Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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18.08.2021
Tempo de leitura: 4 minutos

Qual é a diferença entre Ensino Híbrido e Ensino Remoto?

Além de colocar os estudantes como protagonistas, o Ensino Híbrido usa os recursos tecnológicos como aliados sem deixar de priorizar as interações nos momentos presenciais

imagem mostra um pai e uma filha na sala de casa, mostrando o modelo ensino híbrido que mescla momento on-line e presencial

Desde que o relatório do Instituto Clayton Christensen, lançado em 2018, mostrou 72% dos educadores brasileiros empenhados em buscar estratégias para um processo de ensino-aprendizagem personalizado, muita coisa mudou. Três anos depois, o Ensino Híbrido, que era considerado uma tendência para a educação global, tornou-se uma realidade mais próxima dos educadores. E em um contexto de pandemia, uma nova modalidade, o Ensino Remoto, também ganhou destaque. Mas afinal, qual a diferença entre as abordagens?

Ensino remoto, híbrido e presencial

“O Ensino Remoto surgiu como uma estratégia de adaptação das atividades pedagógicas diante do fechamento das escolas. Já o Ensino Híbrido vem sendo estudado, no Brasil, desde 2013 e tem a dinâmica presencial como elemento fundamental, com objetivo de integrar recursos tecnológicos aos objetivos de aprendizagem”, explica Leandro Holanda, especialista em tecnologias educacionais.

Ainda que o Ensino Remoto tenha surgido como uma solução emergencial, Leandro aponta que a experiência dos educadores com os recursos digitais ao longo da pandemia pode ser muito rica para uma discussão de como continuar a trabalhar essa tecnologia na volta às aulas presenciais, mesmo diante da implementação do sistema de Ensino Híbrido.

“Trabalhar no ensino remoto não foi um movimento em vão. Mais importante do que reproduzir à risca modelos de ensino híbrido, é repensar a didática para transformar aulas e engajar os estudantes. Essas competências digitais podem abrir caminhos para organizar os conteúdos e priorizar as interações nos momentos presenciais”, reforça o especialista, que também é co-fundador da Tríade Educacional.

De educador para educador

Ouça a experiência de Leandro Holanda enquanto professor de Química que passou a aprofundar os estudos em tecnologias educacionais.


Lembrete!

Ensino Remoto e Ensino a Distância não são a mesma coisa! Diferentemente do primeiro, as aulas no EAD são assíncronas e os espaços de interação podem ser acessados através de canais de comunicação virtuais (e-mails, fóruns, tutores), de acordo com a disponibilidade do estudante. Além disso, o EaD é considerado uma modalidade mais estruturada, que pressupõe uma organização própria de currículo, materiais de apoio e de avaliação.

O que não pode faltar no Ensino Híbrido? 

Além de colocar os estudantes como protagonistas do próprio processo de aprendizagem, Leandro Holanda destaca que a troca de experiências entre os educadores não pode faltar na implementação do Ensino Híbrido. Apesar da tecnologia desempenhar um papel importante, neste modelo a flexibilidade e a colaboração são os grandes diferenciais.

“Mesmo com as muitas demandas para o funcionamento de uma escola, é essencial criar uma comunidade de aprendizagem que passa primeiro pela equipe pedagógica. Chamar o professor para participar do processo de construção e se apropriar das estratégias, garante uma implementação mais efetiva e significativa para realidade das turmas”, recomenda o especialista.

Seja através de grupos de estudo, reuniões ou dinâmicas de co-criação, esses espaços podem ser criados para compartilhar o que está ou não funcionando para a turma e debater outras alternativas para repensar os espaços presenciais e o uso de recursos tecnológicos em sala de aula. “Não podemos desconsiderar esse passo na formação de professores aptos para trabalhar com Ensino Híbrido”, finaliza Leandro.

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