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25.04.2018
Tempo de leitura: 4 minutos

Metodologia Pense Grande passa a fazer parte da grade curricular de instituições públicas

Desde março, estudantes de nível médio e superior de duas instituições públicas do Estado de São Paulo estão tendo aulas de projeto com a metodologia do programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo.

O programa de difusão da cultura do empreendedorismo de impacto social foi adotado oficialmente na grade curricular da Escola Técnica Estadual (ETEC) Dra. Ruth Cardoso, em São Vicente, litoral de São Paulo, e na Faculdade de Tecnologia (Fatec) Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Agora, os estudantes dessas duas instituições terão a chance de conhecer melhor a cultura empreendedora e testar suas ferramentas, visando o desenvolvimento de empreendimentos próprios com impacto onde moram.

A ideia de incorporar o Pense Grande à grade surgiu após as diretoras das instituições perceberem que algumas disciplinas de projetos estavam saturadas, desestimulando os alunos, piorando o desempenho escolar e causando até mesmo desistências.

Para reverter esse quadro, as matérias foram modificadas no primeiro semestre de 2018, abrigando o conteúdo do programa Pense Grande.  Trata-se de uma forma de estimular os adolescentes a desenvolverem uma série de competências, como criatividade, trabalho em grupo e articulação social.

Na prática

Na ETEC Dra. Ruth Cardoso, também conhecida como ETEC São Vicente, a disciplina Projeto Técnico-Científico passou a abrigar a metodologia do Pense Grande e agora é lecionada para 80 alunos do 2°ano do ensino médio regular.

“Mesmo com poucos encontros, já é possível perceber que os alunos participantes apresentam melhor desenvoltura em suas falas e não encaram as aulas como uma rotina”, diz a professora de informática da ETEC Ana Paula Di Carmo. Foi ela que sugeriu o Pense Grande à escola e agora é responsável por acompanhar o programa, junto a um facilitador.

A metodologia será trabalhada por meio de 16 encontros no semestre, divididos em três eixos: Pensar, Sentir e Agir. Com o empreendedorismo social no currículo, serão vistos conceitos que vão do mapeamento da comunidade, apresentação de pitches (apresentações curtas de projetos para investidores). Veja abaixo o conteúdo das oficinas:

Grade na ETEC

Etapa Pensar: 

Mini Hackatona – Maratona de soluções baseada em três pilares do Pense Grande: atitude empreendedora, tecnologia e impacto na comunidade

Projeto de Vida – Empatia

Criatividade e Tecnologia e Solução de Problema

Propósito – Círculo Dourado

Mapeamento de Comunidade

Jornada de usuário

Etapa Sentir:

Canvas – Cultura Maker: Conhecendo Inovação

Teste fumaça: pesquisa de campo

Estudo de Mercado e Marketing

Etapa Agir:

Estruturação Pitch e Planejamento MVP (Produto Mínimo Viável)

Conexão Empreendedor e Apresentação Pitch

Prototipação – validação de Valor

MVP – Produto Mínimo Viável

Na Fatec Itaquera, o Pense Grande foi incorporado ao projeto Atividade Multidisciplinar (AM), que envolve todos os cursos. O projeto se tornou disciplina obrigatória no primeiro semestre para os 78 alunos dos cursos de Refrigeração, Ventilação e Ar-condicionado, e Processos de Sondagem.

Eles terão que fazer uma apresentação no final do semestre com o que aprenderam, mas a diretora Anna Cristina adianta que a metodologia já está rendendo bons frutos. “Os alunos estão enfrentando de uma forma mais tranquila suas atividades e conseguem perceber a possibilidade de desenvolver negócios com seu curso”, diz.

A inclusão da metodologia Pense Grande também serviu para estimular os calouros a permanecer no curso, complementa o professor Fabio Conte, coordenador do Curso de Refrigeração, Ventilação e Ar Condicionado.

A inclusão da metodologia Pense Grande na ETEC e na Fatec serão avaliados ao final do semestre pelo Impact Hub, parceiro executor da Fundação Telefônica Vivo. Além da atitude empreendedora, o proposito é que tanto os universitários, quanto os estudantes de ensino médio, saiam desse novo processo transformados como cidadãos.

“A sistematização do programa, em parceria com um componente curricular, tira o aluno do seu status de observador das diversidades sociais e o coloca como um dos atores do processo, com foco na mudança da sociedade”, diz Sabrina Rodero Ferreira Gomes, supervisora educacional do Centro Paula Souza (CPS) responsável pelas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) da região Sul da Grande São Paulo e Baixada Santista.


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