Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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06.07.2020
Tempo de leitura: 2 minutos

Ensino Médio: O impacto do empreendedorismo no novo currículo escolar

O empreendedorismo é um dos eixos que guiam o novo currículo do Ensino Médio. Entenda como as competências relacionadas ao tema podem ser trabalhadas pelas escolas dentro dos itinerários formativos.

Imagem mostra um jovem olhando para um caderno e segurando um lápis

Tomar decisões conscientes, pensar em soluções coletivas e medir o impacto social gerado no mundo. Essas competências são frequentemente relacionadas ao empreendedorismo e pouco associadas à escola. Por outro lado, se mostram cada vez mais essenciais para enfrentar os desafios do século XXI.

Com o intuito de construir uma escola que dialogue com a realidade atual dos estudantes, a criação do Novo Ensino Médio propõe aprofundar os conhecimentos através do desenvolvimento de habilidades e competências, que preparem os jovens para a transição da Educação Básica para a vida profissional e o Ensino Superior.

O Ministério da Educação (MEC) sancionou, em 2017, mudanças vinculadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que as redes estaduais montem currículos mais dinâmicos e significativos para os estudantes.

Sem deixar de cumprir uma carga horária mínima de aprendizado nas áreas de conhecimentos regulares, os jovens também terão a oportunidade de construir projetos de vida, escolher itinerários formativos para aprofundar habilidades e receber orientação para traçar objetivos para o futuro.

Para além do currículo regular, que engloba as áreas de conhecimento essenciais para a formação básica dos estudantes, os itinerários formativos têm a proposta de aplicar esses aprendizados na realidade dos jovens, pensando a escola como um espaço integral de desenvolvimento de competências como empatia, autonomia, argumentação, identidade individual e coletivo. O intuito é proporcionar protagonismo a esses jovens e prepará-los para os desafios do século XXI.

Com a ajuda do Instituto Iungo, a Fundação Telefônica Vivo elaborou um infográfico que mostra o impacto do empreendedorismo na construção desse novo currículo e como o tema se relaciona com os elementos pedagógicos previstos.

 

Os tipos de itinerários formativos Cada rede estadual tem a opção de organizar os currículos para o Ensino Médio de maneira flexível, garantindo um desenvolvimento aplicado aos diferentes contextos regionais e desafios locais. Ainda assim, os itinerários e as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) são obrigatórios nessa construção. Itinerário de aprofundamento Relacionados com as áreas de conhecimento, esse tipo de itinerário tem como objetivo aplicar, na prática, o que foi aprendido em sala. Atividades pedagógicas: Aprendizado através de projetos (pesquisa científica, simulação de um empreendimento, etc.). Construção de Projeto de Vida Esse itinerário oferece ao estudante a oportunidade de se dedicar aos processos de autoconhecimento, reconhecimento do outro e dos impactos gerados por essas decisões. Atividades pedagógicas: Analisar dilemas sociais; reconhecer as potencialidades e as motivações individuais e coletivas; trabalhar em equipe; aprender a fazer escolhas; transição para a vida profissional. Eletivas Ligadas à capacidade de escolha dos estudantes, as eletivas vão dialogar com os campos de interesse de cada um. A ideia é que, ao longo do Ensino Médio, esse jovem vivencie eletivas bimestrais, como por exemplo: Empreendedorismo; Ética e Cidadania; Comunicação Não-Violenta; Mediação de Conflitos e Criação de conteúdos para Redes Sociais. Itinerário Integrado Algumas escolas também oferecem a oportunidade de aplicar as áreas do conhecimento de forma interdisciplinar para desenvolver uma formação Técnica e Profissionalizante. Empreendedorismo na escola O empreendedorismo se destaca como um dos eixos estruturantes das competências trabalhadas pelos itinerários formativos. Isso significa que ele pode ser trabalhado, de diferentes formas, no aprofundamento, dentro dos projetos de vida e como uma eletiva. Empreendedorismo como itinerário Dentro dos projetos ligados ao aprofundamento e ao projeto de vida, é possível trazer simulações que incentivem os estudantes a trabalhar habilidades relacionadas ao empreendedorismo. Aqui, esse desenvolvimento está mais ligado à competência do que à prática profissional. Objetivos: Trabalhar estratégias de interação e fazer com que os estudantes se enxerguem como agentes de transformação. Aprendizados: Gestão de tempo, liderança, trabalho em equipe, tomada de decisão, empatia, comunicação; Empreendedorismo como eletiva Neste caso, o Empreendedorismo entra como tema central e os conhecimentos trabalhados, usando as competências e habilidades como ferramentas para entender o funcionamento de um negócio. Objetivos: A ideia é apresentar os desafios, as possibilidades e as referências do empreendedorismo como uma opção de carreira profissional. Aprendizados: Modelo de negócios; Gestão financeira; Ferramentas tecnológicas e estratégicas; Faturamento e captação de recursos. Implementação dos itinerários Carga Horária A carga horária mínima para os três anos do Ensino Médio é de 3.000 horas (1.000h/ano). Desse total: 1.800 horas deverão ser dedicadas ao currículo básico (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas + Formação Técnica e Profissional). 1.200 horas serão dedicadas aos itinerários formativos (aprofundamento, projeto de vida e eletivas). → Cada rede escolherá como dividirá essas modalidades ao longo dos três anos. A ideia é que as escolas respeitem a carga mínima das 1.800h, pelo princípio de equidade. Formação dos professores O papel do professor nesta nova estrutura é de fundamental importância para que este desenvolvimento seja feito adequadamente. O educador fica responsável pela: Orientação na construção dos percursos formativos; Propostas pedagógicas significativas; Facilitar o acesso ao conhecimento; Ampliar os caminhos e possibilidades; → As redes devem oferecer formações para que esses educadores estejam aptos para dialogar com as novas diretrizes curriculares e trocar experiências durante este processo.

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