Informe Social 2025: inclusão digital como chave para a equidade na educação pública.

Notícias

26.12.2016
Tempo de leitura: 4 minutos

Mostra Escolar une escola e comunidade em Águas de São Pedro (SP)

Evento da EMEF Maria Luíza Fornasier Franzin revelou os projetos multidisciplinares que os alunos desenvolveram no contraturno do ano letivo.

Imagem mostra crianças uniformizadas sorrindo com os braços para cima em movimento

Evento da EMEF Maria Luíza Fornasier Franzin revelou os projetos multidisciplinares que os alunos desenvolveram no contraturno do ano letivo.
Na EMEF Maria Luíza Fornazier Franzin, única escola pública do município de Águas de São Pedro (SP), para que haja aprendizado, é necessário estimular o afeto do aluno pelo conteúdo. Quando escolheram falar sobre os livros de receitas de suas famílias, as crianças percorreram um caminho de aprendizado multidisciplinar: aprenderam matemática com porções de açúcar, investigaram a origem dos alimentos, descobriram a história da migração de seus avós. Escolher é o verbo chave nos processos pedagógicos que acontecem com os 400 alunos da escola. E a escolha de suas trajetórias de aprendizado durante o ano de 2016 pôde ser vista na Mostra Escolar, que aconteceu dia 3 de dezembro dos lados de fora dos muros da escola.
A Mostra Escolar não serve apenas para mostrar quais projetos são desenvolvidos no contraturno dos alunos da EMEF durante o ano, como também para possibilitar maior interação entre escola e comunidade. Foi a primeira edição externa da Mostra, integrada à Feira Gastronômica, evento promovido pelos universitários do SENAC. “Esse é um evento para devolver à comunidade o que estamos desenvolvendo com os alunos. Pudemos expor seus trabalhos, montar uma estação multimídia com exibição de vídeos de seus trabalhos, além de apresentações de dança, canto e música”, explica João Paulo Pontes, diretor do Ensino Fundamental II da escola.
Em 2015, a EMEF adotou a educação integral como concepção pedagógica. Durante o período da manhã, os alunos do Ensino Fundamental I e II têm aulas disciplinares como Matemática ou Português; no contraturno, eles aprendem por projetos, podendo escolher no início do ano com quais assuntos querem trabalhar.
No caso do ensino fundamental I, o primeiro semestre foi dedicado a uma proposta de alimentação saudável; no segundo, cada aluno foi convidado a trazer um livro de receitas de sua família, desenvolvendo linhas de pesquisa a partir das informações contidas neles. O aprendizado foi multidisciplinar e afetivo, especialmente por se tratar de uma cidade pequena, onde a comunidade é fortemente conectada. “Procuramos envolver a comunidade. Só de eu chamar cada aluno para trazer uma receita, eu já consigo trabalhar com quase todas as famílias. A cidade toda ficou mobilizada”, explica Mônica Corrente, diretora do Ensino Fundamental I.
Já no Ensino Fundamental II, os alunos se debruçaram sobre dois grandes temas. “No primeiro semestre, nos dedicamos a estudar a cultura francesa. Nos meses seguintes, desenvolvemos trabalhos na área de moda, falando sobre costumes e História”, contou João, pontuando que os alunos que não queriam trabalhar esses temas puderam escolher outras temáticas, como o desenvolvimento de hortas. “Perguntamos aos alunos o que eles queriam falar e muitas iniciativas partiram deles, até mesmo a criação de um site onde os expositores da Mostra Escolar podiam disponibilizar os seus produtos”, complementa o diretor.
Poder escolher um projeto que o agrada é fundamental para que o aluno se sinta contemplado e tenha interesse por aprender diferentes matérias. “Os alunos aprendem mais justamente por conta da empatia com os conteúdos. E é muito interessante ver que nesse processo, onde ele aprende na prática e sabe onde está pisando, o aluno ensina muitas coisas para o professor. Alguns até aprenderam a editar vídeos com as crianças”, relata João. Mônica adiciona que, para tornar o contraturno atraente, é necessário apostar em práticas pedagógicas diferenciadas. “Temos que ser lúdicos, criar pontos de interesse, fazer com que o aluno queira ficar mais tempo dentro da escola do que fora dela”.
A EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin conta com o apoio do Inova Escola, programa da Fundação Telefônica Vivo que incentiva experiências educadoras inovadoras pelo Brasil. Mônica relata que a infraestrutura fornecida pelo projeto é primordial para a inovação dentro dos processos de aprendizado, como também para a realização da Mostra Escolar: os professores se unem para criar livros didáticos digitais, como também recebem formação em tecnologia para poder apoiar e dialogar melhor com seus alunos.


Outras Notícias

Educação midiática: conheça estratégias para combater fake news na escola

24/08/2026

Educação midiática: conheça estratégias para combater fake news na escola

De memes e vídeos virais a conteúdos gerados por inteligência artificial, especialistas explicam como transformar o ambiente digital em uma oportunidade de aprendizagem e formação cidadã

Entre a escola e o mundo do trabalho: os caminhos que a EPT abre para os jovens

18/08/2026

Entre a escola e o mundo do trabalho: os caminhos que a EPT abre para os jovens

No Dia do Estagiário, histórias de estudantes e egressos mostram como a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) contribui para a inserção no mundo do trabalho, o acesso ao Ensino Superior e a construção de projetos de vida.

Dia do Estudante: preparar os jovens para a era da inteligência artificial é um desafio da educação

11/08/2026

Dia do Estudante: preparar os jovens para a era da inteligência artificial é um desafio da educação

Mais do que aprender a usar ferramentas digitais, estudantes precisam desenvolver pensamento crítico, criatividade e competências para atuar em uma sociedade cada vez mais influenciada pela inteligência artificial.

Como tecnologia, IA e formação docente fortalecem a recomposição da aprendizagem

31/07/2026

Como tecnologia, IA e formação docente fortalecem a recomposição da aprendizagem

Plataformas adaptativas, análise de dados e inteligência artificial ajudam professores e gestores a identificar lacunas de aprendizagem e personalizar estratégias para apoiar estudantes

Implementar a BNCC Computação é o caminho para trabalhar inteligência artificial na escola

27/07/2026

Implementar a BNCC Computação é o caminho para trabalhar inteligência artificial na escola

As competências necessárias para compreender algoritmos, dados e os impactos da IA já estão previstas nas diretrizes para o ensino da computação. O desafio das redes de ensino agora é transformar os currículos já atualizados em experiências concretas de aprendizagem

12 jogos gratuitos para desenvolver pensamento computacional e raciocínio lógico na escola

20/07/2026

12 jogos gratuitos para desenvolver pensamento computacional e raciocínio lógico na escola

Lista reúne opções digitais e de tabuleiro que transformam conteúdos curriculares em desafios interativos e ajudam estudantes a desenvolver habilidades essenciais para a resolução de problemas.