Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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12.05.2015
Tempo de leitura: 4 minutos

Reflexão +15: Circuito RIA começa com debate sobre presente e futuro da tecnologia aliada à educação e comportamento

Inaugurando sua nova versão, o Circuito RIA chegou a Fortaleza na manhã desta terça-feira, 12 de maio, abrindo o dia de debates e oficinas com uma conversa sobre a tecnologia hoje e o futuro de nossa sociedade, que levantou temas como a velocidade da revolução digital e a função da educação para a atual geração de jovens.
Mestre de cerimônias, o ator Gero Camilo apresentou os convidados e rasgou elogios à todos. De início, a diretora presidente da Fundação Telefônica Vivo, Gabriella Bighetti, destacou os estudos Juventude Conectada e Tendências Visões + 15, para apresentar o tema da relação contemporânea com os meios tecnológicos. “Percebemos, por exemplo, que o celular é a ferramenta de democratização da internet e que 90% dos jovens na região Norte se conectam desta forma. E, claro, podemos falar também  da personalização da educação como outra megatendência: a gente não precisa do mesmo remédio para todas as crianças de 9 anos, então por que a gente dá a mesma aula de matemática?”
A partir daí, os convidados Silvio Meira, fundador e presidente do Porto Digital, e Xico Sá, jornalista e escritor, também trataram da linha do tempo – passado, presente e futuro – na relação das respectivas áreas: o primeiro, eletrônica e tecnológica, enquanto o segundo com base na experiência jornalística.
“O tempo que a gente está vivendo aqui e agora é especial, ele cria futuros diferentes daqueles que a gente vinha se acostumando pós-revolução industrial. Mas como fazemos com que as coisas que queremos que aconteçam, aconteçam de fato? Eu não quero criar pressa, mas tenho 60 anos e fui vendo isso acontecer na minha vida. O que era plano, foi virando história. Então temos que se preocupar em participar da construção do futuro”, afirmou Meira, trazendo ainda alguns números para argumentar: “Hoje, 80% da base da Vivo é de smartphones; mais de 90% dos celulares vendidos em janeiro e fevereiro deste ano no Brasil foram smartphones. Em 20 anos, a gente conectou mais gente que em 70 na eletricidade.”
Já Xico lembrou de uma entrevista que fez com o próprio Meira há 15 anos – “Eu levei um susto tão grande quando ele disse que, no futuro, tudo ia ser pelo celular e essa tem sido minha relação: primeiro o susto, depois a blasfêmia e, por fim, o vício completo nas novas tecnologias” – e também procurou desmentir uma ideia de que as novas tecnologias podem acabar com as relações pessoais. “Na minha crônica, o tempo todo eu coloco como a conectividade mexeu com os amores, mas será que aquela coisa do eterno tem essa vantagem toda? As coisas podem ser mais aceleradas e boas também. Houve uma visão apocalíptica de não haver mais olho no olho porque as pessoas vão estar navegando numa fibra… tremenda bobagem. A inovação vai tirar a cadeira na calçada? Não, é uma nova cadeira numa calçada do mundo, maior.”
Questionados pelo público sobre como aliar o avanço tecnológico às referências locais e da história das comunidades em que os jovens vivem, os participantes também compartilharam de experiências que mostram que essa união é possível e necessária.
“Aos 30 anos, eu descobri que tinha de ter algo ao redor para juntar com o que eu estava fazendo (eletrônica) e comecei a tocar tambor de maracatu, entender o que é isso, o maracatu, o carnaval. Esse é o papel dos professores: se falarem só de tecnologia, o mundo vai resumir a isso”, colocou Meira.
“Vivemos uma valorização gigante do regional, do micro, dos jovens querendo encontrar o seu lugar. A tecnologia me permite gravar um CD no Cariri, ter o jornal do meu beco, então há uma valorização da história local”, finalizou Xico Sá, que antes já havia tratado da mesma ideia a partir da história do Padre Cícero, tradicional personagem da região de Juazeiro do Norte e Crato, no Ceará.
“O milagre dele era saber as coisas antes. Ele tinha uma rede de informantes, as pessoas que iam anotando, que ele recebia cartas. O dom era a informação. E hoje é isso: ter a informação antes é um poder sem limite”, finalizou.
O primeiro painel do Circuito RIA encerrou-se entre aplausos e reflexões sobre presente e futuro. No site do evento, você confere, ao vivo, a transmissão do próximo bate-papo. Assista: www.riafestival.com.br/circuito


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