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30.11.2016
Tempo de leitura: 3 minutos

Oficinas do É da Nossa Conta! chegam ao Nordeste, região com maior índice de trabalho infantil

Créditos: Cristiano Oliveira

Juliana Sada, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz

Nesta semana, as oficinas da campanha É da Nossa Conta 2013! chegaram ao Nordeste brasileiro, depois de passar pela região Norte. Serão encontros em capitais para capacitar atores locais sobre o papel da comunicação na erradicação do trabalho infantil.

A primeira oficina acontece hoje (12) em São Luís, no Maranhão. O estado possui o índice mais alto de extrema pobreza do Nordeste e o segundo maior de trabalho infantil em proporção à sua população. Seguindo o modelo das oficinas realizadas no Norte no mês de agosto, os encontros terão dois momentos, um voltado aos atores do sistema de garantia de direitos e outro para comunicadores.

O coordenador da ONG Cipó e responsável pelos encontros, Nilton Lopes, relata como foram as capacitações nas capitais nortistas: “os atores perceberam a importância da comunicação para potencializar o trabalho deles, tanto para registrar as suas ações quanto para dar visibilidade ao trabalho deles”. Ele ainda explica que para os comunicadores, “a questão do trabalho infantil é muita nova. Então a questão é trabalhar a questão da naturalização da prática e como eles podem ajudar a mudar isso”.

Panorama regional

A região Nordeste apresenta quadros críticos em relação à pobreza, vulnerabilidade social e trabalho infantil. Com menos de um terço da população brasileira, os estados nordestinos concentram 60% das pessoas em situação de extrema pobreza. As crianças e adolescentes são quase metade da população nessa situação, com 4,5 milhões de jovens de até 17 anos que sobrevivem com até R$ 70 mensais.

De acordo com dados de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região concentra 35% das crianças e adolescentes que desenvolvem alguma atividade. São 1,28 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos trabalhando no Nordeste. A situação é ainda mais crítica para as crianças mais novas, na faixa dos 5 e 14 anos: a região concentra 46% dos que trabalham, cerca de 520 mil pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE.

Mais da metade das crianças e adolescentes que trabalham no Nordeste estão na zona rural, totalizando 721 mil pessoas, a agricultura sendo a principal atividade. Dentro do panorama nacional, a região concentra 52% do total de trabalho infantil na zona rural.

As atividades em áreas urbanas reúnem meio milhão de pessoas com até 17 anos.
O Nordeste concentra também 40% das crianças que realizam trabalho doméstico, com aproximadamente 103 mil pessoas nessa atividade. Cerca de 20% dos que estão em situação de trabalho infantil na região não recebe remuneração. É o segundo maior índice do Brasil, ficando atrás da região Norte.

Mesmo com dados preocupantes, os estados nordestinos tem conseguido diminuir a quantidade de crianças e adolescentes em situação de trabalho. “O Nordeste ainda é a região com mais trabalho infantil. Ainda que venha caindo, vamos trabalhar nas oficinas para encontrar formas de diminuir ainda mais”, explica Nilton Lopes. Para o coordenador, os encontros são um momento importante para engajar a sociedade na campanha contra o trabalho infantil: “vamos apresentar o É da Nossa Conta e a ideia é que eles sejam atuantes neste esforço”.

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