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18.05.2010
Tempo de leitura: 4 minutos

Fundação Telefônica preserva memória empresarial com digitalização de coleção e publicação de livro

A Fundação Telefônica lançou um hotsite com a coleção da revista Sino Azul, que busca preservar a memória empresarial.

Movimento preserva memória empresarial com digitalização de coleção e publicação de livro

A Fundação Telefônica lançou hoje hotsite com a coleção da revista Sino Azul, pioneira house-organ da antiga CTB – Companhia Telefônica Brasileira, que prestava serviços de telefonia em grande parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também será apresentado o livro “Nas Capas da Sino Azul”, que foi doado a bibliotecas públicas de todo o estado, à  Biblioteca Nacional, a todos os CEUS da capital,  além de centros de cultura, museus e bibliotecas universitárias de todo o país.

Mais de 350 edições da Sino Azul foram digitalizadas e já podem ser acessadas via Internet (www.colecaosinoazul.org.br). A revista faz parte do acervo histórico do Grupo Telefônica no Brasil, que é gerido pela Fundação Telefônica através de seu Núcleo de Memória. A publicação conta, sobretudo, como ocorreu a evolução das telecomunicações no país, destacando por exemplo a introdução dos cabos submarinos, a comunicação por rádio ou o início do uso do telefone sem o auxílio de telefonistas. Em São Paulo, a publicação circulou entre os anos de 1920 e 1970.

Com o apoio da Lei Rouanet, de Incentivo à Cultura, a Fundação Telefônica implementou o projeto de digitalização, com o objetivo de preservar e divulgar essa importante e ainda pouco conhecida coleção. Editada há mais de 80 anos pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) – que foi sucedida pela Telesp e pela Telefônica -, a revista Sino Azul pode ser considerada uma publicação pioneira como veículo de comunicação empresarial interna.

Padrões internacionais

O projeto teve início com o processo de microfilmagem, de modo a garantir a sobrevivência da coleção. Uma cópia desse material microfilmado será doado ao Arquivo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. O segundo passo foi a digitalização, seguido da indexação. Uma equipe de bibliotecários levantou os temas de cada edição e os catalogou para o banco de dados, permitindo a busca por uma série de assuntos e palavras-chave. O sistema de catalogação é baseado no padrão internacional Marc21, utilizados por grandes bibliotecas em todo o mundo.

Além de preservar e divulgar a coleção Sino Azul, a digitalização desse singular acervo vai ao encontro da missão da Fundação Telefônica, que é facilitar o acesso e o uso das tecnologias para fins educacionais e culturais. Também se cumpre o objetivo de apoiar a pesquisa e ampliar o acesso à história.

Seja através das páginas de Sino Azul na Internet ou do livro “Nas capas da Sino Azul”, é possível ao leitor recuperar imagens do passado, obter registros do cotidiano e de fatos de impacto mundial, como o desenrolar da Segunda Guerra,  a construção do Cristo Redentor ou a inauguração do Estádio do Pacaembu. Sino Azul destaca-se também por sua longevidade. Com a criação do sistema Telebrás, dando surgimento à Telesp, a revista deixou de ser editada em São Paulo, onde foi substituída pelo título Entrelinhas. No Estado do Rio de Janeiro, a revista continuou sendo publicada, pela Telerj, até 1989.

Como revista de empresa voltada para a comunicação, era natural que Sino Azul lidasse especialmente com o telefone. Assim, transformou-se num veículo de formação de quadros da CTB, instruindo, especializando e atualizando seus funcionários. O fio telefônico, as linhas de expansão, os postes e o globo terrestre foram elementos utilizados para formar e que fizeram do telefone protagonista de transformações do país.

Sobre a Fundação Telefônica

A Fundação Telefônica gerencia a maior parte da Ação Social e Cultural do Grupo Telefônica no mundo, demonstrando o compromisso da empresa com as sociedades junto às quais atua. A instituição está presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Equador e Venezuela e também desenvolve programas junto a operadoras locais da Telefônica no em El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e Uruguai. No Brasil, foi criada em 1999 e atua para o desenvolvimento social, através da consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Desde o início de sua atuação, mais de 500 mil pessoas já foram beneficiadas direta ou indiretamente pelos projetos que desenvolve, por meio dos programas EducaRede,  Pró-Menino, Arte e Tecnologia e Voluntários Telefônica.


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