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Novas formações da plataforma Escolas Conectadas pretendem apoiar os educadores na recomposição de aprendizagem

#Educação#Escolasconectadas

Novas formações da plataforma Escolas Conectadas pretendem apoiar os educadores na recomposição de aprendizagem

A plataforma Escolas Conectadas começa o ano de 2023 com uma grande novidade: o lançamento de dois cursos que buscam apoiar educadores dos anos iniciais do ensino fundamental na recomposição de aprendizagem. As formações, realizadas em parceria entre a Nova Escola e Fundação Telefônica Vivo, abordarão os temas “Aprendizagens prioritárias para alfabetização e letramento matemático” e “Evidências de aprendizagem: como identificar se o aluno está aprendendo?”.

De modalidade autoformativa e com carga horária de 10 horas, ambos os cursos pretendem apoiar os educadores no combate à defasagem de aprendizagem. Um diagnóstico realizado em 2021 mostrou que, no Brasil, essa defasagem foi fortemente agravada após a pandemia de Covid-19, atingindo até quatro anos de atraso.

Em relação ao número total de alunos, mais de 90% apresentam defasagem em leitura, em escrita e em matemática, evidenciando assim o tamanho do desafio que será a recomposição de aprendizagem de alunos de todas as idades e localidades do país. Uma outra pesquisa indica que, para 93% dos educadores brasileiros, a defasagem na aprendizagem é o principal problema deixado pela pandemia na educação.

 

Aprendizagens prioritárias para alfabetização e letramento matemático

O curso vai ajudar os professores a compreenderem estratégias de priorização de aprendizagens e usá-las em suas práticas. A formação explora o significado de continuum curricular – política pública que permite que habilidades e competências essenciais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sejam priorizadas, flexibilizando os currículos das redes e garantindo um desenvolvimento contínuo das aprendizagens. Também versa sobre os instrumentos de priorização disponíveis e o planejamento de aulas, buscando favorecer a aceleração das aprendizagens sem deixar de lado os parâmetros já definidos pela BNCC.

Um currículo priorizado tem como função apoiar aprendizagens essenciais para o desenvolvimento dos estudantes, partindo do que eles sabem e do que precisam aprender para seguir avançando. No entanto, a seleção dessas aprendizagens tem sido um desafio para educadores de todo o país.

“As discrepâncias na aprendizagem não são novidades, mas esse é um momento para olharmos o que temos na sala de aula e recompor aquilo o que é prioritário”, aponta Roberta Manes, coordenadora de educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental na rede particular de ensino – e uma das autoras da formação, ao lado de Katia Chiaradia, pesquisadora e autora de material pedagógico para docentes.

Dividido em seis módulos, o curso enfatiza as aprendizagens prioritárias para a alfabetização e o letramento matemático, fundamentais para o desenvolvimento dos alunos em todos os componentes curriculares previstos na BNCC. “Também focamos em interdisciplinaridade, mas essas áreas do conhecimento são a base para o desenvolvimento das outras disciplinas”, observa.

“Trabalhamos a diferença entre aquilo que é essencial e prioritário na aprendizagem. É necessário olhar para o essencial e tirar dali o que é prioritário, organizando essas escolhas para que sejam conscientes e que façam os estudantes avançarem em seu desenvolvimento”, finaliza Roberta.

Evidências de aprendizagem: como identificar se o aluno está aprendendo?

Nesse cenário de defasagem, aliado ao retorno das aulas presenciais, uma dúvida frequentemente passa pela cabeça dos educadores: “como saber se meu aluno está avançando?”. Para tratar dessa questão, a formação aborda as evidências de aprendizagem e a importância da sua construção para acompanhar a trajetória de cada estudante.

Durante o percurso formativo, o educador entenderá a importância de incluir as evidências de aprendizagem no planejamento pedagógico. “As evidências são provas de que o estudante está se desenvolvendo ao longo do percurso educativo, alcançando os objetivos propostos e planejados pelo professor”, define Alessandra Novak, formadora no Programa de Especialização Docente da Nova Escola e uma das autoras do curso, ao lado do pesquisador Leonardo Perez.

Alessandra acredita que o trabalho com evidências de aprendizagem já faz parte da rotina do professor, porém de forma intuitiva e não planejada. “O curso vem discutir e propor uma racionalização, um planejamento de coleta mais sistemática das evidências, trazendo à luz da prática docente diária.”

O educador que participar do curso terá acesso aos passos para realizar a identificação e a coleta de evidências, ferramentas essenciais do processo e das estratégias avaliativas, a fim de viabilizar o avanço da turma. “Trabalhamos com situações reais, de sala de aula, com sugestões de como o docente pode planejar e organizar essas informações para que possa de fato utilizá-las para tomadas de decisões”, observa Alessandra.

Plataforma Escolas Conectadas lança dois cursos sobre recomposição de aprendizagem
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