Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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03.08.2016
Tempo de leitura: 3 minutos

Florianópolis sedia o Junior Enterprise Word Conference, evento de empreendedorismo jovem

Durante os quatro dias da JEWC, mais de 4 mil jovens de todo o mundo participaram de uma imersão sobre liderança, impacto social e colaboração.

Durante os quatro dias da JEWC, mais de 4 mil jovens de todo o mundo participaram de uma imersão sobre liderança, impacto social e colaboração.

Florianópolis, uma das cidades mais propícias ao empreendedorismo segundo o Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor, recebeu durante quatro dias o evento Junior Enterprise World Conference (JEWC). A imersão foi organizada pelo JADE e o Movimento Empresa Júnior, reunindo mais de 4 mil congressistas, 500 deles oriundos de 17 países. Acontecendo de dois em dois anos entre cidades brasileiras e europeias, a sétima edição do evento promoveu um espaço de interação para jovens com desejo de impactar o entorno onde vivem. O encontro também fortaleceu as ações do Movimento Empresa Júnior, que conta uma rede de 11,4 mil jovens empreendedores.

O tema dessa edição foi Lead the Co-era ou, Liderança em Tempos de Colaboração. Para Guilherme Afonso Ceballos, coordenador de negócios da Federação das Empresas Juniores de Santa Catarina (FEJESC), o tema está em consonância com a demanda da sociedade por negócios que tenham uma preocupação verdadeiramente social: “Nós acreditamos que os problemas que afetam muita gente também só podem ser resolvidos quando nós temos muita gente trabalhando para uma solução. Esse é o objetivo do evento: primeiro tornar as pessoas conscientes do que está acontecendo e depois engajá-las e responsabilizá-las para ser a mudança que querem ver no mundo”.

A JEWC centrou-se na temática da ‘co-era’, dividindo-a em cinco áreas: consciência, compartilhamento, conexão, construção e contágio. Mais de 30 palestrantes discutiram temas variados dentro da perspectiva de que, para se tornarem líderes e agentes de mudança, os jovens devem entrar também em um processo de autoconhecimento, descobrindo com o que desejam trabalhar e como encontrar satisfação pessoal nos empreendimentos em que se engajaram – se satisfeitos, eles também poderão liderar mudanças colaborativas em suas próprias realidades.

“Essa mudança de perspectiva de não trabalhar apenas para nós mesmos, mas para o bem coletivo, é bastante complicada de se empreender. Precisamos mostrar aos jovens que ao pensar no todo cada um de nós é beneficiado. Para isso, liderar a si mesmo é imprescindível”, complementa Guilherme. Ele também adiciona que a tecnologia tem um papel fundamental na organização do empreendedorismo social e rentável, citando exemplos que vão desde o Airbnb, plataforma social de troca de casas que se insere no contexto de economia solidária, até a Primavera Árabe, fortemente influenciada por jovens e seu conhecimento tecnológico.

Os participantes podiam escolher entre uma variada gama de workshops e palestras, além de treinamentos em liderança. O evento contou com participações de mentores de sucesso nacionais e internacionais, como Ketan Makwana, empreendedor e conselheiro do MIT Global Startup Labs e Camila Achutti, fundadora do blog Mulheres na Computação.

A Fundação Telefônica Vivo apoiou o evento, entendendo a necessidade de participar ativamente de um encontro onde o cenário de negócios de impacto social foi amplamente discutido e incentivado. A Fundação atua na área de empreendedorismo social com o projeto Pense Grande, que apoia jovens de regiões periféricas e rurais do Brasil a criar iniciativas que tenham impacto real em seu entorno. O projeto já está em sua segunda fase, e os jovens escolhidos estão em fase de prospecção.


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