Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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30.11.2016
Tempo de leitura: 3 minutos

Final do Mundial de Futebol de Rua mostra o esporte como ferramenta de transformação social

Yuri Kiddo, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz

Enquanto muitos brasileiros sofriam com a derrota da seleção brasileira para a Holanda no jogo que definia os terceiro e quarto lugares na Copa do Mundo, outros celebravam uma competição diferente: o Mundial de Futebol de Rua. Neste último sábado (12), o Promenino foi acompanhar de perto o encerramento do campeonato que tem como proposta mostrar um futebol diferente, divulgando o esporte como ferramenta de transformação social.

Com direito a torcida e narração, os jogos foram acirrados, e na final, a seleção da Colômbia se deu bem contra Israel, ganhando de 6 a 3. Organizado no Brasil pela Ação Educativa e pelo Movimento de Futebol Callejero, o evento contou com 300 adolescentes e jovens de 20 países de todos os continentes, que disputaram o troféu desde o dia sete de julho, em duas arenas montadas no Largo da Batata e na Avenida Ipiranga, em São Paulo. Os times também participaram de jogos de exibição no SESC Pinheiros e os intervalos das disputas serviram como palco de assembleias de movimentos sociais.

“O mais importante é o processo que rola nas periferias. O Mundial acaba, mas o processo é contínuo. Buscamos a incidência de políticas públicas em espaços que talvez não conseguiríamos chegar se não fosse pelo futebol. Esse é o legado do Mundial”, afirma o coordenador de mobilização do campeonato, Rodrigo Medeiros.

Ao contrário da competição tradicional, o futebol de rua não tem juiz, homens e mulheres jogam juntos e as regras são definidas pelos participantes, antes do jogo. Além disso, as partidas são divididas em três tempos. Primeiro, as equipes se reúnem e definem as regras do jogo, mas há três regras fixas que influenciam o placar: respeito, cooperação e solidariedade. “Se o time faz gol, mas não é solidário, não respeita as regras, então ele pode perder a partida”, explica Medeiros.

O segundo tempo é a partida em si e, no terceiro momento, há uma conversa do mediador com os jogadores para avaliar se as regras foram respeitadas e se os acordos foram cumpridos. “Já aconteceu várias vezes de um time ganhar em gols, mas perder na hora da mediação. A molecada fica feroz, é crítica e aprende.”

O Mundial de Futebol de Rua fortalece a ocupação da cidade e reforça valores como a solidariedade, cooperação e inclusão social por meio da metodologia do Fútbol Callejero (futebol de rua), desenvolvida pelo ex-jogador de futebol argentino, Fabian Ferraro. “Além do encontro das periferias de vários países, há o direito à cidade, à rua, à cultura, ao lazer, ao esporte. São todos direitos violados pela Fifa e pela própria cidade em si, que é excludente”, destaca o coordenador de mobilização do Mundial.

Confira abaixo a reportagem fotográfica realizada pelo Promenino contanto mais detalhes do Mundial e relatando a disputa final:

Créditos: Yuri Kiddo


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