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11.05.2021
Tempo de leitura: 4 minutos

Ensino Híbrido: como fazer na minha escola?

Formação gratuita se propõe a apontar caminhos possíveis para inovar no planejamento das aulas e personalizar a aprendizagem dos estudantes

Imagem de uma professora de pé, com os braços cruzados, em uma sala de aula com alunos ao fundo, sentados em carteiras escolares. Todos estão usando máscara de proteção.

A busca por programas que facilitem o aprendizado personalizado e a melhora dos resultados acadêmicos são objetivos presentes no planejamento dos educadores brasileiros. Mesmo antes da pandemia, o Ensino Híbrido já cercava os debates sobre uma educação voltada para o século XXI. Hoje, ele é não só uma realidade como uma necessidade.

A demanda por cursos e formações continuadas que possam apontar caminhos cresceu. Em março de 2021, o Instituto Península lançou uma pesquisa que ouviu estudantes e educadores sobre “O que é ser um bom professor”. A ampla maioria (87%) dos entrevistados concorda que dominar conteúdos e saber como ensiná-los é fundamental. Outros 93% afirmam que ser um bom professor é continuar aprendendo ao longo de toda a vida. De modo geral, a recomendação é estar preparado.

Com o objetivo de apoiar educadores e gestores a implementarem estratégias inovadoras e acessíveis na prática e a investir no protagonismo dos estudantes, a Fundação Telefônica Vivo, a Fundação Lemann, o Instituto Natura, o Instituto Sonho Grande e a Nova Escola firmaram uma parceria para lançar o curso: “Ensino híbrido: como fazer na minha escola?”.

A formação gratuita também atende a um pedido dos educadores que já eram ativos na plataforma Escolas Conectadas, e que levantaram a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre Ensino Híbrido e suas diversas modalidades em um contexto educacional repleto de desafios.

O curso está disponível gratuitamente na plataforma digital Escolas Conectadas, que faz parte do Profuturo, programa global da Fundação Telefônica e da Fundação “la Caixa”. Na modalidade autoformativa, que permite maior autonomia e flexibilidade para os cursistas, a formação tem carga horária de 54 horas e é certificada pelo Centro Universitário ítalo Brasileiro.
As inscrições estão abertas desde o dia 6 de junho até dia 2 de agosto e a formação começa no dia 19 de julho até 16 de agosto.

Da BNCC para a sala de aula 

Além do tema central, que é Ensino Híbrido, o curso está alinhado às principais diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), reforçando a necessidade de levar as orientações do documento em conta na construção de propostas pedagógicas. O primeiro módulo é dedicado a oferecer suporte teórico e um passo a passo para o planejamento de aulas que desenvolvam as habilidades indicadas pela BNCC.

Conhecimento, comunicação, cultura digital e pensamento crítico são algumas das competências trabalhadas ao longo dos módulos seguintes, que serão dedicados a explorar diversos tipos de ensino híbrido e como podem ser adaptados de acordo com os recursos disponíveis nas escolas na volta às aulas. O objetivo é não desconsiderar as múltiplas realidades brasileiras e propor alternativas que possibilitem a inovação.

Toda a formação foi pensada para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Quanto às disciplinas em que pode ser aplicada, não há restrição! A ideia é aproveitar as estratégias personalizadas de aprendizagem e autoria em projetos interdisciplinares e de todas as áreas do conhecimento.

A avaliação dos cursistas será monitorada conforme as ações dentro da plataforma. A partir do momento em que o usuário realiza o login no ambiente virtual, isso já está contando para avaliá-lo. Lembrando que para a aprovação no curso, é necessário obter aproveitamento igual ou superior a 70% — média da pontuação obtida em seis questionários, um por módulo.

Conheça cada módulo!

Módulo 1 – BNCC: o que é e como levá-la para a sala de aula

Módulo 2 – Ensino Híbrido: Rotação por Estações

Módulo 3 – Ensino Híbrido: Laboratório Rotacional

Módulo 4 – Ensino Híbrido: Sala de Aula Invertida

Módulo 5 – Ensino Híbrido: Modelo Virtual Aprimorado

Módulo 6 – Ensino híbrido: como selecionar e trabalhar com os modelos

Ao final do curso, a expectativa é que o educador seja capaz de compreender e aplicar cada modelo de Ensino Híbrido, além de explorar todas as modalidades de maneira integrada, construindo e colocando em prática planos pedagógicos que contemplem as realidades da escola, dos estudantes e de suas famílias.

Leia mais: Como fazer a transição do ensino remoto para o ensino híbrido no planejamento da volta às aulas?


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