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28.11.2019
Tempo de leitura: 4 minutos

Estudantes se reconectam com suas origens com o apoio de recursos tecnológicos

Escolas atendidas pelo Aula Digital relatam iniciativas que ajudaram os alunos a fortalecer o vinculo com a comunidade e com sua própria história

Imagem mostra um grupo de crianças sentadas em um caminhão pau de arara

A combinação de recursos humanos e tecnologia tem possibilitado a criação de novas formas de aprendizagem e de trabalho pedagógico nas escolas atendidas pelo Aula Digital, uma iniciativa do ProFuturo, programa de educação global da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação “la Caixa”, que tem como uma de suas propostas incorporar a inovação nas escolas por meio de recursos tecnológicos e de novas metodologias de ensino e aprendizagem.

A experiência de duas escolas inseridas em regiões atendidas pelo programa – em parceria com Secretarias Municipais de Educação – mostram como esse tipo de iniciativa pode não só ampliar conhecimentos, como também fortalecer o vínculo dos estudantes com as comunidades em que vivem.

Histórias da comunidade

Na zona rural de Pernambuco, mais precisamente no sítio Gameleira, na cidade de Vitória de Santo Antão, a quase 50 quilômetros da capital, na Escola Municipal Lourival de Queiroz Pedroso, professores e alunos identificaram uma questão: a necessidade de saber mais sobre as suas origens.

“Sabíamos que no passado a região foi um engenho de açúcar, mas não muito mais do que isso”, conta Josineide Vitor dos Santos Souza, responsável pela escola, que tem aproximadamente 65 alunos e atende crianças do pré ao quinto ano, em turmas multisseriadas.

Acompanhada dos alunos do 1º ao 5º ano, Josineide – que também foi aluna da escola, que fica situada no sítio de seu avô – partiu para a investigação. A turma saiu a campo usando um caminhão pau de arara para conversar com os moradores mais idosos, que tinham muita história para contar.

Para ajudar no resgate da história da sua comunidade, eles utilizaram os recursos tecnológicos disponibilizados pelo Aula Digital. Durante a pesquisa, fizeram entrevistas e produziram registros escritos e audiovisuais, com o suporte dos tablets que foram emprestados pela escola Santa Teresinha, atendida pelo projeto.

Além das casas dos moradores, os estudantes visitaram a fazenda que, no passado, sediou a casa-grande do engenho de Lourival de Queiroz Pedroso, o fazendeiro que deu nome à comunidade e à escola. Muitos já conheciam o local, mas não sabiam que se tratava da sede do engenho.

“O projeto foi um grande auxílio para resgatar a nossa história e ajudou os alunos a fortalecer os vínculos com a comunidade, também abriu espaço para os idosos, que nunca imaginaram participar de uma iniciativa do tipo e ficaram muito felizes em colaborar”, diz a professora.

De volta à sala de aula, os alunos colocaram em prática tudo que viram e ouviram. “Se antes havia alunos que nunca tinham se preocupado em conhecer nossas origens, agora eles terão muitas histórias para contar aos pais e aos filhos”, comemora a professora.

Paz e diversidade

Na Escola Municipal Professora Maria Carlota de Melo, que fica no povoado de São José, bairro localizado a 18 quilômetros do centro de Aracaju, alguns conflitos envolvendo questões raciais entre os alunos motivaram a criação de um projeto de resgate ao passado e de diálogo com pessoas mais velhas.

Genelúcia Cruz Santana, que atuou como gestora durante anos e voltou para a sala de aula este ano, resolveu transformar o desafio em oportunidade. Criou um projeto para incentivar a reconexão dos alunos com suas origens e com a história da comunidade em que estavam inseridos, por meio de apresentações orais, fotos, vídeos e rodas de conversa.

Iniciado em abril, o projeto foi dividido em quatro partes: Eu e Minha Família; Minha Escola e Meu bairro; Eu na Formação do Povo Brasileiro; e Eu e Meu Corpo.

“Os alunos apuraram a história das próprias famílias e apresentaram aos colegas. Pegamos um ônibus e fomos explorar os bairros próximos a São José, permitindo que conhecessem melhor a cidade. Apesar de viverem em Aracaju, eles não se sentiam pertencentes à cidade”, conta Genelúcia, participante das formações do projeto Aula Digital, que muito contribuíram para aprimorar sua prática.

Atualmente, o projeto está na terceira etapa, mas a professora conta que já foi possível perceber as mudanças e que os estudantes puderam reconhecer melhor a si mesmos e aos colegas, compreendendo o papel que cada um tem a desempenhar.

“Eles ampliaram o repertório musical, incluindo canções que celebram a diversidade. Os conflitos também diminuíram muito”, conta Genelúcia. “Nas festas, as rainhas escolhidas pelos estudantes, agora incluem meninas de diferentes tons de pele. Na diversidade, foi possível encontrar a paz”, comemora.


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