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03.02.2015
Tempo de leitura: 4 minutos

Revolução feminina mostra programação em prol do empoderamento das mulheres

Com o projeto Technovation Programaê!, a Fundação Telefônica Vivo, em conjunto com a Fundação Lemman, quer empoderar mulheres através do tema da programação.

Revolução feminina mostra programação em prol do empoderamento feminino

No mundo da programação não é exatamente surpresa saber que as mulheres não são muito presentes. Algo parece deixá-las distantes desse mundo, seja pela predominância masculina ou por razões que vão do preconceito ao estereótipo, até a existência velada de barreiras culturais que as separam desse mercado de trabalho. Minoria nas escolas de engenharia, em cursos de programação e startups, o quadro promete mudanças em pouco tempo. Uma nova revolução feminina tem entre suas missões firmar que lugar de mulher é, também, na área da tecnologia.
Um artigo escrito pela ONG Girls Who Code, em 2014, constatou que aos quinze anos, meninas de todo o mundo superam os meninos em ciência, exceto em países como EUA, Grã-Bretanha e Canadá. Da mesma forma, as notas de matemática entre ambos os sexos não divergem até a adolescência. A realidade é que elas estão começando a consumir tecnologia cada vez mais cedo, além de serem maioria entre os usuários em redes sociais como Twitter e Facebook. E, ao contrário dos garotos, são ensinadas desde cedo que os campos de computação e tecnologia não são para elas, tornando ainda mais problemática a tradição que as coloca fora do ramo das Ciências Exatas, desperdiçando talentos.
Referência no assunto, Camila Achutti, 23 anos, é diretora nacional do Technovation Challenge Brasil – iniciativa apoiada pelo PROGRAMAÊ! que incentiva meninas a serem empreendedoras da tecnologia – e fundadora do Mulheres na Computação, site de apoio, incentivo e difusão da participação feminina do mesmo mercado. Em conversa sobre sua trajetória na programação, ela conta que o blog surgiu por uma necessidade: “Quando eu estava na faculdade de ciência da computação, pela IME-USP, encontrei uma foto da primeira turma do meu curso, de 1971, uma sala com 70% de mulheres, que viraram 3,7% no ano de 2013. Comecei a me envolver na teoria feminista para tentar entender esse cenário. Descobri que, nos anos 80, a programação estava logo no início e era compreendida como um processamento de dados, um recurso que as mulheres já conheciam como secretárias. A partir dos anos 90, quando foi destacado seu poder econômico, os homens passaram a aumentar sua participação nesse meio.”
Segundo o Censo 2010, o último levantamento do IBGE, elas representam apenas um quarto das 520 mil pessoas que trabalham com computação no Brasil. De acordo com o mesmo recenseamento demográfico, o salário médio das mulheres no setor de TI é 34% menor do que o dos homens. E, nos cargos de chefia, elas chegam a receber 65% menos. Os dados revelam que há um longo percurso a seguir para criar uma comunidade mais diversa, aberta e inclusiva. Camila completa: “Tudo o que eu faço hoje tem a ver com mostrar às meninas que a programação mudou a minha vida através de uma ferramenta incrível que é a tecnologia. O único jeito de quebrar o estereótipo é mostrar fazendo. Na ideia da prática, o Technovation apresenta o processo inteiro, como meio de construção. Atualmente, 70% das meninas que entram no programa saem acreditando que a tecnologia é uma aliada e 40% delas segue carreira.”
A Fundação Telefônica Vivo, em conjunto com a Fundação Lemman, através do Technovation Programaê!, quer inspirar e incentivar meninas a mudar sua percepção sobre tecnologia, aproximando do tema da programação, visando a conquista de mais autonomia, empreendedorismo e novas ferramentas para transformar o mundo. Entre tantos outros avanços, agora é a vez de usar a programação em prol do empoderamento das mulheres.
Saiba mais sobre o Technovation Programaê no site:



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