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17.07.2013
Tempo de leitura: 2 minutos

Negócios sociais: levaremos dois especialistas à Campus Party Recife 2013

Em julho acontece a segunda edição da Campus Party Recife e a Fundação Telefônica levará dois especialistas em negócios sociais para o evento! Confira.

Negócios sociais: levaremos dois especialistas à Campus Party Recife 2013

De 17 a 21 de julho, acontece a segunda edição da Campus Party Recife, um dos maiores acontecimentos de inovação, entretenimento digital, ciência e cultura digital do país. Nós, mais uma vez, estaremos lá!

No sábado, dia 20, levaremos dois palestrantes que falarão sobre negócios sociais: Rogério Oliveira, cofundador e diretor da Yunus Negócios Sociais Brasil e criador do Movimento Buena Onda, e Edgard Barki, professor da FGV-EAESP e coordenador do Programa de Sustentabilidade e Base da Pirâmide do Centro de Excelência em Varejo.

O que são negócios sociais?

Em entrevista ao Portal Terra, Oliveira explica que são negócios que trabalham apenas com a missão social. “Todo o lucro é reinvestido na própria empresa para que os produtos e serviços oferecidos se aprimorem cada vez mais”, completa.

Barki, que bateu um papo exclusivo com a gente, acrescentou que existem duas vertentes de empresas que fazem negócios sociais: as que nascem com o propósito de impactar positivamente a sociedade e, ainda, obter lucro; e organizações tradicionais, que já existiam e, em algum momento, incorporaram o objetivo de melhorar a sociedade, apoiando ou realizando projetos ou ações.

Esse modelo é novo, mas crescente em nosso país, segundo o professor da FGV-EAESP. “Há muitos jovens interessados em mudar a sociedade e várias empresas apoiando essas iniciativas, criando mecanismos para viabilizar projetos”, analisa.

Qual o papel da tecnologia?

Como o mundo está conectado, cria-se um ecossistema de negócios sociais. Por exemplo: uma grande organização que hoje apoia uma nova iniciativa, amanhã pode ter a empresa apoiada como parceira de negócio. “Cria-se uma rede”, ressalta Barki.

Segundo ele, a tecnologia cria pontes e é capaz de alavancar até mesmo negócios que não dependiam dela: “Um encanador, por exemplo, pode ser encontrado com a ajuda de um aplicativo e expandir sua rede de clientes.”

Como ser um empreendedor social?

Atenção: não adianta só ter vontade. Barki, que é Doutor em Administração de Empresas, afirma que para ter um negócio social é preciso estruturar um modelo e desenvolver um plano de negócio. “Caso contrário, é melhor pensar em outras formas de contribuir com a sociedade. As ONGs, por não terem fins lucrativos, são um caminho”, aconselha.


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