Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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30.11.2018
Tempo de leitura: 4 minutos

Projeto de alunos de ETEC promove a saúde de idosos

TIPMES, desenvolvido por alunos de ETEC em Franca-SP, busca trazer mais segurança e qualidade de vida para pessoas idosas

envelhecimento da população é uma tendência mundial e o aumento da expectativa de vida, proporcionado por fatores como a melhoria das condições de saúde de idosos, faz com que essa parcela da população desenvolva novas necessidades para levar uma vida mais longa e com maior qualidade.

Somente no Brasil, entre os anos de 2012 e 2017, o número de idosos cresceu cerca de 18%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que mais de 30 milhões de brasileiros fazem parte do grupo de pessoas que estão acima dos 60 anos de idade.

Entre os idosos brasileiros, 56% são mulheres, o que significa, aproximadamente, 17 milhões de pessoas.

Já os homens compõem 44% do grupo, algo em torno de 13,3 milhões de brasileiros. Segundo dados do IBGE.

Atentos a essa demanda e orientados pelo professor Washington Souza, Pedro Paulo Mercurio, Leonardo Faleiros, Matheus Henrique Rodrigues e Paolo Ubiali, alunos do curso técnico de informática da ETEC Doutor Júlio Cardoso, em Franca-SP, criaram uma forma de auxiliar idosos em casos de emergência: o TIPMES.

E a iniciativa já foi reconhecida! Em julho, o grupo ficou no segundo lugar com o pitch apresentado no Demoday 2018 do Pense Grande, programa feito em parceria com o Impact Hub e o Centro Paula Souza (CPS). Os empreendedores foram premiados com mentoria e ganharam uma vaga para expor o projeto no TEDx Impact Hub.

Situação em família motivou o projeto

Além de atender a tendência mundial de envelhecimento da população, a motivação para o TIPMES veio após um episódio com um familiar de um dos idealizadores.

“Em 2017, a minha avó estava em casa, caiu e se machucou. Por sorte ela não estava sozinha e a família pôde atendê-la rapidamente, levando-a a um hospital. Mas, e se não tivesse ninguém em casa? Como teriam sido as coisas?”, indaga Pedro Paulo Mercurio.

O nome do projeto é uma sigla em inglês. A tradução é Pingente de Sistema Emergencial Portátil e, na prática, é um aparelho que constrói pontes entre pessoas idosas que estejam passando por alguma dificuldade, de saúde ou segurança, com amigos, familiares e hospitais de emergência.

A ideia central do TIPMES é melhorar a saúde de idosos, proporcionando bem-estar e contribuindo para uma vida mais livre e independente, tanto para quem usa o produto, quanto para cuidadores, amigos e familiares.

Ao utilizar um colar com o pingente desenvolvido pelos jovens, o idoso pode acionar pessoas, cadastradas previamente, para irem ao seu encontro. Para isso, basta pressionar um botão acoplado ao acessório e ter baixado em seu celular o aplicativo da TIPMES. A mensagem de emergência, contendo a localização de quem precisa de ajuda, é enviada via SMS, Whatsapp e Messenger (do Facebook).

O projeto visa dar mais liberdade e mobilidade a seus usuários. “Nossa maior contribuição para a sociedade é diminuir o tempo de socorro da pessoa idosa em caso de acidentes e, em alguns casos, diminuir possíveis sequelas decorrentes desses acontecimentos. Queremos que as pessoas se sintam mais confiantes para viverem suas vidas”, complementa Pedro Paulo Mercurio.

Caminho a ser trilhado

Após o período da mentoria, que se encerra ao fim do ano, os empreendedores da TIPMES já traçam planos: em fevereiro de 2019, o projeto que promove a saúde de idosos deve ser lançado para todo o Brasil, por meio de financiamento coletivo.

“A nossa expectativa é termos cerca de 100 usuários quando o lançamento for realizado. Como a plataforma da TIPMES é digital, pessoas de todo o país vão poder receber os benefícios de uma vida mais independente, confiante e, sobretudo, mais segura”, revela Leonardo Faleiros, também idealizador do empreendimento.

Outro objetivo para 2019 é expandir os cuidados da TIPMES para além do público com mais de 60 anos, focando também em pessoas que moram sozinhas ou que possuam algum tipo de deficiência, por exemplo.


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