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14.09.2022
Tempo de leitura: 4 minutos

Vivo mostra como criou um programa de incentivo ao voluntariado que se tornou referência no Brasil

Luanda de Lima Sabença, Gerente de Comunicação e Voluntariado da Fundação Telefônica Vivo, participa de reportagem publicada pelo site Net Zero

Imagem mostra Luanda de Lima Sabença, gerente de Comunicação e Voluntariado da Fundação Telefônica Vivo. Ela é branca, tem cabelos castanhos lisos e usa blusa rosa claro.

Por Bruno Sousa, para o site Net Zero – Uma parte importante da estratégia social e de governança de qualquer empresa é o incentivo à participação de funcionários por meio de um programa de voluntariado. Porém, para fazer esse tipo de iniciativa, é preciso encarar com seriedade e foco o projeto, de forma profissionalizada e com responsabilidade tanto para os beneficiados quanto para os voluntários. É o que ensina a Vivo, que se tornou uma referência no assunto no Brasil.


Há 17 anos, a operadora promove, por meio da Fundação Telefônica Vivo, o programa interno com a possibilidade de que todo o quadro profissional participe de ações voluntárias, presenciais ou virtuais, e a distância, durante todo ano, em diferentes causas e áreas. De uma base de cerca de 33 mil funcionários, 20 mil participam de alguma forma como voluntários – ou seja, 65% do total.


A gerente sênior de mobilização e voluntariado da Fundação Telefônica Vivo, Luanda de Lima Sabença, conta que essa experiência acaba servindo de exemplo para outras empresas, que utilizam a operadora como benchmark. “A Vivo tem a questão de ESG na essência, e trabalhamos muito com educação e diversidade. São pautas que estão no dia a dia da empresa e faz parte da estratégia. Tem de ser essa coisa maior para se sustentar”, explica.


 


Educação no foco 


O foco em especial na educação (70% de todos os projetos têm esse tema) é como uma missão institucional no programa da operadora, e acaba servindo como baliza para a definição dos projetos. É importante estabelecer essa prioridade, diz Sabença.


Os projetos precisam ter uma estrutura de hierarquia. Eles são conduzidos por “embaixadores”, que lideram e gerem um comitê de voluntariado, formado por pessoas que planejam e executam os projetos. Um “sponsor” – geralmente um executivo, mas podendo ser até gestores de lojas em cidades menores – apoia a execução com a captação de recursos e engajamento dos funcionários.


Porém, é necessário selecionar quem não só quer ser voluntário, mas quem pode dedicar tempo a isso. Sabença explica que é preciso iniciar um processo de chamamento à participação por meio de um edital.

“Eles se inscrevem e fazemos a avaliação, porque a pessoa tem desejo, mas pode não ter tempo. O voluntariado dá trabalho.”

É nesse processo também que a empresa escolhe os embaixadores. Permeando tudo, há um trabalho de capacitação, tratando da gestão e governança, mas também preparando os profissionais para lidar com pessoas vulneráveis e situações desafiadoras. Isso faz parte da proposta de “humanização” desses projetos.


Em paralelo, a Fundação Telefônica promove um edital para escolher as instituições que serão beneficiadas pelo programa de incentivo ao voluntariado. Os próprios funcionários as indicam, mas são as instituições que precisam fazer a inscrição, preenchendo toda a documentação necessária. “Este ano foram 61 instituições em 49 cidades, onde montamos comitês. É muito legal de ver, conseguimos chegar a cidades muito pequenas”, afirma Luanda Lima. Segundo ela, serão beneficiados 39.810 pessoas.


Os projetos em geral são plurianuais, com acompanhamento de pelo menos três anos. A ideia é trazer mais sustentabilidade às instituições, atendendo às necessidades em prazo maior do que uma ajuda pontual.


Já os recursos podem vir da própria Vivo, ou parcialmente por meio de parceiros da operadora – o comitê busca essa captação com fornecedores e mesmo parceiros locais, como um comércio próximo à instituição beneficiada. Há ainda a modalidade de captação por pessoa física, por meio de crowdfunding.

“Uma vez que conseguimos todo o investimento para o projeto, montamos um plano de ação e de trabalho, o que geralmente demora uns seis meses, desde contratação de fornecedores, montagem e implementação.”

A Fundação Telefônica promove também um grande dia de mutirão de voluntariado, reunindo milhares de colaboradores para quem quer participar de alguma forma, mas não consegue disponibilidade ao longo do ano. Veja no quadro a seguir um passo a passo para o sucesso de um programa de voluntariado, ensinado por Luanda Lima:


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