Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artifical: Caminhos para a BNCC Computação"

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05.11.2021
Tempo de leitura: 6 minutos

Matéria atualizada em 28.11.2025
Tecnologia na educação: filmes nacionais para inovar em sala de aula

Confira a lista de obras e um roteiro prático para antes, durante e depois da exibição

ALT da Imagem: Imagem ilustra a matéria que exemplifica o termo filmes nacionais

A tecnologia tem papel fundamental na educação contemporânea: ela amplia o acesso ao conhecimento, conecta estudantes a novas experiências e ajuda a desenvolver competências essenciais para o século XXI, como pensamento crítico, criatividade e colaboração. Quando integrada ao audiovisual, essa combinação torna as aulas mais dinâmicas e significativas, aproximando conteúdos curriculares do cotidiano dos alunos e estimulando a análise crítica de temas sociais, científicos e culturais.

A Base Nacional Comum Curricular sobre Computação (BNCC Computação) reforça a importância do uso consciente e criativo da tecnologia, com foco no desenvolvimento do pensamento computacional, da resolução de problemas e da ética digital. Embora não trate especificamente do audiovisual, a BNCC Computação incentiva práticas que promovam análise crítica, criatividade e integração entre diferentes áreas do conhecimento. Ao trabalhar com filmes, por exemplo, o professor amplia o repertório cultural da turma, cria pontes entre conteúdos curriculares e o cotidiano e estimula que os estudantes analisem mensagens, contextos históricos e escolhas estéticas. 

Ao seguir passos simples — como planejar antes, propor questões durante e retomar o conteúdo depois —, a obra deixa de ser apenas entretenimento e se torna ponto de partida para debates, produções textuais, projetos interdisciplinares e atividades criativas

Confira a seguir uma lista de filmes e temas e um guia prático de como usar o audiovisual em sala de aula.

 

Conexões (Direção: Pedro Zimmermann, 2019) – Classificação indicativa: livre

A ampla possibilidade de conexões em escala global, possibilitada pela internet, faz surgir diferentes noções sobre o que é comunidade. O documentário traz um tema pulsante e intrínseco a todas nossas ações na atualidade: as ligações entre o real e o virtual e o entrelaçamento e a complementação destes dois universos.

 

Indústria e Inovação (Direção: Eduardo Goldenstein, 2020) – Classificação indicativa: 14 anos

O documentário discute como o desenvolvimento das tecnologias, a partir da década de 1970, tem estado presente nas agendas urbanas internacionais e impactado os processos de desenvolvimento e as relações sociais, empresariais e nas instituições, com consequências nos processos democráticos e na cidadania.

 

Fake News – Made in Brazil (Direção: André Fran, 2024) – Classificação indicativa: livre

O filme exibe alguns clássicos de notícias falsas que ganharam notoriedade e suas consequências, e analisa como são usadas com objetivos financeiros e muitas vezes são parte de um esquema maior para definir e influenciar cenários políticos.

 

Educação: presente para o futuro (Direção: Patrícia Travassos, 2022) – Classificação indicativa: livre

Retrata a potência da tecnologia na sala de aula, com depoimentos de especialistas, professores e estudantes. Além de refletir sobre a oportunidade de transformação das escolas para engajar a juventude hiperconectada.

 

Celular nas Escolas (Direção: TV Justiça, 2024) – Classificação indicativa: livre

Aborda o uso de celulares nas escolas, reunindo especialistas em educação e psicologia para discutir os efeitos da tecnologia em alunos e professores, além de apresentar caminhos para o uso equilibrado.

 

Futuro da Educação (Direção: Cristiano Burmester; Pedro Saad, 2023) – Classificação indicativa: livre

A produção investiga como a sociedade se prepara para a era da informação e da tecnologia e questiona de que forma as escolas têm lidado com o mundo digital.

10 dicas para trabalhar com filmes em sala de aula

1. Planeje a exibição com objetivo definido
Antes de escolher o filme, defina exatamente o que deseja trabalhar: introduzir um tema, aprofundar um conteúdo já visto ou propor uma reflexão interdisciplinar. Esse objetivo orienta a seleção da obra, o tipo de atividade posterior e até a forma de apresentar à turma. 
 
2. Considere o tempo de aula e o formato da obra
Quando não for possível exibir o longa inteiro em um só encontro, planeje dividir em blocos significativos ou selecione trechos-chave, cuidando para não prejudicar a compreensão da história. Cenas específicas ou sessões híbridas (parte em casa, parte na escola) também podem ser boas alternativas. 
 
3. Prepare a turma antes de dar o play
Antes da exibição, faça uma breve contextualização: época, tema central, relação com o conteúdo curricular e aspectos que os alunos devem observar. Apresente apenas algumas pistas e proponha duas ou três perguntas-guia para orientar o olhar dos estudantes. 
 
4. Promova debate logo após assistir
Reserve um momento para conversar sobre o filme. Perguntas iniciais abertas (“O que mais chamou atenção?”) ajudam a destravar os alunos para, depois, conduzi-los ao debate dos conteúdos da disciplina e de temas atuais. Incentive que os alunos discordem com respeito, comparem cenas, relacionem com suas vivências e identifiquem mensagens explícitas e implícitas. 
 
5. Explore a linguagem audiovisual
Além do conteúdo temático, chame a atenção para elementos de linguagem cinematográfica, como iluminação, trilha sonora, enquadramentos, montagem, uso de silêncio e de cores. Pergunte como essas escolhas influenciam o que sentimos e entendemos da história.
 
6. Proponha releituras e produções criativas
Depois da exibição, incentive os alunos a recriar cenas, imaginar finais alternativos ou produzir vídeos inspirados no filme. Essas releituras podem ser articuladas às disciplinas, favorecendo autoria, expressão e apropriação da linguagem audiovisual pelos estudantes. 
 
7. Respeite a classificação indicativa e o contexto da escola
Verifique a classificação indicativa e avalie se o conteúdo é adequado à faixa etária e à realidade da turma. Em casos de temas sensíveis, informe a coordenação e registre o objetivo pedagógico. 
 
8. Evite transformar o filme em obrigação
Cuidado para não associar o filme a tarefas excessivamente burocráticas, como relatórios engessados e provas longas logo após a sessão. Em vez de cobrar apenas um tipo de resposta certa, ofereça diferentes formas de participação, como debates, mapas mentais, painéis colaborativos, produções artísticas ou pequenos textos opinativos. 
 
9. Amplie repertórios culturais e geográficos
Use os filmes para apresentar outros países, épocas, sotaques, modos de vida e realidades sociais. Relacione essas diferenças com os conteúdos das disciplinas, mostrando que há variadas formas de organizar a vida em sociedade. Ao diversificar origens, gêneros e estilos, você contribui para combater estereótipos e fortalecer o respeito às diferenças. 
 
10. Integre o cinema ao projeto pedagógico da escola
Procure articular as exibições com projetos, sequências didáticas e avaliações da turma, evitando sessões isoladas sem continuidade. É possível criar cineclubes, envolver outros professores, registrar as atividades no planejamento e usar os filmes como eixo para projetos anuais. Dessa forma, o audiovisual se consolida como recurso didático permanente, e não apenas como evento esporádico.
 
Fontes: Porvir, MEC, Brasil Escola e Sebrae.


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