Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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17.05.2019
Tempo de leitura: 4 minutos

Mudança climática é assunto para mobilizar jovens em sala de aula

Mobilizações mundiais de jovens pelo clima mostram a potência de levar debates atuais para dentro da escola.

Imagem mostra uma jovem com uma mão levantada, na qual segura um lápis, participando de discussão em aula. Mudança climática é um tema que pode mobilizar jovens em sala de aula.

Derretimento de geleiras, desaparecimento de espécies e territórios, aquecimento global e políticas para diminuição da emissão de gases do efeito estufa podem pautar matérias como Química e Geografia. Mais que isso: podem prender a atenção de adolescentes.

Afinal, milhares de jovens estão envolvidos em movimentos mundiais como o Fridays For Future (Sextas pelo Futuro, em tradução livre), o que mostra a relevância e a riqueza que debates relacionados à mudança climática podem gerar em sala de aula.

Em 15 de março deste ano foi organizada uma paralisação em 123 países para pedir que governantes olhem com maior atenção e garantam a preservação do meio ambiente para futuras gerações. Diversos atos dentro do Fridays for Future levaram 30.000 pessoas às ruas de Bruxelas e reuniram cerca de 4.500 pessoas, em Madri, por exemplo, na maioria jovens de menos de 20 anos.

Entre as milhares de vozes que pedem mais ação e transparência de políticos para garantir tratados globais, como o Acordo de Paris, destaca-se a figura de uma jovem da Suécia de apenas 16 anos, fonte de inspiração para o movimento: Greta Thunberg.

Uma voz que se amplia

Em agosto de 2018, a ativista iniciou uma greve por conta própria, quando ainda tinha 15 anos, faltando todas as sextas-feiras à aula para ir até o parlamento sueco, em Estocolmo, portando um cartaz onde se lê (Greve pelo Clima).

Acompanhada de perto pelos pais, que sempre estão presentes nos atos, a jovem é a principal figura de uma geração que não ignora o tema da mudança climática. Nem o fato de ter síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista que afeta a interação social, a impede de ser contundente em suas falas.

“Os adultos ficam dizendo: ‘devemos dar esperança aos jovens’. Mas eu não quero a sua esperança. Eu não quero que vocês estejam esperançosos. Quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. Eu quero que vocês ajam”, discursou Greta no Fórum Econômico Social, na Suíça, no início de 2019.

A falta de intimidação e a destreza com que se expressa ajudam a explicar como essa adolescente ganhou fama mundial. Além de participar de diversas conferências, foi convidada para ministrar uma palestra TED e, mais recentemente, indicada ao Prêmio Nobel da Paz por políticos noruegueses.

Movimento no Brasil

“A Greta tem um papel importantíssimo. Em especial porque muitas vezes lidamos com a ideia de que o jovem não tem lugar de fala e poder de decisão. Ela surge mostrando que ‘sim, o jovem tem voz’ e ‘sim, o jovem pode se mobilizar e ser ativo’”, opina Nayara Almeida.

Aos 21 anos, a brasileira é voluntária, integra o GT de Clima no Engajamundo e é ativista no Fridays For Future, traduzido como Greve pelo Clima no Brasil. Nayara conta que optou por cursar Biologia após ouvir em uma palestra como várias espécies de ilhas poderiam sumir com o aumento do nível do mar.

Assim como a colega sueca, ela sente que as gerações anteriores falharam em combater a crise climática e admira a coragem de Greta Thunberg em dar um puxão de orelha nos adultos para mudar o mundo. Para ela, os jovens estão determinados e lutar pelo clima é o mesmo que lutar pelo futuro e a própria existência.

“É importante que os jovens sejam educados sobre a mudança climática, porque é algo iminente, que vai continuar acontecendo se nada for feito. Uma vez fisgado pelo tema, ele pode mudar o seu entorno, mobilizar e engajar outros jovens também”, conclui Nayara.

Debatendo mudança climática em sala de aula

A plataforma Escolas Conectadas, da Fundação Telefônica Vivo, disponibiliza gratuitamente a educadores o curso Antártica: muito mais do que gelo.

A formação relaciona o continente a temas do meio ambiente, abordando mudança climática por meio de matérias como Geografia, História e Ciências. Efeito estufa, aquecimento global, pesquisas brasileiras na Antártica, aspectos físicos, história e curiosidades sobre a vida animal e vegetal são alguns dos tópicos.

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