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07.04.2022
Tempo de leitura: 4 minutos

Uso consciente da internet é tema de curso para educadores

A formação continuada da plataforma Escolas Conectadas tem como proposta capacitar docentes para que incentivem crianças e jovens a usarem a internet de forma segura e consciente

Imagem mostra uma menina negra utilizando um celular.

Ainda que o bullying tenha sido uma prática naturalizada por muito tempo, hoje ele é tema de discussão nos mais diversos grupos sociais. Uma ocorrência pode acontecer no ambiente de trabalho, no círculo familiar ou mesmo on-line. Contudo, é na escola que a prática costuma ser mais constante e traumática. Nesse sentido, o uso consciente da internet pode ajudar os estudantes a combater o cyberbullying.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019 (PeNSE), 23% dos jovens, entre 13 a 17 anos, se sentiam humilhados por provocações de colegas da escola.

Como foi dito anteriormente, a internet também se mostra como um ambiente propício para novos casos de bullying. Muitas vezes, a pessoa que comete bullying se aproveita do distanciamento físico e do falso anonimato nas redes para cometer atos que não faria pessoalmente.

Com o propósito de capacitar docentes, coordenadores pedagógicos e gestores de tecnologias educacionais para que possam orientar os estudantes ao uso consciente, responsável e seguro da internet, a Fundação Telefônica Vivo e a área de Sustentabilidade da Vivo idealizaram o curso Cidadania Digital: Educando para o Uso Consciente da Internet.

A formação está disponível na plataforma Escolas Conectadas e pode ser realizada gratuitamente. São 48 horas de duração e as aulas têm início no dia 11 de abril. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site da plataforma Escolas Conectadas.

 

Educando para o uso consciente da internet 

O curso tem como base a formação “Educando para boas escolhas on-line”, uma produção da SaferNet Brasil. A adaptação desenvolvida para o escopo do projeto Escolas Conectadas foi feita em parceria com a  UNESCO. Desse modo, o conteúdo alinha diferentes áreas de conhecimento e diversas realidades vivenciadas no ambiente escolar para se aproximar dos públicos de interesse.

A formação aborda as diversas manifestações de cyberbullying, métodos de prevenção e denúncia de casos que chegam ao conhecimento dos educadores. Traz um novo olhar sobre a utilização das redes e oferece múltiplas possibilidades de abordagens pedagógicas.

“A variedade dos temas e a sequência organizada permitiram refletir sobre várias situações vivenciadas com meus alunos e como seria se, naquela época, tivesse o conhecimento adquirido na formação. Valeu a pena ter investido meu tempo neste curso”, declara a educadora Débora Regina de Souza.

Já para a educadora Maria de Lourdes Silva de Oliveira, a formação contribuiu com questões de sua comunidade escolar. “Muitos alunos ganharam celulares para assistirem às aulas remotas, mas não receberam educação digital. Então o curso foi de grande importância e serviu de respaldo para trabalhar o tema com maior segurança na escola”, afirma.

 

Cyberbullying: a violência virtual 

A prática do bullying por meio das tecnologias digitais é tão comum quanto a prática presencial. Entretanto, o cyberbullying tende a ser ainda mais relevante que o bullying, pois se estende além dos ambientes públicos de convivência. Ou seja, a modalidade impede que a vítima possa fugir das ofensas e ameaças, ainda que se isole.

Geralmente, os agressores se sentem protegidos através de perfis falsos em redes sociais. Mas o que poucos sabem é que suas atividades deixam rastros virtuais que podem ser detectados e permitem a identificação dos agressores.

Dentre as principais práticas de cyberbullying estão a divulgação de conteúdo íntimo, calúnias, difamações, injúrias e perseguições. Todas elas podem resultar, a médio prazo, em desordens psíquicas como depressão, síndrome do pânico e transtorno de ansiedade.

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola 

Instituída em 7 de abril de 2016, a data é uma iniciativa para chamar atenção às consequências do problema e promover uma reflexão sobre o tema.

Conforme definição da Lei nº 13.185/2015, bullying, ou intimidação sistêmica, é todo ato de violência física ou psicológica intencional, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, causando dor e angústia.

A partir da lei, foi criado o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, com diretrizes a serem seguidas para o enfrentamento do bullying, capacitando educadores e equipes pedagógicas e integrando os meios de comunicação de massa na discussão, conscientização e orientação para solucionar o problema.


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