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10.11.2020
Tempo de leitura: 4 minutos

Encontro da Rede Escola Digital discute práticas inovadoras e transformações para 2021

O 10º Encontro Nacional de Lideranças da Rede Escola Digital promoveu a troca de boas práticas frente aos desafios trazidos pela pandemia, os destaques da campanha de curadoria, e a nova fase do projeto.

Em 2020, os educadores brasileiros tiveram que passar por uma profunda imersão digital para levar as aulas presenciais ao espaço remoto, por conta das medidas de isolamento em decorrência do novo coronavírus.
Esse novo desafio foi um dos temas do 10º Encontro Nacional de Lideranças da Rede Escola Digital, que aconteceu nos dias 28 e 29 de outubro, com representantes das 16 secretarias de Educação do Brasil, que utilizam a plataforma Escola Digital de olho no próximo ano, 2021. Inovações propostas durante a pandemia, boas práticas e até a saudade da sala de aula também foram destaques do evento.

A Escola Digital é uma iniciativa da Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Instituto Natura, e conta com o apoio da Fundação Lemann e da Fundação Vanzolini.

A plataforma gratuita oferece a professores, gestores e redes de ensino mais de 30 mil recursos digitais de aprendizagem, proporcionando interatividade, dinamismo e inovação às práticas pedagógicas.

Desde 2015, os encontros acontecem duas vezes ao ano promovendo a troca de conhecimento e experiências relacionadas à inovação educativa e difusão da cultura digital.

“O que sempre me chama a atenção, e que faz com que eu seja entusiasta deste projeto, é o caráter democrático dele”, comenta Eliane Yambanis, professora de História e consultora da Fundação Vanzolini, parceira executora do projeto.

Se no Encontro de 2019 foi discutido estratégias de como tornar a tecnologia um tema prioritário na agenda educacional do país, este ano, com o isolamento social, a tecnologia se transformou na principal aliada dos educadores. “Nós teríamos demorado muito tempo para promover uma inclusão digital massiva”, avalia Eliane.

Compartilhando boas práticas

Em 2020, cada estado passou por distintos processos de reinvenção da educação digital.  Representantes do Amazonas, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Sul e outras regiões compartilharam os seus desafios diante da pandemia e os esforços para superá-los.

Garantir que os alunos pudessem ter acesso aos conteúdos produzidos foi  um problema comum a todos, mas as soluções encontradas variaram de acordo com as regiões. No Amazonas, por exemplo, o projeto Aula em Casa transmitiu aulas na TV aberta, já em Sergipe, os conteúdos educativos chegaram através de rádios locais.

“Quando as aulas foram paralisadas, cinco dias depois a gente estava com o projeto rodando. Eu nunca tinha visto essa mobilização de toda a Secretaria. Nós demos um passo que dificilmente voltará para trás”, conta Sabrina Araújo, gerente de mídias e conteúdos digitais da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas.

Com o objetivo de oferecer conectividade aos alunos da rede, a Secretaria de Educação do Estado do Maranhão – SEDUC adquiriu 50 mil chips (com 20gb de internet) para que os estudantes do 3º ano do Ensino Médio, e aqueles da segunda etapa do EJA, pudessem acessar a plataforma Interativando.

Curadores em ação

Durante o Encontro, também foram apresentados os resultados da campanha temática da Rede Nacional de Curadoria com intuito de incentivar a criação de roteiros de estudos. Este ano, o trabalho dos curadores exigiu muita dedicação por terem que adaptar os materiais ao ensino remoto.

A professora Priscila Zampieri, do Mato Grosso do Sul, foi destaque da campanha e leu, ao final do primeiro dia, uma carta da Equipe Escola Digital direcionada aos curadores.

“Entre o professor elaborador e o aluno, que recebia as orientações de estudo, encontramos o curador. Podemos definir, com liberdade simbólica, que o curador foi um construtor de pontes, ao executar a tarefa de refinar as escolhas do professor, privilegiando aspectos teóricos, metodológicos, visando à aprendizagem do aluno”.


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