Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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08.01.2019
Tempo de leitura: 6 minutos

Com projetos de alunos, escola movimenta cidade do interior de São Paulo

A Feira Literária e a Mostra Escolar da EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin valorizam o aprendizado escolar e fortalecem laços com a comunidade

O protagonismo estudantil e a estreita ligação com a comunidade são duas marcas da EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin, localizada em Águas de São Pedro, interior de São Paulo. É parte da cultura da escola realizar, no fim do ano, eventos que tragam essas marcas e concretizem a jornada de aprendizado escolar que as crianças tiveram ao longo do ano. Com projetos de alunos, a Feira Literária e a Mostra Escolar são os maiores exemplos disso.

No dia 06 de dezembro de 2018, os portões da unidade I da EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin estavam abertos. Quem entrava na quadra tinha a sensação de estar realizando uma viagem pelo Brasil. É que acontecia ali a 9ª Feira Literária do Fundamental I. Como o tema era cultura popular, cada turma ficou responsável por desenvolver, ao longo do segundo semestre, trabalhos que representassem as diversas manifestações culturais do país.

Teve contação de histórias e lendas do Norte, oficinas de mandacaru e literatura de cordel – dois elementos típicos da região Nordeste -, jogo de memória ilustrado com a fauna do Centro-oeste, apresentação de contos de fadas gaúchos, como o Gato de Bombacha. Maquetes exibiam bonecos de sucata tradicionais da beira do Rio Piracicaba que, segundo a tradição, protegem os pescadores da região próxima de Águas de São Pedro.
 

Imagem mostra pequenos bonecos de pano que fazem parte de um dos projetos apresentados na escola Maria Luiza Fornasier Franzin

 
A escola, que faz parte do Programa Inova Escola da Fundação Telefônica Vivo, também disponibilizou tablets para que os alunos organizassem atividades que trabalhassem com inovação. Com a ajuda de professores, eles desenvolveram um jogo virtual que convidava os participantes a explorarem provérbios populares com o uso de QR Code. Outra turma produziu um áudio livro que encantou pais e visitantes.

Para a supervisora Eliana Galante, uma das organizadoras do evento, a Feira Literária é uma maneira de estimular a curiosidade e o engajamento das crianças com o aprendizado, mas não só isso. “É também uma forma de registrar o processo de alfabetização das crianças em formatos diversos, como produção de contos e jogos. E mostrar a elas que é possível desenvolver muitas coisas interessantes com as informações que elas aprendem na escola”.

 
Da escola para a cidade
Os alunos do Fundamental II da EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin também se engajaram na exibição de projetos que concretizaram ao longo do ano. No dia 08 de dezembro, eles participaram da 21ª Mostra Escolar, realizada no centro da cidade.

Seguindo o tema Evolução: Ciências, Tecnologias e Sustentabilidade, os projetos exibidos à comunidade eram os mais diversos possíveis: fanzine digital, apresentação de paródias musicais, exposição sobre mulheres negras na ciência e evolução dos direitos das mulheres, apresentação de dança, estudo das modificações da linguagem na evolução do homem, projetos de robótica voltados para a inclusão de pessoas com deficiência, estande de astronomia com planetário e lançamento de foguetes bombeados, entre outras atrações.

“Nós estamos sempre organizando eventos que aproximem a escola da comunidade. Além da mostra, nós tivemos apresentação teatral da peça Dom Quixote, show de uma banda formada por alunos, exibições do grupo de dança e visitas ao lar dos velhinhos”, conta o coordenador pedagógico Marcos Joel de Jesus. Para ele, o mais importante da mostra é o protagonismo dos alunos, que se envolvem tanto na produção dos trabalhos como na montagem da exposição. “Eles são parte de tudo e isso acaba agregando responsabilidade, cidadania e conhecimento”.
 
High Tech

Imagem mostra aluna em frente a um monitor que mostra informações nutricionais de um refrigerante

 
A tecnologia foi destaque da Mostra Escolar de 2018. Além dos trabalhos com robótica, alguns painéis montados pelos alunos utilizaram a placa eletrônica interativa Makey Makey, que foi trazida à escola pela Fundação Telefônica Vivo e pelo Instituto Tellus, parceiro do Inova Escola.

No painel interativo sobre composição dos alimentos, os alunos combinaram o Makey Makey com o software de programação em blocos Scratch para criar uma tabela nutricional interativa. Explorando a cultura maker, eles construíram uma interface em papel alumínio que quando tocava frutas e legumes exibia os atributos nutricionais em um monitor. O projeto foi um grande sucesso na mostra, tanto pela novidade da composição nutricional de muitos alimentos quanto pela experiência tecnológica.

Outro painel interativo reuniu paródias de músicas compostas pelos alunos ao longo do ano. O material foi agrupado em uma playlist marcada pela capa física dos álbuns que continham as músicas. Quando o visitante apertava o play de uma das capas, a música tocava revelando a criatividade das paródias e divertindo a todos.
 

Imagem mostra aluno em frente ao painel interativo que reuniu paródias de músicas.

 
Sucesso ano após ano
A participação na Mostra Escolar é voluntária. Apesar de ser aberta a todos, a maioria dos projetos é realizada pelos alunos que ficam na escola em período integral, o que corresponde a 53% dos estudantes. Além do ensino regular que acontece no período da manhã, esses alunos participam de projetos de vida e oficinas com tutores no período da tarde, que dão conta de unir aprendizado aos interesses de cada um.

Marcos conta que em 2019, a escola deve ter mais de 60% de seu corpo de alunos matriculados no ensino integral. “A nossa meta é que 100% deles estejam envolvidos na Mostra Escolar do próximo ano para que a gente deixe o evento ainda melhor e mais significativo para todos”, diz.

Para João Paulo Pontes Ferreira, secretário de Educação do Município, ver a Mostra Escolar crescer a cada ano é motivo de orgulho para a secretaria. “É um evento de maior importância para a nossa rede, pois alia os trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano com apresentações artísticas e culturais e exibe para a comunidade tudo o que a escola está fazendo de interessante”, afirma o secretário.

 


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