Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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05.04.2016
Tempo de leitura: 3 minutos

Programaê!: alunos de escolas inovadoras são desafiados a criar e programar durante evento

O Programaê, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo e Fundação Lemann, realizou uma oficina no iMasters PHP Experience 2016. Confira como foi a participação dos estudantes.

Estudantes de Escolas que Inovam, como Campos Salles e Amorim Lima, participam de seminário internacional.

O Programaê, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo e Fundação Lemann, realizou uma oficina no iMasters PHP Experience 2016, que reuniu 1,5 mil programadores brasileiros e estrangeiros em São Paulo, nos dias 21 e 22 de março.

Os alunos das escolas municipais Campos Salles e Amorim Lima, que fazem parte do projeto Escolas que Inovam, ganharam um momento especial de formação ao lado de outros estudantes. Entre eles, estava Emmanuele Richard, mais conhecida como Manu. Convidada especial, a garota de apenas 13 anos, natural de Natal (RN) e aluna do 2º ano do Ensino Médio, é apaixonada por tecnologia. A influência vem do pai, o programador Emmanuel Richard Moura, e pelo aprendizado conquistado com o Programaê – site de livre uso para professores, estudantes e interessados. Manu aprendeu programar durante a participação do projeto na Campus Party Recife, de 2015.

Em São Paulo, Manu acompanhou, ao lado do professor Francisco Isidro, a facilitação do encontro, usando a trilha de formação do Programaê. Convocou alguns voluntários para “explorar novos universos”, mostrando que programação não é difícil “nem coisa de gênios”, como diz a estudante, mas resultado de estudo, análise e vontade de consertar. “Temos uma cultura intrínseca de que o que não funciona é errado. Vemos geralmente o fim da linha. Mas a reflexão tem que ser outra: podemos consertar. Voltar um passo e remodelar a solução”, complementou o professor.

Manu desenvolveu, com a ajuda do pai, um aplicativo para a Feira de Ciências da sua escola, que ajudaria os projetos a serem localizados e conhecidos pelos pais e visitantes. Foi a primeira vez que teve a sensação de solucionar um problema. E é isso que buscou transmitir aos meninos e meninas de 10 a 14 anos atentos da plateia: “Imaginem impactar milhares de pessoas?”, instigava-os. “As pessoas falam que não têm criatividade, mas sempre existe algo que você gostaria de melhorar. Taí a sua ideia.”

O aluno da Amorim Lima, Enzo Molinari, de 12 anos, um dos primeiros participantes a se candidatar como voluntário para participar da atividade, abrindo as portas para motivar seus colegas, declarou estar bastante empolgado. Ele, assim como os outros alunos presentes, saiu do evento com um certificado da Hora do Código, por terem cumprido um desafio de 20 etapas do Programaê, usando ferramentas da programação.

Na opinião de Isidro, nas escolas ainda existe um grande distanciamento entre o que se estuda e o que se aplica. “A programação é uma área muito rica, pois permite ligar os pontos. Dois universos extremamente distantes e teoricamente antagônicos passam a fazer sentido só de você conseguir organizar seu raciocínio”, argumenta Isidro. “É quando você começa a resolver problemas de matemática, física, química e até história e geografia.”

Para o professor, programar é também descobrir como fazer as coisas como sempre quis, “colocar suas ideias de moleque em prática”. Isso requer, muito mais do que talento ou um dom, uma mudança de postura, percebendo, por exemplo, as relações da tecnologia com outros aspectos da vida. “Para isso, temos que começar pelo primeiro passo; e o primeiro passo é agora.”


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