Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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28.07.2020
Tempo de leitura: 4 minutos

Jovens voluntários criam plataforma gratuita com conteúdos para o ENEM

Site reúne conteúdos organizados por disciplina com foco em alunos da rede pública de ensino

Imagem mostra duas jovens sentadas manuseando notebooks e um jovem em pé, atrás de uma delas

Unir educação e voluntariado por meio de uma plataforma gratuita para dar acesso a conteúdos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Essa foi a ideia tirada do papel por seis jovens de Faxinal do Soturno (RS) para mudar o panorama da falta de aulas presenciais devido à pandemia e a manutenção da prova que dá acesso a vagas nas principais universidades do país.

Destaque entre boas práticas no combate ao coronavírus, apontada no boletim de junho do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE), a Momento de Aprender nasceu com o propósito de usar a tecnologia de forma colaborativa para auxiliar os estudantes de escolas públicas.

O Conselho de Voluntariado Empresarial (CBVE) é uma rede formada por empresas, confederações, institutos e fundações empresariais, voltada para a promoção e o desenvolvimento do voluntariado empresarial.

“Os mais afetados são as pessoas das escolas públicas. Obviamente que isso não resolve todos os problemas, mas tenta mitigar de alguma forma”, explica Eduardo Ceolin, um dos criadores da iniciativa ao lado de Bruna Ceolin, Lorenzo Estivallet, Júlia Chelotti, Luiza Chelotti e Julia Veber.

Em um primeiro momento, eles pensaram em oferecer aulas particulares a estudantes do Ensino Médio, mas isso seria inviabilizado pela crise causada pelo novo coronavírus. Logo, pensaram em recorrer aos meios digitais. Estudante de Engenharia da Computação na PUC-RS, Ceolin foi o responsável por desenvolver a parte técnica.

“Em duas semanas a gente já estava com a plataforma no ar e com alguns voluntários”, estima. Os primeiros candidatos a ajudarem na organização do conteúdo foram chamados pelas redes sociais, por meio dos perfis do Instagram e do Facebook da Momento de Aprender. O fato de serem da região de Santa Maria (RS), uma cidade universitária, também facilitou esse recrutamento. Atualmente, a plataforma conta com 1.700 alunos cadastrados, vindos de todos os Estados do país.

O site disponibiliza conteúdos separados por módulos e diversas disciplinas. Tudo é produzido por 43 voluntários, sejam universitários ou já formados, que se organizam em núcleos de cerca de quatro pessoas, divididos por disciplinas.

“Cada voluntário produz o conteúdo da semana, que depois é revisado por outro e cada grupo segue o seu fluxo. Tem voluntário que faz vídeos, tem quem faça só o resumo, usando materiais que já haviam produzido para seus próprios estudos ou aulas. Tem alguns que fazem mapas mentais. A cada semana eles têm a responsabilidade de produzir os conteúdos”, explica Eduardo Ceolin.

Como a intenção é reforçar os estudos para uma prova como o Enem, os conteúdos são liberados semanalmente, seguindo um cronograma que ajuda na organização dos estudantes. Há ainda testes para fixação e revisão das matérias, além de um espaço de Fórum, dedicado às dúvidas e discussões sobre os diversos temas.

Grupo de jovens criadores da plataforma de estudos Momento de Aprender posam para foto

Algoritmos, ciência de dados e planos para o futuro

Para além dos benefícios de atuar em um trabalho voluntário, a construção colaborativa de uma plataforma gratuita de estudos possibilita também aprimorar o desenvolvimento de algoritmos baseados em ciência de dados e machine learning.

“Nosso principal objetivo é tentar desenvolver uma tecnologia que facilite o aprendizado. Queremos entender qual o melhor formato de estudo para cada pessoa com base no uso e nos resultados delas. Se ela se sai melhor com vídeo, ou escrevendo, por exemplo, é isso que a gente vai tentar automatizar”, planeja o cofundador da iniciativa.

Leia também: Cadernos Programaê! levam cultura digital a educadores e estudantes

Para quem ficou interessado em se voluntariar, existe uma espécie de fila de espera para participar da produção de conteúdo. “Sempre estamos precisando de voluntários. Semana passada, conseguimos mais voluntários para Física, por exemplo. Vamos divulgando nas redes sociais essas oportunidades”, completa Eduardo Ceolin.


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