Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artifical: Caminhos para a BNCC Computação"

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16.09.2025
Tempo de leitura: 7 minutos

Novos cursos da plataforma Escolas Conectadas fortalecem competências digitais de educadores

Durante webinário promovido pela Fundação Telefônica Vivo, foram lançadas quatro novas formações gratuitas para professores, alinhadas à BNCC Computação

Imagem ilustra a matéria que exemplifica o termo autoavaliação de competências digitais

A presença das tecnologias digitais na vida das crianças pode e deve começar desde os primeiros anos da educação básica. No entanto, segundo a pesquisa “Tecnologias Digitais nas escolas municipais do Brasil – cenário e recomendações”, uma em cada cinco redes municipais ainda não oferece conteúdos relacionados à tecnologia e computação nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Pensando nisso, para apoiar a integração dessas temáticas às práticas pedagógicas, a Fundação Telefônica Vivo promoveu, no final de agosto, o webinário “BNCC Computação: como colocar em prática na sua sala de aula”, que marcou o lançamento oficial de quatro novos cursos na plataforma Escolas Conectadas.

Com mediação de Lia Roitburd, gerente de Implementação de Projetos Educacionais da Fundação, e participações de Ivan Siqueira, relator da BNCC Computação e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Audaci Maria de Lima, vencedora do Prêmio Educador Nota 10 e professora das redes municipais de Recife e Camaragibe (PE), o evento trouxe reflexões sobre os desafios e caminhos para a implementação da BNCC Computação nas redes públicas de ensino.

“As redes de ensino têm até o final deste ano para atualizar seus referenciais curriculares, e a implementação efetiva da Educação Digital e Midiática precisa começar já no próximo ano. Por isso, este é o momento ideal para que os professores se aprofundem nesses conceitos, desenvolvam suas competências digitais e estejam preparados para apoiar o desenvolvimento das competências digitais dos estudantes”, afirmou Lia Roitburd.

Novos cursos para desenvolver competências digitais

Computação na Educação: Relações Binárias na Prática Educacional: explora como as relações entre pares de elementos – presentes em linguagens, matemática, cultura e tecnologia – podem ser usadas como recurso pedagógico em todas as etapas da Educação Básica. O foco está em atividades práticas, interdisciplinares e digitais, valorizando a diversidade e desenvolvendo competências cognitivas e sociais.

Computação na Educação: Fundamentos, Ética e Criatividade da IA Generativa: introdução acessível e crítica ao universo da IA, aborda conceitos como Machine Learning, Deep Learning e LLMs, os impactos da IA na educação, riscos e possibilidades pedagógicas, ética, legislação e práticas para integrar a tecnologia de modo responsável.

Computação na Educação: Redes Sociais para o Uso Consciente e Criativo: Discute cidadania digital, desinformação, cyberbullying, saúde mental e inclusão, propondo estratégias para o uso seguro e criativo das redes sociais em sala de aula.

BNCC Computação: Fundamentos e Práticas: voltada à compreensão e implementação da BNCC Computação, explorando seus eixos – Pensamento Computacional, Cultura Digital e Mundo Digital – e oferecendo exemplos práticos para aplicação pedagógica.

As inscrições para essas novas trilhas podem ser feitas online e gratuitamente.

 

A experiência de quem vive a plataforma

O webinário também integrou as comemorações dos 10 anos da plataforma Escolas Conectadas, destacando os impactos da iniciativa na formação de professores em todo o Brasil. E como a história do projeto é contada sobretudo por quem vive a sala de aula, professores foram convidados a compartilhar relatos sobre os cursos que fizeram parte da sua trajetória.

A professora Audaci Maria Lima, das redes municipais de Recife e Camaragibe (PE), contou como utilizou a plataforma para estudar avaliação da aprendizagem com apoio de ferramentas digitais. “A gratuidade amplia o acesso a informações fundamentais, fortalecendo a intencionalidade pedagógica da professora e do professor”.

Para ela, o segredo para a plataforma Escolas Conectadas se manter relevante na formação dos docentes é o seu alinhamento com as tendências pedagógicas. “É preciso continuar disponibilizando conteúdos alinhados às políticas nacionais para que os professores possam acompanhar tendências, novas metodologias e recursos tecnológicos”.

Já a professora Marenice Costa, de Salvador (BA), participou da “Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores” e criou o projeto Visões do Cotidiano, incentivando estudantes a utilizarem a fotografia para registrar e refletir sobre a realidade local. O professor Hailisson Ferreira, de João Monlevade (MG), viu sua percepção sobre o ensino de tecnologia se transformar após realizar o curso “Introdução ao Pensamento Computacional”, chegando a fazer uma eleição digital com seus alunos para debater temas como democracia e cidadania.

Atendendo a uma demanda real dos professores

Desde seu lançamento, em 2015, o projeto Escola Conectadas tem se dedicado à formação continuada de educadores da rede pública brasileira. Ao longo dessa trajetória, consolidou-se como ferramenta de apoio essencial para professores e gestores interessados em desenvolver competências digitais e aprimorar metodologias de ensino, ampliando o acesso a experiências formativas on-line, gratuitas, flexíveis e alinhadas às realidades do cotidiano escolar.

“A plataforma tem se destacado como vanguarda na abordagem de temas essenciais para os educadores. Desde 2015, fomos pioneiros ao tratar de assuntos como educação antirracista e inclusão, quando ainda eram pouco explorados por outras iniciativas”, explica Karina Daidone Pimentel, gerente sênior de Projetos Educacionais da Fundação Telefônica Vivo.

A proposta central da plataforma permanece firme: facilitar a inclusão dos educadores na cultura digital e oferecer subsídios para inovar práticas pedagógicas, da reestruturação dos planejamentos à aplicação de novas tecnologias na sala de aula.

Essa caminhada, marcada por parcerias e evolução constante, resultou em uma oferta diversificada de cursos, reconhecidos pela qualidade e pela capacidade de dialogar com os desafios enfrentados pelos profissionais da educação básica. Hoje, são 34 trilhas de formação voltadas a professores e gestores das mais variadas faixas da Educação Básica – nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens, Matemática e Temas Contemporâneos Transversais.

Toda a estrutura do Escolas Conectadas – fruto da atuação conjunta do ProFuturo, programa global da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação “la Caixa” – foi pensada para responder às demandas educacionais no Brasil. Os cursos variam em carga horária, abrangem diferentes temáticas e, em sua maioria, adotam o formato autoformativo, permitindo que o cursista defina seu próprio ritmo. Todos são certificados por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e estão integralmente alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Temas como inclusão digital, Big Data, Análise de Dados, Educação Antirracista, Robótica Sustentável, Planejamento com foco na BNCC e Cidadania Digital – como evidenciam os quatro cursos recém-lançados – refletem o compromisso da plataforma em manter seu portfólio atualizado e em sintonia com as tendências e necessidades do campo educacional.
“Com a tecnologia cada vez mais presente na rotina escolar e com a implementação da BNCC da Computação, estamos focados no desenvolvimento de competências digitais e na formação sobre essa nova temática. Tudo isso nasce da escuta ativa e do compromisso com os professores. São eles que nos inspiram e nos guiam. É para transformar a prática pedagógica que estamos aqui — o professor é nossa razão de existir”, conclui Karina.

Seja nos grandes centros urbanos ou nas cidades do interior, a Escolas Conectadas já faz parte da rotina de educadores comprometidos em adaptar suas metodologias, se apropriar das tecnologias digitais e levar novas possibilidades para suas salas de aula. Não à toa, histórias de transformação se multiplicam por todo o país – e continuam sendo escritas todos os dias.


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