Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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13.11.2020
Tempo de leitura: 4 minutos

CONHEÇA NINA DA HORA, A JOVEM QUE ESTÁ HACKEANDO O SISTEMA PARA O BEM

Estudante carioca de Ciência da Computação tem projetos para incentivar mulheres e negros no universo da tecnologia

Já ouviu falar da jovem Ana Carolina da Hora, ou melhor, Nina da Hora?

Com 25 anos, a estudante de Ciência da Computação nascida em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, trabalha pela inserção de mulheres na tecnologia e usa suas habilidades de hacker para lutar contra o racismo e o sexismo.

Nina é um exemplo de profissional que usa a Ciência da Computação para o Bem. Este é também o lema da Hora do Código 2020, uma campanha global que acontece em 180 países e busca mostrar como é possível aprender um pouco de programação em apenas 60 minutos. A Fundação Telefônica, por meio do Programaê!, é a representante oficial deste movimento no Brasil, que neste ano acontece de 22 a 15 de novembro.

Criado pela Code.org, a Hora do Código tem como objetivo desmistificar o mundo dos códigos e provar que qualquer pessoa pode aprender os fundamentos básicos do pensamento computacional. Aqui no site do Programaê! você encontra atividades e diversos tutoriais gratuitos para onde e quando quiser participar da Hora do Código.  Clique aqui e saiba como participar!

Hoje, Nina está à frente de duas iniciativas que promovem inclusão digital através de ensinamentos sobre pensamento computacional, mas tudo começou quando ela era uma adolescente de 15 anos que trocou a festa de aniversário por um ingresso para um evento de tecnologia e entretimento digital. Desde então, o mundo tech não saiu mais de sua vida.

Seu objetivo é compartilhar conhecimento e empoderar jovens negros, principalmente mulheres, para que, assim como ela, ocupem seus espaços no mercado tecnológico — ainda dominado por homens e brancos. Segundo pesquisa da Olabi, organização social que estimula a diversidade na área da tecnologia, os profissionais do setor são predominantemente homens, 68,3%, e pessoas brancas 58,3%. Além disso, segundo o IBGE, apenas 20% dos profissionais contratados na área de TI no Brasil são mulheres.

“O termo hackear ficou preso à tecnologia, mas se aplica a tudo, porque é você ressignificar um padrão. É pegar um que já existe e dar novo sentido para melhorar algo. A educação é a melhor forma de hackear todos os sistemas [quebrando padrões que estimulam a desigualdade]”, Nina da Hora em entrevista ao portal UOL

Desta forma, para hackear o racismo e o sexismo dos sistemas e colocar em prática seus objetivos, Nina criou os seguintes projetos:

Computação sem Caô: canal no Youtube onde ensina conceitos da computação de modo simples e gratuito, além de falar sobre pensamento computacional e debates sobre o problema do racismo algorítmico.

Ogunhê: podcast sobre as contribuições de cientistas africanos para o mundo. O objetivo é resgatar a história desses profissionais e dar visibilidade para a ciência feita por eles, para que pessoas negras se sintam mais representadas.

Em 2019, Nina ainda participou da série de podcasts do Programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, onde fala sobre cultura maker e emprededorismo social.

Assim, a Ciência da Computação para Bem, ou em inglês Computer Science for Goodé também hackear os sistemas para torná-los mais justo. Por isso, se você quiser fazer parte deste movimento global que é a Hora do Código, e fazer o bem por meio da programação como a Nina da Hora, disponibilizamos conteúdos e tutoriais de 60 minutos com trilhas formativas sobre linguagem de programação que podem ser realizadas de forma fácil e divertida de onde você estiver. Clique e venha fazer parte da #CSforGood.


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