Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

Notícias

01.11.2018
Tempo de leitura: 4 minutos

Projeto de educação integral em Diadema-SP une ensino, expressão e cultura

O programa Cidade na Escola promove ações gratuitas ligadas a educação, esporte e cultura para alunos da rede pública

Criança usa spray para pintar mural e é observada por instrutor do Cidade na Escola, que promove a educação integral

“Importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade e convivência”. Seguindo a frase inspiradora do educador, pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire, a cidade de Diadema, na Grande São Paulo, tem feito a diferença na vida de dezenas de crianças do ensino fundamental por meio do projeto Cidade na Escola.

O programa nasceu em 2009 e amplia de 5 h para 9 h o tempo de permanência dos alunos e alunas nas escolas da região. Atende atualmente 1.490 crianças de 6 a 10 anos, em vulnerabilidade social ou com dificuldade de aprendizagem, matriculadas entre o 1º e o 5º ano do ensino fundamental da rede municipal.

A proposta de educação integral não é colocada apenas como uma ampliação do período em que a criança permanece na sala de aula, mas como uma dimensão maior de formação nas mais diferentes áreas. São oferecidas vivências dentro e fora da sala de aula com objetivo de atender a integralidade do aluno, possibilitando mais situações de aprendizado, aumentando seu repertório e o estímulo à socialização.

“É nítida a evolução no dia a dia dos alunos. Além do aprendizado, eles se tornam mais atuantes e se apropriam do espaço onde estão”, comenta a coordenadora do projeto, Vanusa Aparecida Sena Goes. Segundo ela, as crianças estão tendo experiências que não teriam a oportunidade de viver fora da escola por diversas questões.

Atividades para todos os gostos

O Cidade na Escola estabelece três macrocampos de atuação: letramento, que inclui atividades relacionadas a disciplinas regulares, como português, matemática e inglês; corpo e movimento, focado em práticas esportivas como capoeira e dança; e cultura, que inclui aulas de arte, teatro, circo, discotecagem, entre outras iniciativas. Cada ação é pensada no formato de desenvolvimento integral, ou seja, estimulando os alunos a trabalharem as funções motora, cognitiva e emocional.

Bailarina vestida de fada dança para plateia formada por crianças do Cidade na Escola, que promove a educação integral

A equipe responsável pelas aulas e acompanhamento das atividades é composta por 134 estagiários de áreas de formação como educação física, pedagogia, artes, entre outras, além de mais 18 professores da rede municipal e outros 50 educadores parceiros.

Mensalmente, esses colaboradores participam de um treinamento para debaterem as ações propostas para os grupos de alunos e, nesse momento, aproveitam para dividir experiências e particularidades do que foi trabalhado, levando em consideração as necessidades dos alunos.

Mudança de atitudes

Na Escola Municipal de Educação Básica Letícia Beatriz Peça, o resultado com as crianças é notado no desempenho dos alunos. Segundo a diretora da escola, Mônica Cristina Monge, algumas delas têm dificuldade para se expressar, se socializar e chegam a ter comportamentos agressivos. Por isso, as atividades são pensadas de forma estratégica.

Instrutor ajuda aluno a caminhar na corda bamba em atividade do Cidade na Escola, que promove a educação integral

“Na idade em que estão, é importante mostrar que existe uma valorização do indivíduo. Quando eles entendem essas ações sociais nessa fase, é grande a chance desses alunos levarem esse sentimento para o resto da vida”, comenta a diretora.

Um dos desafios para manter o projeto em pé é fazer com que os pais e a comunidade participem das ações e apoiem a permanência dos alunos em tempo integral.

“As famílias precisam confiar muito na gente. Trabalhamos para que eles entendam que é positivo que os filhos façam atividades no contra turno e estejam inseridos no contexto de comunidade”, reforça Mônica Cristina Monge.

O projeto conta também com parcerias com centros culturais, como o ACER Brasil, além de escolas de artes marciais, um clube de esporte e lazer municipal, um museu de arte popular, um teatro e outros espaços públicos como praças e parques. Nesses espaços são realizadas vivências de dança, música, teatro, leitura, desenho, pintura, relaxamento, jogos matemáticos e de alfabetização.

A Prefeitura de Diadema tem uma participação tanto nas formações dos colaboradores quanto na prática das atividades com os alunos. Disponibiliza ônibus para a locomoção em casos de atividades externas e oferece refeições na escola.

 


Outras Notícias

OCDE aponta 4 competências essenciais para o futuro do trabalho e da educação

30/01/2026

OCDE aponta 4 competências essenciais para o futuro do trabalho e da educação

Letramento, matemática, resolução de problemas e habilidades socioemocionais são competências-chave para acompanhar as transformações tecnológicas

Retrospectiva 2025: iniciativa da Fundação Telefônica Vivo fortalece a EPT em escolas públicas

23/01/2026

Retrospectiva 2025: iniciativa da Fundação Telefônica Vivo fortalece a EPT em escolas públicas

Programa Pense Grande Tech impactou milhares de estudantes do Ensino Médio e certificou mais de 700 professores em nove estados ao longo do ano

6 tendências que devem impulsionar a Educação em 2026

16/01/2026

6 tendências que devem impulsionar a Educação em 2026

Tecnologia, personalização e inclusão digital ganham força para reduzir desigualdades e ampliar o engajamento dos estudantes

Novo indicador do MEC define aprendizagens essenciais em Matemática do 2º ao 9º ano

12/01/2026

Novo indicador do MEC define aprendizagens essenciais em Matemática do 2º ao 9º ano

Nova estratégia nacional estabelece marcos importantes de aprendizagem, amplia o uso pedagógico de dados e cria condições para integrar Matemática, tecnologia e pensamento computacional na educação básica

Especialista Jo Boaler defende ensino de matemática criativo e sem “decoreba”

05/01/2026

Especialista Jo Boaler defende ensino de matemática criativo e sem “decoreba”

Pesquisadora de Stanford propõe abordagem visual e colaborativa para reduzir desigualdades e preparar alunos para a era da Inteligência Artificial

Retrospectiva 2025: Implementação da BNCC Computação é um dos destaques da Fundação Telefônica Vivo

29/12/2025

Retrospectiva 2025: Implementação da BNCC Computação é um dos destaques da Fundação Telefônica Vivo

Formações, eventos e publicações marcaram um ano de apoio às redes de ensino das escolas públicas para desenvolver competências digitais de educadores e estudantes