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16.10.2016
Tempo de leitura: 3 minutos

#PROGRAMADORDECARTEIRINHA: CONHEÇA A HISTÓRIA DO PROFESSOR FRANCISCO ISIDRO, CURADOR DE CONTEÚDO DO PROGRAMAÊ!

Camiseta de super-herói, um par de tênis confortáveis e uma mochila em formato de GameBoy. Quem conhece o professor Francisco Isidro Massetto, curador de conteúdo do Programaê!, logo entende que está na presença de um verdadeiro geek.

Nascido em Jaú (SP), ele sempre soube que gostaria de trabalhar com a tal da “informática”. “Estive decidido a trabalhar no ramo desde a primeira vez que vi um computador, no final da década de 80”, conta. Quando ainda estava no colégio, porém, confessa que as oportunidades eram poucas. “Era tudo muito complicado. Os alunos não eram tão interessados e eu acabava ajudando os demais. Acabei ficando como monitor do professor dessa disciplina”, relembra.

Cursos livres em computação? Eram raros! Na cidade em que nasceu, só uma escola investia no ramo. E foi lá mesmo que a mãe o matriculou, quando ele tinha por volta de 11 anos de idade. “Fiz todos os cursos possíveis e disponíveis na escola”, conta. Após estudar DOS, DataFlex, FoxPro, AutoCad e outros assuntos mais, a criação do primeiro sistema veio em 1995, em retribuição ao incentivo daquela que mais o incentivou . “Fiz um sistema de folha de pagamentos para melhorar o serviço dela. Ele ficou dez anos rodando na empresa onde ela trabalhava”, relembra.

Quando a hora do vestibular chegou, não havia dúvidas: o futuro professor Francisco Isidro só poderia viver em meio aos códigos, pois queria conhecer a área profundamente. Por isso, optou pelo curso de Ciências da Computação. Depois, acabou por cursar um mestrado na mesma área e um doutorado em Engenharia Elétrica.

Tanta sede por conhecimento e a facilidade em ajudar colegas de sala de aula não poderiam resultar em outra coisa: ele tinha tudo para ser educador! “Sempre gostei de pesquisar, entender como as coisas funcionam para poder explicar para os outros”, conta.

Atualmente professor e pesquisador da UFABC, Francisco Isidro acredita que, nos dias de hoje, o profissional tradicional precisa ter contato com a programação. “Temos muita gente bem intencionada que ainda tem medo. Eles precisam perder esse medo, sair da zona de conforto”, acredita, complementando ainda que até quem já é do meio, como ele, deve sempre procurar novos desafios e ferramentas. “Programar é um exercício constante no raciocínio, a cabeça nunca vai envelhecer”, diz.

Não à toa, Isidro tem hoje uma missão muito importante no Programaê!: levar a bandeira da programação aos quatro cantos do país, realizando palestras para crianças e adolescentes, que ficam vidrados com as possibilidades que os códigos oferecem.

Questionado sobre as vantagens de se ter programação aplicada à educação, ele é enfático: são muitas! Desde organização, planejamento, busca da resolução de problemas, até a aplicação de conceitos em matemática, física e lógica na prática.

E o que o professor tradicional pode criar com tudo isso? “Tudo o que ele quiser!”, se diverte. Para Isidro, é possível criar uma narrativa para a aula de geografia por meio de jogos ou, quem sabe, algoritmos para simular fenômenos mecânicos para mostrar aos alunos. Ou seja: criar mais interação com os estudantes pode tornar o ensino mais instigante, tudo feito por programação!

“A tecnologia na educação é um caminho sem volta”, acredita o educador. “Mas é fundamental por a mão na massa!”. Bom, professor, se depender do Programaê!… vamos programar (e muito!) daqui pra frente!


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