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02.06.2017
Tempo de leitura: 4 minutos

Projetos e plataformas estimulam uma terceira idade conectada e ativa

Conheça iniciativas que aproximam a população mais velha da tecnologia e também do mercado de trabalho

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Conheça iniciativas que aproximam a população mais velha da tecnologia e também do mercado de trabalho
“Quando o computador foi criado, ficou por muito tempo dentro das empresas. As mulheres, principalmente as donas de casa, não tinham acesso a essa tecnologia. Ao chegar aos lares, eles foram primeiramente usados pelos mais jovens. E hoje, na era dos smartphones, as idosas se deparam com uma tecnologia alienígena, porque elas perderam todo esse aprendizado”.
Foi esse contexto citado pelas estudantes de sistema de informação Jaqueline Santos e Amanda Ramos que as fez criar um projeto para apresentar ferramentas do mundo digital a mulheres com mais idade. Nascia o Empoderamarta.
A plataforma, em fase de validação, promove encontros quando uma “Marta” – o modo como elas carinhosamente denominam as alunas – expressa o que gostaria de aprender e entra em contato com o Empoderamarta. E assim, uma profissional treinada dá aulas com uma didática própria e paciente. A solução é também solidária. Se uma idosa adquire uma aula (preços ainda indefinidos), automaticamente está custeando a de alguém que não tem condições de pagar.

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Amanda e Jaqueline

Em abril de 2017, Amanda e Jaqueline estiveram no Women20 Summit 2017 em Berlim, na Alemanha, em evento do G20 sobre mulheres. Em uma das premiações com concorrentes do mundo todo, a plataforma ficou em 3º lugar.

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“Suas demandas são muito básicas, como, por exemplo, mandar fotos por WhatsApp, excluir uma conversa ou criar um grupo”, explica Amanda. “Muitas dessas mulheres pensam que as tecnologias funcionam só para elas. Que quando sua filha posta uma mensagem no Facebook, ela está iniciando uma conversação. Então o trabalho é ensinar como funcionam as interações iniciais”. Aprendendo o primordial, as mulheres também adquirem ferramentas potentes para se reinventarem, como é o caso da própria mãe de Jaqueline, que está usando o conhecimento aprendido para ensinar outras mulheres a melhorar sua relação com a tecnologia.

Mercado de trabalho

O Brasil é um país que está envelhecendo: estima-se que em 2035, a única população que aumentará será aquela acima de 45 anos, e que esse contingente será majoritariamente de mulheres. Logo, pensar numa longevidade produtiva faz sentido tanto nas áreas de saúde da população quanto na de mercado.
Morris Latvak percebeu a deterioração da saúde de sua avó assim que ela parou de trabalhar. Sendo voluntário em asilos, o empreendedor notou também que o ócio afetava muito outros idosos.  Foi para criar pontes entre uma população cheia de potencial e o mercado de trabalho que ele lançou o MaturiJobs.
A plataforma é um banco de currículos de profissionais com mais de 50 anos. Nela, o usuário pode se cadastrar tanto para vagas fixas como para temporárias. Já as empresas cadastradas têm à sua disposição um arsenal qualificado de profissionais. São hoje mais de 45 mil pessoas conectadas à plataforma e cerca de 500 empresas interessadas em contratar esses profissionais.
“Os idosos fazem parte de uma geração acostumada a carreiras de longa duração e que têm dificuldade em se recolocar no mercado de trabalho atual, embora cheios de conhecimento e experiência. O mercado, por sua vez, encontra barreiras em contratar uma população mais madura”, diz Latvak.
O empreendedor percebeu um movimento interessante; ainda que algumas empresas tenham dificuldade de passar pelo etarismo – preconceito contra uma determinada faixa etária – elas estão se abrindo para as vantagens de contratar pessoas que já tiveram uma longa carreira e com ganas de inovar. “Hoje são as empresas que estão nos procurando, entendendo o benefício social de contratar profissionais mais maduros tanto socialmente quanto pela grande experiência que agregam aos mais diferentes setores”, diz.


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