das férias em sala de aula pode ser uma boa oportunidade para descobrir novas potencialidades de cada um e estimular os alunos.


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