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29.08.2022
Tempo de leitura: 4 minutos

Voluntários de Aracaju realizam oficina de Pensamento Computacional em escola pública do interior sergipano

A iniciativa faz parte de uma ação global do Programa de Voluntariado da Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o projeto Aula Digital, para levar a prática da lógica de programação aos estudantes do município de Poço Verde. Saiba como foi a Oficina de Pensamento Computacional!

Imagem mostra um voluntário negro orientando quatro alunos em uma sala de aula. O voluntário usa óculos. Os alunos estão sentados e observam tablets que estão em cima da mesa.

“Foi um momento ímpar para os alunos. Afinal, eles gostam demais das aulas com o uso da maleta do Aula Digital. Então, retomar as atividades em sala de aula de maneira inovadora, criando algo diferente, foi melhor do que podíamos imaginar”, afirma a professora Lucielma Silveira. Ela dá aulas para estudantes do 5º ano na Escola Municipal João Rabelo do Rosário, localizada no povoado Lagoa do Mandacaru, no município de Poço Verde (SE).

Com o objetivo de estimular os estudantes a desenvolverem a prática da lógica de programação, oito colaboradores da Vivo percorreram mais de 150 km para aplicar uma oficina a 36 alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental da escola sergipana.

A Oficina de Pensamento Computacional foi realizada em 9 de agosto, em parceria com o projeto Aula Digital. A iniciativa está presente na escola desde 2018, incorporando novas metodologias de ensino-aprendizagem por meio da formação de educadores e implementação de tecnologia.

O projeto Aula Digital faz parte do programa de educação global ProFuturo, da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação “la Caixa”.

Entretanto, devido às restrições causadas pela pandemia, no período de isolamento professores e alunos da escola de Poço Verde não puderam usar os recursos do kit tecnológico oferecido pelo projeto em 2019.

Ainda assim, toda a equipe se manteve engajada em ações pedagógicas remotas promovidas pelo Instituto Paramitas, parceiro executor local do Aula Digital em Sergipe.

 

Voluntariado em prol do desenvolvimento do Pensamento Computacional

Durante três encontros presenciais na sede da Vivo, em Aracaju, formadores do Instituto Paramitas capacitaram os voluntários para o uso das funcionalidades do Scratch  – uma ferramenta usada para o aprendizado da linguagem de programação, seja por meio da criação de histórias, animações ou jogos.

Logo no primeiro encontro, os voluntários conheceram toda a programação da Oficina de Pensamento Computacional e a atuação do projeto Aula Digital na região. Na segunda etapa da capacitação, o grupo participou de um treinamento de duas horas sobre o uso do Scratch. E no último encontro, receberam dicas e orientações importantes para a aplicação da oficina e apoio aos estudantes.

Carlos André dos Santos, que é voluntário há dez anos no Comitê de Aracaju, viu a oportunidade de participar da capacitação e mentoria dos alunos como uma grande ação de transformação através do conhecimento.

“Os ensinamentos podem contribuir com novas perspectivas para os estudantes. Dessa maneira, a essa troca de experiências e vivências nos proporcionam um olhar diferente para as questões do nosso dia a dia”, afirma Carlos.

Novas formas de pensar 

Na Oficina de Pensamento Computacional, os voluntários apresentaram aos alunos da Escola Municipal João Rabelo possíveis aplicações da estratégia do Scratch no dia a dia escolar. Então, a atividade proposta foi a animação de um diálogo, previamente criado pelos estudantes, utilizando a programação por blocos.

A aluna Eva Nicole de Jesus Dias, de nove anos, está no 4º ano do Ensino Fundamental. Ela acredita que tudo o que aprendeu durante a oficina poderá ajudá-la em sala de aula.

“Eu gostei muito da oficina! Porque os voluntários me ensinaram muito bem. Vai me ajudar a aprender mais e cada vez melhor”, declara.

Para a aluna Claudia Kelliany da Silva Correia, 10 anos, criar diálogo com outros alunos foi um processo divertido. Afinal, ele envolveu até a gravação e a edição de mensagens em áudio.

“Foi incrível!”, lembra entusiasmada. Ela acredita que, a partir dessa experiência, será mais fácil utilizar o recurso tecnológico oferecido pelo projeto Aula Digital.

De acordo com a professora Lucielma, a atividade realizada pelo grupo de voluntários abriu um leque de possibilidades no processo de ensino e aprendizagem. Mesmo que desafios sejam encontrados pelos educadores no dia a dia da escola.

“Na oficina contamos com os voluntários auxiliando o aprendizado de poucos alunos. Enquanto que na sala de aula, diariamente, estamos só e com poucas habilidades. Mas isso não quer dizer que não daremos o nosso melhor. Afinal, a oficina nos abriu caminhos para estarmos sempre aprimorando”, afirma Lucielma.


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