Informe Social 2025: inclusão digital como chave para a equidade na educação pública.

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09.11.2017
Tempo de leitura: 5 minutos

SITES E APPS PARA INSERIR TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

Existem milhares de recursos tecnológicos que podem apoiar a dinâmica de estudo entre professores e alunos e ainda abrir portas para a inclusão da lógica de programação nas escolas – até mesmo para a Educação Infantil. A iniciativa ajuda a otimizar questões que antes poderiam ser um pouco demoradas, como fazer o controle de tarefas, corrigir provas ou organizar grupos e entregas de trabalhos. O uso de sites ou aplicativos (apps) na rotina da sala de aula estimula o interesse dos estudantes, já acostumados a criarem conteúdos fora desse ambiente em suas redes sociais, por exemplo.


Com isso, começa um ciclo que favorece o desenvolvimento de novos projetos relacionados ao mundo da informática no ensino de disciplinas comuns como matemática, história, literatura, português e até arte e educação física. Trazer para a rotina escolar ferramentas que crianças e adolescentes têm familiaridade derruba também a ideia de que internet e tudo o que ela envolve pode ser contraproducente ou, como costumava-se dizer no início dos anos 2000, “que não era possível estudar navegando pelo Google”. Para educadores que utilizam esses artifícios para planejar aulas, pesquisar temas para matérias, mas têm receio de compartilhar isso na hora de ensinar, existem alternativas simples, que complementam o uso do Programaê!.


Se antes os mapas de papéis eram fundamentais para o ensino de Geografia – e desenhá-los em folha de seda era tarefa -, hoje facilidades que usamos em nosso dia a dia, como Google Street View Google Earth mostram em tempo real e em 3D tudo o que acontece em um lugar. Dá para visitar todas as regiões do país e do mundo, conhecer de verdade a diferença entre caatinga e cerrado ou ser transportado para Lisboa e saber o que restou da época do descobrimento.


Existem também canais do YouTube voltados para a Educação. Uma pesquisa realizada em 2015 pela “E-learning Infographics” revela que para 68% dos docentes, o uso de vídeos em sala de aula estimula a discussão entre o grupo e para 66% deles, aumenta a motivação em classe. A própria plataforma tem um canal, o “YouTube Educação”, em parceria com a Fundação Lemann, com conteúdos para os Ensinos Fundamental e Médio. Outra dica é a plataforma TED, com vídeos de palestras e bate-papos super informativas e com temas variados, captados nos eventos que acontecem em diversos países.


Quem quiser ir além dos conteúdos disponíveis online, pode usar o Animoto, um site que permite a criação de vídeos usando fotos, músicas, gravações e subir no YouTube. O professor pode usá-lo para falar de um livro, relacionar um assunto da disciplina com algo atual. Enfim, transformar o aprendizado, deixando-o mais interativo e colaborativo.


Outro aplicativo que ajuda a deixar as aulas mais interessantes é a Educreations, que funciona como se fosse uma lousa mágica. Nela, é possível criar suas próprias “histórias” ao gravar vídeos, voz, usar fotos, desenhos e desenvolver questionários. Uma maneira de deixar mais dinâmico o que tem nas apostilas, por exemplo, e de um jeito único e original. A ferramenta é grátis e permite acrescentar comentários que possam ocorrer durante as aulas, ideias que possam enriquecer o material ou mesmo uma sugestão para solucionar uma tarefa. Na mesma linha existe o ThingLink, que pode ser usado pelos alunos em apresentações de trabalhos ou dever de casa.


Talvez o mais conhecido entre profissionais de qualquer área seja o Evernote. Ele permite que o usuário crie notas, salve-as em cadernos com temas diferentes, grave áudios e ainda faça pastas de “clipping”. Ou seja, permite guardar matérias e outras coisas que tenha visto na internet e achado interessante. Mas o melhor de tudo é que é possível compartilhar com os alunos, que ficarão por dentro de todas as atualizações. Com isso, é possível criar grupos de estudos entre eles e que uma pessoa fique responsável em liderar e repassar as notas aos demais, caso o acesso seja difícil para todos.


Igualmente simples e com várias possibilidades de criar trabalhos é o Google Drive, onde pode-se compartilhar arquivos de qualquer tipo, fazer textos, planilhas e apresentações. Tudo o que é feito nesta ferramenta é salvo automaticamente e as correções e comentários sobre um texto podem ser vistas em tempo real. Corrigir textos, por exemplo, pode ser uma tarefa otimizada e fácil de ser administrada tanto pelo docente quanto pelo estudante com o uso do “Drive”.


Para quem busca novos métodos que contribuem com o aprendizado de temas específicos, como a  Tabela Periódica usada em química, pode contar com o apoio da The Elements: a visual exploration. Nessa ferramenta, o usuário vê os elementos químicos que compõem a tabela como eles são e têm acesso a informações de peso atômico, densidade, ponto de fusão. Simples e fácil de memorizar.


Para estudantes em idade de vestibular, a dica é o “Exercitando a Matemática”, um app com mais de 300 perguntas de vestibulares antigos das principais universidades do Brasil. O usuário acompanha seu desempenho e pode levar as dúvidas ao professor. Estas são apenas algumas sugestões de um campo que cresce cada vez mais, tornando-se mais rico e útil. Mas vale lembrar que nenhuma dessas aplicações, ferramentas ou plataformas são bem aproveitadas sem a visão criativa e orientação do professor.


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