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05.08.2016
Tempo de leitura: 4 minutos

O impacto positivo do projeto Pense Grande na vida dos jovens e nas comunidades paraenses

Em Santarém (PA), a união dos participantes com a ONG local é exemplo de como o empreendedorismo social pode ser capaz de incentivar mudanças.

Em Santarém (PA), a união dos participantes com a ONG local é exemplo de como o empreendedorismo social pode ser capaz de incentivar mudanças.

Conhecido por abrir caminhos para jovens que desejam se tornar empreendedores sociais, o Pense Grande, projeto da Fundação Telefônica Vivo, novamente movimenta a cidade de Santarém, no Pará, onde é intermediado pela Organização Saúde e Alegria.

O projeto Pense Grande atravessa fronteiras e, além do Pará, está presente em outros estados: (Ceará, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro). Relembre os grupos participantes

A primeira fase, que aconteceu entre março e maio deste ano em diferentes locais do estado, reuniu 460 pessoas durante quatro dias de atividades, palestras e integração entre os candidatos. Agora, com um total de 85 participantes, inicia-se a segunda fase, momento em que são criados grupos de trabalho e os estudos ganham vida.

Uma das apoiadoras e responsáveis pelo Pense Grande na região é Caroline Piletti. Ela explica que a primeira fase é muito importante para descobrir os perfis dos candidatos. Para selecionar esses 85 jovens, diz Caroline, foi necessário um trabalho árduo de observação entre muitos talentos, a fim de escolher aqueles que demonstraram mais interesse, força de vontade e que tiveram suas competências e habilidades vistas com mais destaque entre os avaliadores. E esse desejo pela mudança ultrapassa os muros e chega à comunidade, cada vez mais interessada neste grande laboratório de ideias.

Caroline também cuida da gestão do LabMocorongo, espaço onde os jovens colocam a mão na massa. “Nesse laboratório maker, os participantes desenvolvem aplicativos, sites, protótipos com arduíno, entre outros projetos. A partir da segunda fase, eles passam a utilizar esse ambiente para criá-los”, explica. É no Lab que os futuros empreendedores têm acesso a tecnologias necessárias para construir o que estava no papel.

Agora, nesta segunda fase, o objetivo é identificar ideias inovadoras que possam contribuir para transformar o dia a dia da própria comunidade e inspirar boas práticas sociais.

E quando se fala de inovação e empreendedorismo social em Santarém, Caroline relembra o sucesso da plataforma “Embarcar” (aplicativo e site que reúnem informações sobre as viagens de barco na região ribeirinha). O projeto nasceu ali, pelas mãos de Maickson Bhoim e Taissir Wilkerson, amigos que se conheceram no Pense Grande e hoje participam de concursos nacionais. “Eles são frutos da ONG Saúde e Alegria e exemplos para os atuais participantes. Sempre que possível, os chamamos para palestras e percebemos que os jovens ficam mais motivados, passam a enxergar suas próprias ideias como algo possível”, conta Caroline.

O pensamento motivador também está presente na fala dos atuais participantes do Pense Grande, Hiell Elenézio, de 21 anos, e Carla Michaelle, de 20. “O contato com o projeto e a ONG Saúde e Alegria está me ajudando a perceber que temos de olhar a carência das outras pessoas. Você precisa ver o que o outro precisa, para assim, poder realmente oferecer algum tipo de ajuda”, diz Hiell. Carla complementa: “As nossas expectativas são as melhores, ainda mais depois de passar pela primeira fase, que foi uma etapa de conhecimento, de pensamento em equipe e visualização de projetos anteriores. Eu ainda não tenho uma ideia fixa de empreendimento, mas, tenho certeza, quando as equipes forem formadas, coisas legais surgirão”, conta, sem esconder o entusiasmo.

Embora todas as etapas do programa sejam inspiradoras, Carla ressalta a importância de sempre mobilizar a comunidade e novos jovens para integrarem o grupo. O intuito, afinal, é que eles não apenas se descubram como empreendedores, mas também reconheçam o potencial ampliado de um trabalho feito em rede.


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