Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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21.01.2020
Tempo de leitura: 4 minutos

Cultura maker é o assunto mais comentado pelos brasileiros no Facebook

Em seu relatório anual de tendências, a empresa norte-americana mostra que os brasileiros estão cada vez mais engajados na ideia do “faça você mesmo”. Entenda o conceito.

Cultura maker, ou “faça você mesmo”, foi o assunto mais comentado pelos brasileiros em 2019, segundo o Facebook, que há três anos divulga um relatório de tendências com os assuntos que se destacam nas interações entre os usuários da plataforma de 14 países. Essa é a primeira vez que o Brasil integra o relatório.

O levantamento é feito a partir dos principais interesses e palavras-chave que revelam o comportamento, as expectativas e as atitudes dos usuários na plataforma nas mais diversas áreas, como arte e design, beleza e moda, entretenimento, alimentação, bem-estar, viagem e lazer.

Como o relatório é dividido por região, os assuntos variam bastante de país para país. A Austrália, por exemplo, lidera em tópicos relacionados à saúde e bem-estar. Os alemães estão discutindo o consumo de carne. Já os nossos vizinhos argentinos estão mais ligados em Astrologia.

Mão na massa

Sobre o Brasil, o relatório destaca que à medida que as tecnologias de consumo se tornam mais acessíveis, a cultura maker prospera no país, com cada vez mais pessoas se engajando em projetos que seguem a lógica do “faça você mesmo”.

“Os brasileiros estão aumentando a experimentação com tecnologias como impressão 3D, protótipos eletrônicos, bricolagem e técnicas de corte a laser. Esse tipo de criação com as próprias mãos está se tornando tão popular que escolas começam a incorporá-la em seus currículos, até mesmo criando laboratórios maker equipados com ferramentas de manufatura”, descreve o documento.

O relatório relaciona o movimento nas escolas com o desejo de desenvolver o espírito empreendedor nas crianças, fenômeno que também se populariza entre os adultos. Como exemplo, o documento cita as oficinas de marcenaria para mulheres conduzidas pela baiana Eva Mota, voltadas para quem deseja se profissionalizar ou mesmo desenvolver um novo hobby.

Ainda segundo o relatório, o assunto foi comentado por homens (49%) e mulheres (51%) de forma equilibrada. Porém, os termos “protótipo” e “indústria” foram majoritariamente usados por pessoas do sexo masculino, com porcentagens de 67% e 61% respectivamente.

Os adultos de 35 a 54 anos são os mais interessados no assunto. A faixa-etária foi responsável por 60% das discussões, enquanto os jovens de 18 a 34 anos representaram 29%.

Protagonismo e autonomia na educação

Apesar de não ser nenhuma novidade, a cultura do “faça você mesmo” está se popularizando como prática pedagógica entre escolas e educadores brasileiros, principalmente por permitir uma abordagem mais prática e colaborativa, com experimentação e autonomia do estudante no processo de construção de conhecimento.

A professora Débora Garofalo, que no final de 2018 ficou entre os finalistas do Global Teacher Prize – principal prêmio mundial de educação – é reconhecida por incorporar a prática “mão na massa” em suas aulas. Com seus alunos da EMEF Almirante Ary Parreiras, ela utiliza materiais simples que normalmente vão para o lixo, como papel de jornal e PVC, em seu projeto de robótica.

A EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin, localizada em Águas de São Pedro, interior de São Paulo, adotou há algum tempo o conceito de fablabs (laboratórios de fabricação digital) para dar vazão ao potencial criativo de seus alunos. Todos os anos, as criações dos estudantes são exibidas numa mostra cultural que movimenta toda a cidade.

E esses não são exemplos isolados. Os cases de sucesso aumentam conforme os resultados da experimentação na educação começam a aparecer, como avalia, na Revista Educação, o brasileiro Paulo Blikstein, professor na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e um dos maiores especialistas em cultura maker na educação.

“O conjunto de resultados mostra que o movimento maker não serve, nas escolas, apenas como instrumento lúdico para os alunos se divertirem. Na prática, eles estão desenvolvendo habilidades de raciocínio úteis para todas as áreas do conhecimento”.


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