Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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27.03.2019
Tempo de leitura: 4 minutos

Voluntária cria bonecas para crianças semelhantes a seus donos

Voluntária cria bonecas para crianças semelhantes a seus donos

Amy Jandrisevits aparece na imagem costurando em uma máquina de costuras. Uma boneca está em primeiro plano

Amy Jandrisevits tem 45 anos, é mãe de três filhos e sempre gostou de costurar. Desde 2015, a americana transformou a sua mesa de jantar em um espaço de trabalho, onde faz bonecas que ajudam crianças a ficarem mais confiantes de ser diferentes das outras. Amy criou o projeto Uma boneca como eu e fabrica figuras de pelúcia que são idênticas a crianças com características específicas ou que tenham algum tipo de deficiência.

Moradora da cidade de New Berlin, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, Amy trabalhava como assistente social no Hospital Memorial de Long Beach, na Califórnia, atuando com famílias e crianças que enfrentam doenças terminais. Para ajudar esses pequenos a expressarem suas esperanças e medos, ela costumava usar bonecos como uma forma de terapia. A partir disso, percebeu que lidava com uma grande variedade de perfis e diferentes desafios enfrentados por essas crianças como, por exemplo, queda de cabelo devido à quimioterapia.

A assistente social notou que os corpos das bonecas tradicionais davam uma mensagem negativa para crianças diferentes daquele padrão. “Eu sempre amei bonecas. Descobri que a criação delas combina meu amor pelas crianças, meu amor pelas bonecas e minha paixão por ajudar os outros”, explica em entrevista concedida a CBS News.

Como tudo começou

Apenas por diversão, em 2014, Amy costurou um lote de bonecas de pano com temas esportivos. Uma amiga postou imagens do trabalho nas redes sociais. Entre os comentários na página da amiga, Jandrisevits viu a mensagem de uma mulher esperando encontrar uma boneca para sua filha, que recentemente teve a perna amputada. “Lembro de pensar como era estranho dar a uma criança sem cabelo uma boneca com cabelo. A perda de cabelo é um lembrete físico para elas e para todos que as veem em tratamento. Fazer isso parecia errado”, comenta entrevista ao The Washington Post. A partir dessa iniciativa, Amy se conectou com duas organizações administradas por mães, que a incentivaram a entrar nas redes sociais. E nesse momento criou sua própria página Uma boneca como eu.

Em dois meses, recebeu cerca de 200 pedidos apenas para bonecas com diferenças nos membros. Em 2015, Amy começou o projeto que ajudou centenas de crianças a se sentirem vistas do jeito que são. “É tão difícil dizer a uma criança: Você é linda do jeito que é, mas nunca verá uma boneca que se pareça com você. Eu queria mudar isso”, revela.

A partir de suas criações e da página no Facebook, a assistente social aposentada recebe cada vez mais pedidos que vão de bonecos que representem crianças em transição de gênero até pintas espalhadas pelo corpo e características físicas como vitiligo, albinismo, cabelos cacheados, olhos puxados, etc.

Texto Alternativo Montagem traz três bonecas produzidas pela voluntária

Três bonecas produzidas por Amy

Muito trabalho e dedicação

Nos últimos quatro anos, Amy fez aproximadamente 300 bonecos. E a lista de espera ainda é grande. Diante da grande demanda de produção, Amy é frequentemente questionada sobre contratar ajuda. “Eu quero que isso seja uma experiência pessoal para cada pai e filho, não uma experiência de fábrica. Os pais me levam a uma parte privada e muitas vezes dolorosa de suas vidas”, comenta.

Os bonecos são vendidos pelo valor de US$ 85 a US$ 100 (cerca R$ 320). Seu grande objetivo é dar conta da centena de pedidos que recebe e são gratuitos para famílias que não podem pagar por eles. Isso acontece graças a uma conta do GoFundMe que já arrecadou mais de US$ 38 mil (cerca de R$ 143 mil). Qualquer pessoa do mundo pode colaborar com a iniciativa. “As bonecas não são apenas parte integrante da terapia, mas também são formas tangíveis de demonstrar que você é perfeito do jeito que é”, acredita Amy.


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