Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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09.11.2016
Tempo de leitura: 5 minutos

Fundação Telefônica Vivo leva inovação e protagonismo juvenil para o Festival Social Good Brasil

Em rodas de conversa e oficinas, o Programa Pense Grande e o estudo Visões de Futuro +15 inspiram jovens e profissionais do terceiro setor.

Quando subiu ao palco do quarto Festival Social Good Brasil, em Florianópolis (SC), Americo Mattar, presidente da Fundação Telefônica Vivo, pediu aos participantes presenciais e aos milhares que assistiam o evento via streaming que “pensassem grande” em um futuro cheio de possibilidades e no quanto a tecnologia, a inovação e a empatia podem alterar profundamente a sociedade. “Afinal, é por vocês terem pensado grande que um evento como o Social Good Brasil é possível. E para nós, da Fundação Telefônica Vivo, essa é uma oportunidade de aprender com vocês e com suas experiências em empreendedorismo social’’, diz.

Parceira do Social Good Brasil, a Fundação Telefônica Vivo aposta em eventos que ajudem a tornar o Brasil um país que cada vez mais se fortaleça na área do empreendedorismo social, principalmente para os jovens.

O evento, que aconteceu nos dias 4 e 5 deste mês, marca também a celebração de novembro como o Mês do Empreendedorismo, e foi uma junção do que tem sido feito de mais inovador em negócios de impacto social no Brasil, utilizando a tecnologia como ferramenta para mudança. Foram dois dias de intensas atividades para os participantes presenciais e via streaming, que assistiram painéis, participaram de rodas de conversa e colocaram em prática seus conhecimentos em oficinas com especialistas na área.

Luis Guggenberger, gerente de projetos sociais da Fundação Telefônica Vivo, apresentou  em uma roda de conversa a experiência do Programa Pense Grande, que  tem como propósito difundir a cultura de empreendedorismo de impacto social com tecnologia digital para jovens brasileiros, especialmente os que vivem nas periferias. Ao seu lado, Karina Pinto, Tamara Araújo e Ricardo Terto, participantes da iniciativa voltada para jovens de todo o Brasil, falaram sobre seus projetos. Karina Pinto criou um negócio de galinhas e ovos caipiras para aumentar a renda e impactar positivamente sua comunidade em Santarém (PA). Tamara Araújo criou um aplicativo para facilitar a comunicação entre cidadãos e poder público. Já Ricardo Terto usou sua experiência para sensibilizar jovens das periferias de São Paulo (SP) a empreender socialmente.

“Queremos incentivar o jovem de periferia a pensar seu projeto de vida. Nós os provocamos para que investiguem o entorno, identifiquem um problema, e pensem no empreendedorismo como caminho para alcançarem seus sonhos”, disse o gerente.

Tamara contou sobre como a experiência no Pense Grande mudou sua perspectiva: “Ela me fez entrar em contato com um universo que eu nunca imaginava”. Ricardo relatou que, no passado, não pensava ser possível empreender. E que ficou contente ao ver que o Pense Grande era um trabalho de cocriação, onde os jovens da periferia tinham participação.

No segundo dia do Festival, na oficina de imersão do Pense Grande, duas jovens mostraram o que significa ser um multiplicador.

Laíse Santos e Jaqueline Braga apresentaram o programa como uma possibilidade de futuro aos jovens da COSMOG (Conselho de Moradores de Saco Grande), bairro de Florianópolis. “O Pense Grande é um projeto de realizar sonhos por meio do empreendedorismo social. Para vocês, o que é empreender?”, perguntou Jaqueline para a plateia, que deu respostas como ‘ganhar dinheiro’, ‘realizar um sonho’ e também ‘ter o seu próprio negócio e ser independente’.

Meninos e meninas de idades variadas mergulharam em atividades de reflexão e projeção, onde discutiam problemas de sua comunidade e alternativas para resolvê-los. “Essa oficina é uma metodologia inspiradora de autoconhecimento. Descobrindo quais são suas habilidades, o jovem pode começar a pensar em como realizar de maneira prática seus sonhos”, explicou Laíse.

Já na oficina sobre o estudo Visões de Futuro +15, o gerente Luis Guggenberger convidou participantes a se debruçarem sobre o futuro como uma projeção que impacta profissionais do terceiro setor no presente. “A pesquisa mapeia tendências para os próximos quinze anos; por meio desses cenários utópicos e também distópicos, podemos nos preparar e mitigar possíveis problemas”, contou Luis. O primeiro exercício proposto aos palestrantes foi que dissessem o que mudou nos últimos quinze anos em temas como política, economia, cultura e tecnologia.

A segunda parte da oficina consistiu em uma apresentação de tendências. Luis chamou a atenção para novos temas mapeados pelo estudo e que serão aprofundados pela Fundação Telefônica Vivo: o Deslocamento Econômico, entendendo como países emergentes como Índia e China estão produzindo conhecimento, e também Transições Demográficas, que aborda como as novas configurações de gerações estão trabalhando e produzindo. Após a apresentação, Luís montou uma dinâmica em que os participantes escolhiam qual tendência mais os interessavam e montavam uma narrativa de futuro com ela. “Esse é um exercício que fazemos em nossa própria pesquisa!”, compartilhou o gerente.

No encerramento do evento, Americo Mattar se disse muito emocionado por fazer parte dos cinco anos de história do evento, e também em estar construindo um país mais inovador e mais aberto para receber jovens que queiram empreender socialmente. “É para isso que estamos aqui! Para pensar grande e pensar no futuro!”, diz.


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