Informe Social 2025: inclusão digital como chave para a equidade na educação pública.
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30.01.2026
Tempo de leitura: 5 minutos

OCDE aponta 4 competências essenciais para o futuro do trabalho e da educação

Letramento, matemática, resolução de problemas e habilidades socioemocionais são competências-chave para acompanhar as transformações tecnológicas

Imagem ilustra a matéria que exemplifica os termos competências futuro trabalho

Como os países podem preparar suas populações para construir as competências necessárias para sustentar o crescimento econômico e o progresso social em um cenário de mudanças aceleradas? É justamente essa difícil pergunta que o relatório OECD Skills Outlook 2025 (Perspectivas de Competências da OCDE 2025, em tradução livre), que analisa dados de pesquisas realizadas em 31 países, se propõe a responder.

O estudo identifica um conjunto de competências-chave para o século XXI, com destaque para a matemática e o letramento, cada vez mais indissociáveis do ambiente digital, entre as principais habilidades. O levantamento reforça ainda que crianças, jovens e adultos precisarão aprender continuamente ao longo da vida para acompanhar transformações tecnológicas, produtivas e sociais.

De acordo com a OCDE, como as demandas por competências estão evoluindo mais rapidamente do que os ciclos de políticas públicas, investir em aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning) torna-se decisivo para ajudar as pessoas a se adaptarem, fortalecer a produtividade e reduzir a desigualdade. Para isso, esse processo precisa estar ancorado em estratégias flexíveis e em informações atualizadas sobre o mundo do trabalho.

Ao analisar como os países podem se preparar para sustentar o crescimento econômico e o progresso social, o OECD Skills Outlook 2025 organiza parte central de sua análise em torno de competências-chave. Na prática, o relatório identifica quatro competências essenciais para o futuro do trabalho e da educação, por formarem a base para a aprendizagem ao longo da vida, a mobilidade entre oportunidades e a adaptação às mudanças tecnológicas e produtivas. São elas:

 

1) Letramento e competências digitais

O relatório trata o letramento (leitura, interpretação de texto e escrita) como uma competência central. É a base para compreender, interpretar e usar informações ao longo da vida. No contexto atual, essa competência se conecta diretamente ao cotidiano digital — já que boa parte da informação, da formação e do trabalho circula por ambientes e ferramentas digitais. Sem esse domínio, tendem a se ampliar as barreiras de acesso a novas oportunidades de aprendizagem e inserção profissional.

 

2) Matemática

A matemática é outra competência central do conjunto analisado pela OCDE. Ela sustenta raciocínios ligados a relações e interpretações necessárias para lidar com tarefas do dia a dia, do estudo e do trabalho. E costuma se tornar ainda mais relevante quando as pessoas buscam carreiras ligadas à tecnologia, como programação, inteligência artificial, robótica e automação, áreas cada vez mais demandadas pelo mundo do trabalho.

 

3) Resolução adaptativa de problemas

A resolução adaptativa de problemas aparece como competência decisiva para navegar em ambientes que mudam constantemente. Não se trata apenas de resolver um exercício conhecido, mas de se ajustar a condições novas, entender o problema e responder a informações ou restrições que mudam. Em um cenário em que as demandas de competências evoluem rápido, essa capacidade se relaciona diretamente à adaptabilidade — e, portanto, à necessidade de requalificação (reskilling) e atualização (upskilling).

 

4) Habilidade socioemocional

O Skills Outlook 2025 também inclui a habilidade socioemocional no conjunto de competências centrais. Na prática, trata-se de desenvolver recursos comportamentais, cognitivos e emocionais que apoiam a vida em sociedade e a trajetória de aprendizagem, especialmente em contextos de mudança. Tais habilidades fortalecem a resiliência, a capacidade de colaborar, a lidar com desafios e a sustentar o engajamento em processos de formação ao longo do tempo.

Escolas Conectadas oferece formação gratuita para apoiar educadores nas competências-chave apontadas pela OCDE

A plataforma Escolas Conectadas oferece formação continuada online e gratuita para professores da educação básica, fortalecendo competências digitais e práticas pedagógicas inovadoras. A proposta responde a uma demanda concreta da educação pública brasileira. Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 75% dos educadores afirmam que a falta de formação específica dificulta o uso de tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem.
No ar desde 2015 e mantida pelo ProFuturo, programa global de educação da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação Bancária “la Caixa”, a iniciativa reúne 34 trilhas formativas. Os cursos são autoformativos, certificados por instituições reconhecidas pelo MEC e alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Ao apoiar a formação docente, as trilhas do Escolas Conectadas contribuem para que professores levem novos aprendizados às salas de aula, favorecendo o avanço dos estudantes no desenvolvimento das quatro competências essenciais destacadas pela OCDE.
 
Letramento
No curso Competências Digitais em Língua Portuguesa, professores integram tecnologias ao ensino de leitura e escrita, com foco em leitura crítica e produção textual em ambientes digitais.
 
Matemática
Já na trilha Competências Digitais em Matemática, as ferramentas digitais apoiam o letramento matemático, o raciocínio lógico e a aprendizagem ativa.
 
Resolução de problemas
Os módulos Inteligência Artificial na Educação: Fundamentos e Computação na Educação trabalham planejamento, pensamento crítico e usos responsáveis para projetos e desafios do mundo real.
 
Aprendizagem socioemocional
Também há cursos que promovem colaboração, avaliação entre pares, inclusão, cidadania digital e práticas éticas; como o Personalize o ensino com estratégias digitais. A trilha ajuda a criar ambientes de aprendizagem mais democráticos e equitativos, apoiando engajamento e convivência na escola.


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