Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

Notícias

25.01.2016
Tempo de leitura: 4 minutos

O que é preciso para que as cidades se tornem cada vez mais receptivas ao empreendedorismo?

Pesquisa realizada pela Endeavor aponta quais são os fatores que tornam cidades como São Paulo e Florianópolis ecossistemas propícios para um negócio se desenvolver.

A infraestrutura e os recursos da metálica cidade de São Paulo. O espírito inovador e a formação dos profissionais de Florianópolis. Adicione as ofertas de ensino profissional de Vitória com a criatividade e pouca burocracia de Recife, e finalize com a qualidade de vida oferecida pela interiorana Campinas. Reunindo as cinco cidades campeãs do Índice de Cidades Empreendedoras 2015, estudo realizado pela Endeavor, pode-se criar um ecossistema ideal para abrigar quem está disposto a empreender.

A pesquisa, que está na segunda edição, nasceu da necessidade da organização em identificar o que torna uma cidade o ambiente ideal para os empreendimentos. A primeira, feita em 2014, mapeou 14 capitais. O estudo de 2015 expandiu o território para 32 cidades, incluindo as do interior. “Entender como a cidade está organizada e como ela incentiva o empreendedorismo é essencial para as empresas e para quem deseja abrir seu negócio”, explica Pedro Lipkin, gerente de pesquisa e mobilização da Endeavor. Para mapear o ranking de cidades empreendedoras, foram determinadas as diretrizes, essenciais para o florescimento de um negócio próspero. Confira:

São Paulo, eleita a cidade campeã, ganhou de Florianópolis por uma diferença pequena entre as notas. “São Paulo é o centro logístico do país e recebe grande parte dos investimentos. Também tem um mercado diverso e uma infraestrutura excelente, o que a coloca no topo do índice”. A capital paulista peca em dois aspectos: o alto nível de burocracia, que culmina na lentidão na hora de regularizar uma iniciativa, e também a mão de obra, que, embora abundante, não está tão qualificada para os desafios de empreender.

E é justamente aí que a capital de Santa Catarina se destaca. Florianópolis é detentora de um capital humano altamente capacitado, com 60% dos alunos universitários inscritos em cursos de excelência, além de 36% da população com diploma universitário. Além de bem formados, estão alocados em setores de pesquisa e de inovação, trabalhando ativamente no setor de economia criativa.

Embora o investimento e a infraestrutura estejam na região Sul, é próximo à linha do Equador que a cultura do empreendedorismo floresce. Os estados do Norte e do Nordeste experimentaram um boom econômico na última década, o que contribuiu para o desenvolvimento do empreendedorismo. “O Nordeste tem gargalos estruturais, mas, em compensação, vemos um potencial na imagem do empreendedor, do quão desejado que é ser dono de seu próprio negócio na cidade”, explica Pedro Lipkin.

Curioso é perceber que, embora as capitais concentrem o maior número de ações empreendedoras, as cidades do interior também obtiveram bons resultados no índice. Campinas, localizada a 90 km de São Paulo, ficou em quinto lugar no ranking, tendo como diferencial ser um grande centro de profissionais qualificados.

Embora a pesquisa mapeie as cidades brasileiras, ela também traz bons exemplos internacionais, que podem servir de inspiração. Com relação às questões de ambiente regulatório, problemáticas em várias localidades analisadas, é trazido o exemplo do Chile, que, desde 2010, permite aos empreendedores registrarem suas empresas eletronicamente – reduzindo o tempo de abertura para apenas cinco dias.

O gerente da Endevor faz uma ressalva final: mesmo as cidades bem colocadas não são o ideal de um ecossistema empreendedor. “O fato de São Paulo ter uma nota alta não quer dizer que está próxima a perfeição. Foi feita uma comparação nacional e, se colocarmos a cidade contra capitais do mundo, a colocação seria menor. Há um caminho muito grande para avançarmos”. Segundo a pesquisa Índice Global de Empreendedorismo – utilizada com referência na pesquisa – o Brasil está na 92ª posição entre 132 países. Se as características positivas das cidades se intercruzarem e ganharam força, esse número tende a diminuir.


Outras Notícias

Glossário de Tecnologia: confira os principais termos da educação digital e IA

12/02/2026

Glossário de Tecnologia: confira os principais termos da educação digital e IA

Entenda os conceitos essenciais para integrar tecnologias digitais e inteligência artificial às práticas pedagógicas de forma crítica e responsável

5 plataformas digitais gratuitas para fortalecer o ensino da matemática

09/02/2026

5 plataformas digitais gratuitas para fortalecer o ensino da matemática

Ferramentas pedagógicas combinam neurociência, gamificação e inteligência de dados para apoiar o letramento matemático e a recomposição de aprendizagens nas redes públicas

Cidadania Digital ganha protagonismo nas escolas públicas de Pernambuco

05/02/2026

Cidadania Digital ganha protagonismo nas escolas públicas de Pernambuco

Fundação Telefônica Vivo apoiou a elaboração do Currículo Complementar de Educação Digital e Midiática do estado, contribuindo tecnicamente para integrar a Computação de forma transversal em todas as etapas de ensino

OCDE aponta 4 competências essenciais para o futuro do trabalho e da educação

30/01/2026

OCDE aponta 4 competências essenciais para o futuro do trabalho e da educação

Letramento, matemática, resolução de problemas e habilidades socioemocionais são competências-chave para acompanhar as transformações tecnológicas

Retrospectiva 2025: iniciativa da Fundação Telefônica Vivo fortalece a EPT em escolas públicas

23/01/2026

Retrospectiva 2025: iniciativa da Fundação Telefônica Vivo fortalece a EPT em escolas públicas

Programa Pense Grande Tech impactou milhares de estudantes do Ensino Médio e certificou mais de 700 professores em nove estados ao longo do ano

6 tendências que devem impulsionar a Educação em 2026

16/01/2026

6 tendências que devem impulsionar a Educação em 2026

Tecnologia, personalização e inclusão digital ganham força para reduzir desigualdades e ampliar o engajamento dos estudantes